Num dia de segunda-feira em que o mundo mede o preço de cada ameaça, o petróleo Brent fechou a US$ 97,31 por barril, o nível mais alto em seis semanas, depois que o Irã prometeu atingir instalações de energia no Oriente Médio em resposta a novos ataques norte-americanos. A cotação reflete algo mais antigo que o mercado: a velha lição de que a energia é o sangue das economias, e que basta o temor de sua interrupção para acelerar o pulso de todos. Os petroleiros e navios de guerra atingidos no fim de semana mostram que a fronteira entre guerra e comércio está se apagando, e o que se decide agora
Petróleo sobe a US$ 97 e atinge maior nível em seis semanas com escalada entre EUA e Irã
A fronteira entre o confronto militar e o comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir
O que aconteceu com o petróleo nesta segunda?
O Brent subiu 1,1% e fechou a US$ 97,31, com máxima de US$ 98,06 no dia, a maior desde 24 de julho. O WTI também subiu, e chegou a US$ 93,29.
E o que puxou essa alta?
A ameaça do Irã de atacar instalações de energia no Oriente Médio, depois de novos ataques americanos. No fim de semana, os dois lados atingiram petroleiros e navios de guerra.
Vale separar o que está confirmado. A troca de ataques a navios vem da Marisks, uma única fonte, e a matéria não traz confirmação oficial dos dois governos.
E a ameaça iraniana?
Qalibaf disse que o país responderá se seus ativos forem atacados. Isso veio depois de Hegseth chamar a frota petrolífera iraniana de "indefesa".
Note que é uma ameaça condicional. Não há, no texto, notícia de ataque a instalações de energia nem de interrupção real de fornecimento. O que existe é temor.
Então o preço reflete expectativa?
Em boa parte, sim. A Marisks diz que a fronteira entre confronto militar e comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir, o que eleva o risco para o transporte.
E o WTI não teve liquidação por causa do feriado nos EUA. O número de US$ 92,65 é de meio da tarde, não de fechamento.
Il Polso
- O Brent subiu 1,1% e chegou a US$ 98,06, o maior valor desde 24 de julho, num pregão tomado pelo medo.
- Irã ameaçou atacar instalações de energia no Oriente Médio após novos ataques dos Estados Unidos, e a tensão subiu de tom.
- Petroleiros e navios de guerra foram atingidos no fim de semana, e a Marisks alerta que o transporte marítimo corre risco crescente.
- O WTI também avançou, para US$ 92,65, enquanto o mercado americano não teve fechamento oficial por causa do feriado do Dia do Trabalho.
- Ninguém sabe ainda se a troca de ataques vai chegar às usinas e terminais, o que decidiria se haverá falta real de petróleo.
Num dia de segunda-feira em que o mundo mede o preço de cada ameaça, o petróleo Brent fechou a US$ 97,31 por barril, o nível mais alto em seis semanas, depois que o Irã prometeu atingir instalações de energia no Oriente Médio em resposta a novos ataques norte-americanos. A cotação reflete algo mais antigo que o mercado: a velha lição de que a energia é o sangue das economias, e que basta o temor de sua interrupção para acelerar o pulso de todos. Os petroleiros e navios de guerra atingidos no fim de semana mostram que a fronteira entre guerra e comércio está se apagando, e o que se decide agora é se o conflito avança da água para a terra.
Na segunda-feira (7), o petróleo Brent chegou a US$ 98,06 por barril, a maior cotação desde 24 de julho, e fechou o dia a US$ 97,31. A alta veio depois de o Irã ameaçar atacar instalações de energia no Oriente Médio, em resposta a novos ataques dos Estados Unidos.
Nos Estados Unidos, o WTI subiu 1,3%, para US$ 92,65, e também atingiu seu maior valor desde 24 de julho. Como a segunda-feira era feriado do Dia do Trabalho, o contrato não teve fechamento oficial.
O clima de tensão vem de um fim de semana de ataques. Estados Unidos e Irã atingiram petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks, que alertou que o uso de navios comerciais como instrumento de pressão econômica torna mais difícil distinguir o confronto militar do comércio marítimo.
Na segunda, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o país responderá se seus ativos forem atacados, depois que o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, classificou a frota petrolífera iraniana como "indefesa".
O que se acompanha agora é se a troca de ataques, até aqui concentrada em navios, chega às instalações energéticas, e se isso provoca interrupções reais no fornecimento.
Na segunda-feira (7), o barril de petróleo Brent chegou a US$ 98,06 durante o pregão, a maior cotação desde 24 de julho. O movimento veio depois de o Irã ameaçar atacar instalações de energia no Oriente Médio, em resposta a novos ataques dos Estados Unidos.
Ao fim do dia, o Brent, referência internacional, tinha avançado US$ 1,03, ou 1,1%, e fechou a US$ 97,31 por barril. É o patamar mais alto em seis semanas, e a alta reflete o temor de que o conflito provoque novas interrupções no fornecimento da commodity.
Nos Estados Unidos, o WTI, referência do mercado americano, subia 1,3%, para US$ 92,65 por barril, às 14h45 (horário de Brasília). Na sessão, chegou a US$ 93,29, também o maior valor desde 24 de julho. O contrato não teve liquidação na segunda-feira por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA, o que significa que não houve um preço de fechamento oficial.
A alta ocorre depois de uma nova troca de ataques entre os dois países. No fim de semana, Estados Unidos e Irã atingiram petroleiros e navios de guerra, segundo a empresa de inteligência marítima Marisks.
Na segunda, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que o país responderá caso seus ativos sejam atacados. A declaração veio depois de o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, dizer que a frota petrolífera iraniana estava "indefesa".
Para a Marisks, o uso de navios comerciais como instrumento de pressão econômica eleva o risco para o transporte marítimo de petróleo. A empresa disse que a fronteira entre o confronto militar e o comércio marítimo ficou mais difícil de distinguir.
O que se acompanha agora é se a troca de ataques, até aqui concentrada em navios, avança sobre instalações energéticas, como o Irã ameaçou, e se isso provoca de fato novas interrupções no fornecimento.
Citazioni salienti
O Irã responderá caso seus ativos sejam atacados.— Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano (paráfrase)
A frota petrolífera iraniana está "indefesa".— Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA