No cruzamento entre a visibilidade das redes sociais e a vulnerabilidade humana, uma influenciadora digital do Rio de Janeiro foi presa sob suspeita de usar encontros combinados como isca para roubar homens na zona norte da cidade. O caso revela como a confiança depositada em perfis públicos pode ser instrumentalizada contra quem busca conexão — e como a mesma exposição digital que serve ao crime pode também ser sua ruína, quando uma vítima reconhece o rosto do perigo em uma fotografia.
Polícia prende influenciadora digital suspeita de roubos no Rio de Janeiro
Atraída sob falsas pretensões, a vítima foi agredida e roubada
Como a polícia conseguiu conectar a influenciadora ao crime se ela não estava presente no momento da prisão?
A vítima foi o elo fundamental. Ele reconheceu Nicolly por fotografia e depois a identificou nas redes sociais. Isso deu à polícia o nome e a base para obter o mandado.
E o carro? Parece que foi a peça de evidência mais concreta.
Exatamente. O Hyundai Creta azul foi apontado por vítimas em pelo menos dois crimes diferentes. Encontrá-lo estacionado na casa dela, com aquele material dentro — bastões, spray de pimenta, faca — criou um padrão muito claro.
Você acha que ela agiu sozinha ou havia outras pessoas envolvidas?
A polícia ainda está investigando. O que sabemos é que havia um modus operandi consistente: combinar um programa sexual, atrair a vítima para o carro, depois roubar. Mas não está claro se ela era a única responsável ou se havia cúmplices.
Como alguém com 100 mil seguidores consegue fazer isso sem ser descoberto antes?
Essa é a questão incômoda. Ela tinha visibilidade pública, mas provavelmente operava em um contexto onde as vítimas hesitavam em denunciar ou onde a polícia levou tempo para conectar os pontos. Até que um homem decidiu relatar e conseguiu identificá-la.
O que acontece agora com ela?
Ela está presa, mas a investigação continua. A polícia quer saber se houve outros crimes com o mesmo padrão. Isso pode significar mais acusações ou mais vítimas aparecendo.
El Pulso
- Uma vítima foi atraída sob falsas pretensões, agredida dentro de um carro e expulsa à força após ter um cordão de ouro de R$ 14 mil arrancado do pescoço.
- A influenciadora Nick Frazão, com mais de 100 mil seguidores no Instagram, foi identificada pela própria vítima ao reconhecer seu perfil nas redes sociais — a mesma vitrine pública que a tornava conhecida a delatou.
- A polícia encontrou na residência da suspeita o Hyundai Creta azul apontado em ao menos dois crimes, além de um bastão temático da Barbie, spray de pimenta e uma faca.
- A investigação aponta para um padrão repetido em diferentes pontos de São Cristóvão, sugerindo que os crimes não foram isolados, mas parte de uma atuação sistemática.
- As autoridades continuam apurando o envolvimento da suspeita em outros roubos com o mesmo modus operandi, enquanto sua defesa ainda não havia se manifestado até o fechamento da reportagem.
No cruzamento entre a visibilidade das redes sociais e a vulnerabilidade humana, uma influenciadora digital do Rio de Janeiro foi presa sob suspeita de usar encontros combinados como isca para roubar homens na zona norte da cidade. O caso revela como a confiança depositada em perfis públicos pode ser instrumentalizada contra quem busca conexão — e como a mesma exposição digital que serve ao crime pode também ser sua ruína, quando uma vítima reconhece o rosto do perigo em uma fotografia.
Na segunda-feira, 3 de agosto, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Nicolly Evangelista do Carmo — conhecida como Nick Frazão nas redes sociais — acusada de participar de roubos contra homens na região de São Cristóvão, zona norte da capital. Com mais de 100 mil seguidores no Instagram e um podcast em seu nome, ela foi localizada em uma casa em Paciência, zona oeste, durante o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça.
A investigação teve início quando uma vítima procurou a polícia relatando um encontro que havia sido combinado como programa sexual na rua Ceará. Ao entrar em um Hyundai Creta azul e perceber que a situação fugia do combinado, o homem tentou recuar — mas foi agredido, teve um cordão de ouro avaliado em R$ 14 mil roubado e foi empurrado para fora do veículo em movimento. Ele conseguiu identificar a suspeita ao reconhecer sua fotografia e seu perfil nas redes sociais, informação que foi decisiva para a obtenção do mandado de prisão.
Ao chegarem ao imóvel em Paciência, os policiais encontraram o mesmo Creta azul 2022 estacionado no local. Dentro do veículo, foram apreendidos um bastão de beisebol com tema da Barbie, um bastão retrátil, spray de pimenta e uma faca. A polícia identificou ainda semelhanças com outro crime investigado na mesma delegacia, envolvendo roubos próximos à Quinta da Boa Vista, também em São Cristóvão.
As investigações seguem em andamento para apurar se Nicolly participou de outros crimes patrimoniais com o mesmo padrão — atrair vítimas sob falsas pretensões e depois roubá-las. Até o fechamento da reportagem, sua defesa não havia sido localizada para comentar as acusações.
Na segunda-feira, 3 de agosto, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Nicolly Evangelista do Carmo, conhecida nas redes sociais como Nick Frazão, acusada de participar de uma série de roubos contra homens na região de São Cristóvão, na zona norte da capital. A influenciadora, que mantém um perfil no Instagram com mais de 100 mil seguidores e apresenta um podcast, foi localizada em uma casa em Paciência, na zona oeste, durante o cumprimento de um mandado expedido pela Justiça a pedido da 17ª Delegacia de Polícia.
A investigação começou quando um homem procurou a polícia relatando um encontro que correu mal. Ele havia combinado um programa sexual na região da rua Ceará, em São Cristóvão, e entrou em um Hyundai Creta azul. Ao perceber que a situação era diferente do que havia sido acertado, o homem tentou desistir do encontro. O que aconteceu depois, segundo seu relato registrado no inquérito, foi uma agressão seguida de roubo. Um cordão de ouro avaliado em aproximadamente 14 mil reais foi levado, e a vítima foi empurrada para fora do veículo antes da fuga.
A vítima conseguiu identificar a suspeita através de uma fotografia e também reconheceu seu perfil nas redes sociais. Esse reconhecimento foi crucial para a polícia avançar na investigação e obter o mandado de prisão. Quando os policiais chegaram à casa em Paciência, encontraram o Hyundai Creta azul de 2022 estacionado no imóvel — o mesmo modelo e cor que havia sido apontado por vítimas como tendo sido usado em pelo menos dois crimes investigados pela delegacia.
Dentro do veículo, os investigadores apreenderam um bastão de beisebol com tema da Barbie, um bastão retrátil, um spray de pimenta e uma faca. Esse material será analisado conforme as investigações prosseguirem. A polícia também identificou semelhanças entre o caso que levou à prisão e outro crime investigado na delegacia, este relacionado a roubos na região da Quinta da Boa Vista, também em São Cristóvão, onde um veículo com características semelhantes havia sido utilizado.
Até o momento da publicação, a reportagem não havia conseguido localizar a defesa de Nicolly para comentar as acusações. A polícia também não soube informar se a influenciadora já havia constituído um advogado. O que está claro é que as investigações continuam em andamento para determinar se ela participou de outros crimes patrimoniais seguindo o mesmo padrão de atuação — atrair vítimas sob falsas pretensões e depois roubá-las.
Citas Notables
A vítima reconheceu Nicolly por fotografia e também identificou o perfil da influenciadora nas redes sociais— Polícia Civil do Rio de Janeiro