PF ouve ex-executivos do BRB em inquérito sobre operações com Banco Master

Dezenas de bilhões em dinheiro público comprometidos em operações sem fundamento real
O BRB injetou R$ 16,7 bilhões na tentativa de compra do Banco Master, descobrindo depois que as carteiras adquiridas eram fraudulentas.
Mark

Por que a Polícia Federal está ouvindo esses executivos agora, meses depois que o BRB descobriu a fraude?

Mimi

Porque o inquérito precisa estabelecer responsabilidades. Saber se Costa e Vorcaro agiram por negligência, se foram enganados, ou se havia conhecimento de que as operações eram fraudulentas. São depoimentos formais, não conversas.

Luke

Mas o conteúdo dos depoimentos não foi divulgado. Como sabemos que as perguntas que a PF fez foram as certas? Ou que as respostas foram completas?

Mark

E quanto ao envolvimento do ex-governador Ibaneis Rocha? Ele também será ouvido?

Mimi

A investigação aponta que ele teve atuação direta na estratégia financeira. Isso sugere que sim, mas a PF ainda está mapeando a cadeia de decisões. Pode haver mais depoimentos.

Luke

A palavra "atuação direta" é importante aqui. Significa que ele ordenou? Que aprovou? Que foi informado? O relatório não deixa claro.

Mark

R$ 16,7 bilhões é uma quantia astronômica. Como ninguém percebeu que as carteiras eram fraudulentas?

Mimi

Essa é exatamente a pergunta que a PF está tentando responder. Pode ter havido pressão para fechar o negócio rapidamente, ou falta de diligência nas verificações.

Luke

Ou ambas. Mas também precisamos saber: o Banco Central não tinha supervisão sobre essas operações? Quando descobriu que a compra era fraudulenta, já era tarde demais?

Mark

O que acontece agora com o BRB?

Mimi

O banco continua operando, mas com a credibilidade abalada e sob investigação. As perdas já foram contabilizadas. O que importa agora é se haverá responsabilização criminal.

Luke

E se não houver? Se os depoimentos não levarem a acusações formais? O dinheiro público já foi perdido, mas a justiça pode não acompanhar.

  • Dois executivos do BRB — Paulo Henrique Costa e Vorcaro — foram ouvidos separadamente pela PF em presídios de Brasília, ambos já presos preventivamente.
  • O banco público injetou R$ 16,7 bilhões na tentativa de adquirir o Banco Master, descobrindo depois que as carteiras compradas eram operações fictícias, sem qualquer lastro real.
  • O Banco Central barrou a operação antes do colapso total, mas bilhões já haviam sido transferidos, configurando uma das maiores perdas da história do BRB.
  • A investigação mapeou a participação direta do ex-governador Ibaneis Rocha na estratégia financeira, elevando o caso do âmbito corporativo ao político.
  • Os depoimentos buscam responder se houve negligência, má gestão intencional ou conluio com os responsáveis pelo Master — e quem sabia o quê, e quando.

Quando instituições financeiras públicas se tornam palco de decisões que apagam a fronteira entre gestão e poder político, o dano vai além do balanço contábil. Em Brasília, dois ex-presidentes do Banco de Brasília prestaram depoimento à Polícia Federal sobre como R$ 16,7 bilhões de recursos públicos foram direcionados à compra de carteiras que se revelaram fictícias do Banco Master — uma operação que o Banco Central interrompeu, mas não a tempo de evitar perdas bilionárias. A investigação agora alcança o ex-governador Ibaneis Rocha, sugerindo que a linha entre decisão empresarial e orientação política pode ter se dissolvido de forma deliberada.

Na manhã de uma quinta-feira, Paulo Henrique Costa foi levado da Papudinha para prestar depoimento à Polícia Federal. À tarde, Vorcaro — seu antecessor na presidência do BRB — passou cerca de quatro horas sendo interrogado na Penitenciária da Papuda. Os dois homens, presos no mesmo complexo, enfrentam as mesmas perguntas centrais: como o Banco de Brasília chegou a comprometer R$ 16,7 bilhões em uma instituição que se revelaria fraudulenta, e quem conduziu esse processo.

