Polícia encontra explosivo em esconderijo de suspeito morto por desaparecimento de primas

Duas jovens de 18 anos desaparecidas desde abril; ossadas encontradas indicam morte das vítimas; investigação confirma suspeita de duplo homicídio.
Qual será o nosso destino — a pergunta que ninguém respondeu
Última publicação de Sttela nas redes sociais, horas antes de desaparecer com a prima.
Mark

Como é que a polícia conseguiu chegar até Clayton depois de quatro meses?

Mimi

Um segundo suspeito, preso em Umuarama, indicou o local onde as ossadas estavam. Isso foi o que abriu a investigação de novo.

Mark

E Clayton não estava escondido? Como a polícia sabia onde procurá-lo?

Mimi

Ele estava escondido em Mandaguari, numa casa que usava como refúgio. A polícia foi até lá, e quando viu os policiais, ele tentou fugir pelo telhado.

Mark

Explosivo numa casa de um suspeito de homicídio — isso muda a natureza do crime?

Mimi

Muda completamente. Não é só homicídio e roubo. É posse de artefato explosivo com capacidade destrutiva. Sugere que ele estava se preparando para algo mais.

Mark

As duas jovens — o que sabemos sobre como morreram?

Mimi

Ainda não sabemos. A Polícia Científica está trabalhando para confirmar que os restos mortais encontrados são delas. Mas a sequência de eventos naquela noite, as câmeras, as publicações nas redes — tudo aponta para que algo aconteceu entre a boate em Paranavaí e o amanhecer.

Mark

A última publicação dela nas redes sociais foi uma pergunta sobre o destino. Ela não sabia o que estava prestes a acontecer.

Mimi

Não. Nenhuma delas sabia. Estavam numa caminhonete com alguém que conheciam por um nome falso, publicando fotos, rindo. E depois simplesmente desapareceram.

  • Duas jovens saíram numa caminhonete numa noite de abril e nunca voltaram — a última prova de vida foi uma publicação nas redes sociais às 3h17 da madrugada, dentro de uma boate em Paranavaí.
  • Clayton desapareceu por quatro meses com mandado de prisão ativo por homicídio e roubo, enquanto as famílias aguardavam qualquer sinal das jovens.
  • A prisão de um segundo suspeito, 'Magrão', em Umuarama foi o ponto de virada: foi ele quem revelou à polícia onde as ossadas estavam enterradas.
  • No mesmo dia, Clayton tentou fugir pelo telhado de seu esconderijo em Mandaguari, fez um refém e foi morto a tiros — dentro da casa, policiais encontraram um explosivo improvisado de 'grande poder de destruição', joias, armas e roupas usadas em roubos.
  • A Polícia Científica agora trabalha para confirmar se os restos mortais pertencem às duas primas, transformando oficialmente um caso de desaparecimento numa investigação de duplo homicídio.

Quatro meses após o desaparecimento de duas jovens de 18 anos no Paraná, ossadas foram localizadas numa área rural próxima a Paraíso do Norte — um desfecho sombrio para uma busca que começou numa noite de abril e se transformou numa investigação de homicídio, roubo organizado e posse de explosivos. O principal suspeito, Clayton Antonio da Silva Cruz, último a ser visto com as primas Letycia e Sttela, morreu em confronto com a polícia em Mandaguari no mesmo dia em que as ossadas foram encontradas, encerrando sua fuga de quatro meses mas deixando perguntas que a ciência forense ainda precisa responder.

Na noite de 20 de abril, Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas com 18 anos, saíram de Cianorte numa caminhonete ao lado de um homem que Letycia conhecia pelo apelido de 'Davi' — na verdade, Clayton Antonio da Silva Cruz, 35 anos. As câmeras de segurança registraram cada parada: Jussara, onde Sttela buscou uma mochila na casa da mãe; depois Maringá e, por fim, uma boate em Paranavaí. Às 3h17 da madrugada de 21 de abril, Sttela se conectou à internet pela última vez. Horas antes, ela havia publicado uma foto dentro da caminhonete com uma garrafa de uísque e a legenda 'Qual será o nosso destino KKKK'.

Clayton voltou sozinho a Cianorte entre os dias 22 e 23 de abril — sem a caminhonete, sem as jovens. Saiu novamente de moto e sem celular. A polícia expediu mandado de prisão em 29 de abril, mas ele permaneceu foragido por quatro meses. A virada veio na manhã de 21 de agosto, quando um segundo suspeito conhecido como 'Magrão' foi preso em Umuarama e indicou às autoridades o local onde as ossadas estavam escondidas, numa zona rural próxima a Paraíso do Norte.

