Planetário de Curitiba recebe equipamentos alemães de última geração

Máquinas do tempo onde a imaginação flui livre
Descrição do diretor do Parque sobre o papel dos planetários na experiência educacional e científica.
Mark

Por que trazer equipamento alemão em vez de usar tecnologia nacional?

Mimi

A ZEISS é pioneira no desenvolvimento de sistemas para planetários. Não é apenas uma escolha de qualidade — é a referência mundial no setor. Para um projeto dessa envergadura, faz sentido investir no melhor disponível.

Mark

E quanto ao custo? R$ 31 milhões só no sistema de projeção parece muito alto.

Mimi

É um investimento significativo, mas o sistema híbrido que vem é capaz de simular 9 mil estrelas e cobrir uma cúpula inteira com projeções em alta definição. Não é apenas um projetor — é uma máquina que transforma a forma como as pessoas experimentam a astronomia.

Mark

Qual é o público-alvo principal?

Mimi

Estudantes da rede estadual de educação, em primeiro lugar. Mas o planetário também receberá pesquisadores, acadêmicos e professores. É um espaço de formação continuada, não apenas uma atração.

Mark

E se os equipamentos atrasarem na chegada?

Mimi

O cronograma está condicionado ao desembaraço da importação. Preveem chegada entre fim de setembro e início de outubro, com conclusão da obra em dezembro. Mas essas datas dependem de fatores fora do controle direto da construção.

Mark

O que torna este planetário diferente dos outros?

Mimi

O tamanho — quase 5 mil metros quadrados — e a tecnologia híbrida. Mas também a visão: não é apenas um espaço de entretenimento. É um instrumento para estimular carreiras científicas e pesquisa em astronomia.

Mark

Quanto tempo leva para montar o sistema de projeção?

Mimi

Não há prazo específico divulgado, mas exigirá trabalho coordenado entre a equipe da ZEISS e a construtora. Enquanto isso acontece, os demais serviços da obra continuam avançando.

  • Construção em 30% de execução, com equipamentos alemães chegando em 40 dias
  • Cúpula de 18 metros de diâmetro com 508 metros quadrados de superfície de projeção
  • Sistema ZEISS Asterion Premium + VELVET LED simula 9 mil estrelas
  • Investimento total de R$ 77,5 milhões (R$ 46,5 milhões em obra + R$ 31 milhões em equipamento)
  • Conclusão prevista para dezembro de 2026

Obra do planetário avança para fechamento da estrutura, preparando-se para instalação de equipamento de última geração da empresa alemã ZEISS Planetariums. Sistema híbrido Asterion Premium + VELVET LED simulará 9 mil estrelas e cobrirá cúpula de 18 metros com projeções em formato fulldome para experiências imersivas.

Novo planetário em Pinhais atinge 30% de execução e se prepara para receber sistema de projeção alemão ZEISS em 40 dias, com investimento total de R$ 77,5 milhões.

Em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, um planetário toma forma. A construção do novo espaço no Parque da Ciência Newton Freire Maia já alcançou 30% de execução, e em poucas semanas entrará numa fase decisiva: o fechamento da estrutura que receberá a tecnologia mais avançada do setor. Nos próximos 40 dias, equipamentos de última geração vindos da Alemanha chegarão ao Paraná para transformar o que ainda é um canteiro de obras em um dos maiores planetários do Brasil.

O projeto representa um investimento de aproximadamente R$ 46,5 milhões apenas na construção. Mas o verdadeiro coração da instalação — o sistema de projeção — custou € 5,16 milhões, cerca de R$ 31 milhões, adquirido junto à ZEISS Planetariums, empresa alemã que é referência mundial no desenvolvimento de sistemas para planetários. O conjunto deve chegar entre o fim de setembro e o início de outubro, com a instalação prevista para começar logo após. Tudo depende, porém, do desembaraço da importação e do cronograma de obras, que aponta para conclusão no início de dezembro.

A cúpula terá 18 metros de diâmetro e 508 metros quadrados de superfície de projeção. Dentro dela funcionará um sistema híbrido chamado Asterion Premium + VELVET LED, que combina um projetor óptico-mecânico central com 11 projetores digitais distribuídos ao redor. O Asterion Premium sozinho é capaz de simular cerca de 9 mil estrelas observáveis a olho nu em condições ideais, reproduzindo cores, brilhos, a Via Láctea, a Lua e planetas. Os 11 projetores VELVET LED permitirão exibir uma única imagem em formato fulldome, cobrindo toda a cúpula e possibilitando animações, vídeos e conteúdos de diferentes áreas do conhecimento. Juntos, esses equipamentos criarão uma experiência imersiva onde estudantes poderão observar planetas, simular fenômenos astronômicos e ter contato com conteúdos científicos de forma envolvente.

O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, vê no planetário um instrumento para aproximar estudantes da ciência de maneira moderna. "Estamos construindo um espaço que vai permitir transformar conteúdos que muitas vezes parecem distantes em experiências que os alunos poderão vivenciar", afirmou. Para Anísio Lasievicz, diretor do Parque da Ciência, os planetários funcionam como máquinas do tempo onde a imaginação flui livre. "A gente pode viajar pelo Universo e mostrar aquilo que já entendemos e também as principais questões que ainda desafiam a nossa compreensão, desde as questões mais básicas da astronomia até a origem e a evolução do universo."

Além da cúpula de projeção, o planetário contará com auditório, salas expositivas, laboratórios, ambientes pedagógicos e administrativos. Haverá novos telescópios para observação do céu e experimentos interativos, incluindo um pêndulo de Foucault que demonstra o movimento de rotação da Terra. A estrutura também será dedicada à formação de professores, ensino superior e pesquisa, recebendo acadêmicos e pesquisadores interessados em astronomia e áreas relacionadas.

O projeto incorpora soluções de sustentabilidade, como geração de energia fotovoltaica e captação de água da chuva. Um dos diferenciais arquitetônicos é o uso de madeira engenheirada. Com quase 5 mil metros quadrados de edificação, a estrutura deve estar entre as maiores do gênero no Brasil. A construção começou no início de 2026, após licitação concluída no fim de 2025, e agora avança na montagem da estrutura e da cobertura — etapa que permitirá acelerar os serviços internos.

Eliane Teruel Carmona, diretora-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), responsável pela execução da obra, destacou que o avanço marca uma etapa importante. "É uma obra de grande porte e com características construtivas muito particulares. Estamos avançando na estrutura para preparar o espaço que receberá toda essa tecnologia, conciliando a execução da obra com as exigências específicas da instalação dos equipamentos."

O objetivo final é estimular estudantes a seguirem carreiras científicas. Lasievicz resume a ambição: "A ideia é estimular nossos estudantes a seguirem carreiras científicas, como engenheiros, físicos, matemáticos, historiadores e biólogos, e contribuir para essa evolução científica e tecnológica que é importante para o Brasil." O planetário integra a modernização do Parque da Ciência e reúne esforços da Secretaria de Estado da Educação, da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, do Fundepar, da Universidade Estadual de Ponta Grossa e do Fundo Paraná.

Estamos construindo um espaço que vai permitir transformar conteúdos que muitas vezes parecem distantes em experiências que os alunos poderão vivenciar
— Roni Miranda, secretário de Estado da Educação
A ideia é estimular nossos estudantes a seguirem carreiras científicas, como engenheiros, físicos, matemáticos, historiadores e biólogos, e contribuir para essa evolução científica e tecnológica que é importante para o Brasil
— Anísio Lasievicz, diretor do Parque da Ciência Newton Freire Maia
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