O BRB, cujo controle acionário pertence ao governo do Distrito Federal, tentou adquirir o Banco Master em 2025. Só depois da operação parcialmente consumada é que se descobriu que parte significativa das carteiras adquiridas era fictícia — sem lastro, sem fundamento real. O Banco Central interveio e bloqueou a conclusão do negócio, mas bilhões já haviam sido transferidos.

Os investigadores querem entender como o capital do BRB foi ampliado para viabilizar a compra, qual foi o papel específico de cada executivo nas negociações e por que as fraudes não foram detectadas antes de recursos públicos de tal magnitude serem comprometidos. O conteúdo dos depoimentos permanecia sob sigilo, mas a PF já havia reconstruído a sequência de eventos que levou ao colapso.

O que torna o caso ainda mais grave é a descoberta de que o ex-governador Ibaneis Rocha, do MDB, teria atuado diretamente na estratégia financeira que viabilizou a tentativa de compra entre 2024 e 2025. A investigação, portanto, não se encerra nos executivos: ela sobe ao nível político que pode ter orientado ou aprovado decisões com consequências bilionárias para o erário público.

Na manhã de quinta-feira, Paulo Henrique Costa foi ouvido pela Polícia Federal nas dependências da Papudinha, em Brasília. Horas depois, à tarde, seu antecessor na presidência do BRB, Vorcaro, prestou depoimento durante aproximadamente quatro horas na Papuda, a penitenciária de segurança máxima no mesmo complexo. Ambos estão presos e foram interrogados sobre as mesmas questões que agora ocupam investigadores federais: como o Banco de Brasília chegou a injetar R$ 16,7 bilhões em uma instituição que se revelaria fraudulenta, e quem tomou as decisões que levaram a isso.

O inquérito que os dois enfrentam é o principal desdobramento de uma crise sem precedentes na história do BRB. O banco, cuja maioria acionária pertence ao governo do Distrito Federal, descobriu que parte significativa das carteiras que havia adquirido do Banco Master não tinha qualquer lastro — eram operações fictícias. A tentativa de compra, que ocorreu em 2025, foi barrada pelo Banco Central antes que o desastre se consumasse completamente, mas não antes de bilhões terem sido transferidos.

Os depoimentos colhidos pela PF buscam esclarecer pontos específicos: como o capital do BRB foi aumentado para viabilizar a operação, qual foi o papel de cada executivo nas negociações, e por que a instituição não identificou as fraudes antes de comprometer recursos públicos em tal magnitude. O conteúdo exato das falas permanecia sob sigilo até o momento da publicação, mas a investigação já havia mapeado a sequência de eventos que levou ao colapso.

O que torna o caso ainda mais complexo é a descoberta de que o ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB, teve atuação direta na estratégia financeira que possibilitou a tentativa de compra do Banco Master entre 2024 e 2025. Isso significa que a investigação não se limita aos executivos do banco, mas alcança o nível político que teria orientado ou aprovado as decisões que resultaram nas perdas bilionárias. A linha entre decisões empresariais e interferência governamental, que deveria ser clara em uma instituição financeira, aparentemente se dissolveu.

Os depoimentos de Costa e Vorcaro são peças cruciais para que os investigadores entendam se houve negligência grave, má gestão deliberada, ou conluio direto com os responsáveis pelo Banco Master. A PF tenta reconstruir quem sabia o quê, quando soube, e por que ninguém acionou os freios antes que dezenas de bilhões em dinheiro público fossem comprometidos em operações que careciam de fundamento real.

O BRB enfrenta a maior crise de sua história, marcada por perdas bilionárias ligadas a operações com o Banco Master
— Polícia Federal, conforme apurado pela TV Globo
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