No mesmo dia, policiais chegaram ao esconderijo de Clayton em Mandaguari. Ele tentou escapar pelo telhado, invadiu uma casa vizinha, fez um morador refém e foi morto a tiros. Dentro do imóvel, além de um artefato explosivo improvisado descrito pelo Batalhão de Operações Policiais Especiais como de 'grande poder de destruição' — removido e detonado de forma controlada pelo Esquadrão Antibombas —, foram encontrados joias, armas, munições e roupas usadas em roubos. Uma mulher que se relacionava com Clayton foi presa no local por receptação.

A Polícia Científica trabalha agora para confirmar se os restos mortais pertencem a Letycia e Sttela. O que começou como o desaparecimento de duas jovens numa noite de abril revelou-se, ao longo de quatro meses, uma trama de duplo homicídio, roubo organizado e posse de explosivos — desvendada, por fim, pelo rastro preciso que as próprias vítimas deixaram nas câmeras e nas redes sociais.

Quatro meses depois que duas primas saíram de uma casa em Cianorte numa caminhonete e nunca voltaram, a polícia encontrou ossadas numa zona rural perto de Paraíso do Norte. No mesmo dia, o homem que foi a última pessoa visto com elas — Clayton Antonio da Silva Cruz, 35 anos — morreu a tiros durante uma abordagem policial em Mandaguari, a cerca de 100 quilômetros de distância. Dentro da casa que ele usava como esconderijo, os policiais descobriram um artefato explosivo improvisado, mas com o que o Batalhão de Operações Policiais Especiais descreveu como "grande poder de destruição".

Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida tinham ambas 18 anos quando desapareceram na noite de 20 de abril. A sequência dos eventos naquela noite está documentada em câmeras de segurança e registros de internet. Saíram de Cianorte às 22h39 na companhia de Clayton, que Letycia conhecia pelo nome de "Davi". Pararam em Jussara, onde Sttela morava com a mãe, para pegar uma mochila. Às 22h55, Sttela publicou uma foto nas redes sociais dentro da caminhonete, com uma garrafa de uísque visível, acompanhada da legenda "Qual será o nosso destino KKKK". Depois seguiram para Maringá. Dentro de uma boate em Paranavaí, por volta da 1h10 da madrugada de 21 de abril, câmeras as gravaram entrando juntas. Às 3h17, Sttela se conectou à internet pela última vez.

Clayton retornou sozinho a Cianorte entre 22 e 23 de abril, sem a caminhonete. Saiu da cidade novamente de moto e sem celular. A polícia expediu um mandado de prisão contra ele em 29 de abril pelos crimes de roubo e homicídio. Ele permaneceu foragido durante quatro meses. Um segundo suspeito, identificado como "Magrão", foi preso na manhã de 21 de agosto em Umuarama. Foi ele quem indicou à polícia o local onde as ossadas foram encontradas.

Quando os policiais chegaram ao esconderijo de Clayton em Mandaguari naquela sexta-feira de manhã, ele tentou fugir pelo telhado. Entrou numa casa vizinha, fez um morador refém, e foi morto a tiros. O Esquadrão Antimbombas foi acionado para remover e detonar o explosivo de forma controlada. Além do artefato, a delegada Kethilin Iurino informou que foram encontrados joias, armas, munições e roupas usadas em roubos. Uma mulher que mantinha um relacionamento com Clayton foi presa no local pelo crime de receptação.

A Polícia Científica agora trabalha para confirmar se os restos mortais encontrados pertencem às duas jovens. A investigação aponta que Clayton estava envolvido numa série de roubos e que "Magrão" participou desses crimes ao seu lado. O desaparecimento das primas, que começou como um caso de duas jovens que saíram de casa numa noite de abril e não retornaram, transformou-se numa investigação de duplo homicídio, roubo organizado e posse de explosivos. Os detalhes técnicos — as horas exatas, as localizações, as publicações nas redes sociais — criaram um registro preciso de um crime que levou quatro meses para começar a ser desvendado.

O artefato era improvisado, mas tinha grande poder de destruição
— Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope)
Qual será o nosso destino KKKK
— Sttela Dalva Melegari Almeida, em publicação nas redes sociais às 22h55 de 20 de abril
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