Pesquisa Quaest mostra Riedel com 40% na disputa pelo governo de MS

Vinte por cento indecisos, metade pode mudar de voto
Apesar da liderança confortável, há espaço significativo para movimento até a eleição de 4 de outubro.
Mark

Então Riedel está praticamente eleito? Quarenta por cento em agosto parece decisivo.

Mimi

Parece, mas há nuances. Vinte por cento ainda estão indecisos, e metade dos eleitores diz que pode mudar de voto. Na pesquisa espontânea, quando não sugerem nomes, ele cai para 18%. O reconhecimento dele é alto, mas nem sempre se traduz em voto garantido.

Luke

Exatamente. E precisamos ser claros: 40% em pesquisa estimulada não é 40% de votos. Há sempre movimento entre agosto e outubro. Os cenários de segundo turno mostram vantagens enormes, mas são simulações, não previsões.

Mark

E quanto aos eleitores que querem mudança? A pesquisa mostra isso?

Mimi

Sim. Quarenta e um por cento dizem que querem mudar apenas o que não está bom, enquanto 29% querem mudança total. Apenas 28% querem continuar tudo igual. Há demanda por ajustes, mesmo que o governo tenha 62% de aprovação.

Luke

Mas note: aprovação não é o mesmo que voto. Sessenta e dois por cento aprovam, mas 66% acham que Riedel merece reeleição — números próximos, mas não idênticos. Há gente que aprova o governo mas pode votar em outro.

Mark

E a questão de alinhamento com Lula ou Bolsonaro? Parece que Bolsonaro ajuda mais.

Mimi

Ajuda, sim. Vinte e nove por cento dizem que apoio de Bolsonaro aumenta chance de voto, contra apenas 19% para Lula. Mas 46% dizem que apoio de Bolsonaro não muda nada, e 40% dizem o mesmo sobre Lula. A maioria não é movida por alinhamento nacional.

Luke

E a saúde como principal problema — 39% — é dado importante. Nenhum candidato na pesquisa tem proposta específica citada. É uma preocupação que fica em aberto.

  • Riedel lidera com folga, mas 20% dos eleitores ainda estão indecisos e metade pode mudar o voto antes de outubro, mantendo a disputa em aberto.
  • Na pesquisa espontânea, 77% dos eleitores não conseguem nomear nenhum candidato, revelando que o reconhecimento de nomes será decisivo na reta final da campanha.
  • Em todos os cenários de segundo turno testados, Riedel vence com margens entre 31 e 48 pontos percentuais, sinalizando uma barreira quase intransponível para os adversários.
  • Delcídio Amaral e Fábio Trad enfrentam rejeição superior a 44% entre os eleitores que os conhecem, enquanto Catan é desconhecido por 82% do eleitorado.
  • A saúde domina as preocupações dos sul-mato-grossenses com 39% das menções, e 62% aprovam o governo atual — base sólida que sustenta os 66% que acreditam que Riedel merece a reeleição.

A menos de dois meses das eleições em Mato Grosso do Sul, uma pesquisa da Quaest revela que o governador Eduardo Riedel ocupa uma posição de liderança expressiva, com 40% das intenções de voto, enquanto seus adversários mais próximos não ultrapassam 13%. O levantamento, realizado entre 21 e 24 de agosto com 804 eleitores, sugere que a corrida ainda guarda incertezas — metade dos entrevistados admite que pode mudar de escolha —, mas os dados de segundo turno e de aprovação do governo atual apontam para uma vantagem estrutural difícil de reverter no tempo que resta.

Uma pesquisa divulgada pela TV Morena na terça-feira (25) traça um panorama da disputa pelo governo de Mato Grosso do Sul a pouco mais de um mês do pleito. Realizado pela Quaest entre 21 e 24 de agosto com 804 eleitores, o levantamento tem margem de erro de 3 pontos percentuais e coloca Eduardo Riedel, do PP, em posição confortável: 40% de intenção de voto na pesquisa estimulada, bem à frente de Fábio Trad (PT), com 13%, e de Delcídio Amaral (PRD), com 8%. Os demais candidatos somam menos de 10% juntos.

O cenário, porém, não é de definição total. Vinte por cento dos eleitores se declaram indecisos, e metade dos entrevistados afirma que sua escolha ainda pode mudar. Na pesquisa espontânea — sem a sugestão de nomes —, Riedel cai para 18% e 77% dos eleitores não conseguem citar nenhum candidato, o que indica que parte de sua liderança está ancorada no reconhecimento do cargo que já ocupa.

As simulações de segundo turno reforçam a vantagem: Riedel venceria Amaral por 54% a 23%, Trad por 59% a 22% e Catan por 61% a 13%. Os índices de rejeição também favorecem o atual governador — 22% o conhecem mas não votariam nele, enquanto Trad e Amaral acumulam rejeição acima de 44% entre os que os conhecem.

No campo temático, a saúde é apontada como principal problema do estado por 39% dos eleitores. O governo atual tem aprovação de 62%, e dois terços do eleitorado acreditam que Riedel merece a reeleição. Em termos de alinhamento político, 35% preferem um governador próximo a Flávio Bolsonaro e igual parcela quer um candidato independente, enquanto apenas 25% desejam alguém ligado ao presidente Lula. A eleição está marcada para 4 de outubro.

Uma pesquisa divulgada na terça-feira (25) pela TV Morena oferece um retrato detalhado da corrida pelo governo de Mato Grosso do Sul a pouco mais de um mês do pleito. O levantamento, realizado pela Quaest entre 21 e 24 de agosto, entrevistou 804 pessoas maiores de 16 anos e possui margem de erro de 3 pontos percentuais.

Eduardo Riedel, do PP, aparece em posição confortável na pesquisa estimulada — aquela em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores. Ele marca 40% de intenção de voto, distância considerável de seus concorrentes mais próximos. Fábio Trad, do PT, vem em segundo com 13%, seguido por Delcídio Amaral, do PRD, com 8%. Os demais candidatos — João Henrique Catan (NOVO) com 3%, Lucien Rezende (PSOL) com 2%, e outros com 1% cada — ocupam posições marginais. Ainda assim, há espaço para movimento: 20% dos eleitores se declaram indecisos, e metade dos entrevistados afirma que sua escolha ainda não é definitiva.

Quando os nomes não são sugeridos aos eleitores, o cenário muda drasticamente. Na pesquisa espontânea, Riedel cai para 18%, Trad para 4%, e 77% dos entrevistados não conseguem nomear um candidato. Esse contraste sugere que a liderança de Riedel depende, em parte, do reconhecimento de seu nome entre os eleitores.

As simulações de segundo turno reforçam a posição dominante de Riedel. Contra Delcídio Amaral, ele obtém 54% contra 23%. Contra Fábio Trad, sobe para 59% contra 22%. E contra João Henrique Catan, alcança 61% contra 13%. Em todos os cenários, a margem é substancial, com diferenças que variam de 31 a 48 pontos percentuais.

O índice de rejeição dos candidatos revela outra dimensão da disputa. Riedel é conhecido e teria voto de 53% dos eleitores, enquanto 22% o conhecem mas não votariam nele. Delcídio Amaral e Fábio Trad enfrentam rejeição mais severa: 47% e 44% dos eleitores, respectivamente, os conhecem mas não votariam. João Henrique Catan, por sua vez, é desconhecido por 82% dos entrevistados.

Quanto aos temas que preocupam os eleitores, a saúde lidera isoladamente: 39% a apontam como principal problema do estado. Infraestrutura vem em segundo com 13%, seguida por economia com 9%, violência com 6% e corrupção com 5%. O governo atual goza de aprovação de 62%, com 44% avaliando-o positivamente e 42% considerando-o regular. Dois terços dos eleitores — 66% — acreditam que Riedel merece ser reeleito.

Sobre alinhamentos políticos, a pesquisa revela divisão. Enquanto 35% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro e 35% querem um independente, apenas 25% desejam alguém próximo a Lula. O apoio do presidente Lula, segundo os dados, diminuiria a chance de voto em 38% dos casos, enquanto o apoio de Flávio Bolsonaro aumentaria em 29%. A eleição está marcada para 4 de outubro.

Cinquenta por cento dos eleitores dizem que sua escolha é definitiva; outros 50% podem mudar o voto até as eleições
— Pesquisa Quaest
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