Em Goiás, a corrida ao Senado em 2026 começa a tomar forma, mas ainda carrega a fluidez característica das disputas que não amadureceram na consciência do eleitorado. A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Anhanguera, revela Gracinha Caiado à frente com 21% das intenções combinadas — uma liderança real, porém frágil diante de um eleitorado em que 77% ainda não sabem em quem votar de forma espontânea. Com duas vagas em disputa e 36% dos eleitores admitindo que podem mudar de ideia, o que se vê não é um resultado antecipado, mas um campo aberto onde a campanha ainda tem muito a dizer.
Pesquisa Quaest mostra Gracinha Caiado na liderança para Senado em Goiás
Gracinha Caiado lidera, mas a segunda vaga permanece genuinamente disputada
A liderança de Gracinha Caiado com 21% parece confortável, mas 77% dos eleitores ainda estão indecisos na pesquisa espontânea. Como se lê isso?
A pesquisa espontânea mostra que a maioria dos goianos não tem candidato em mente quando perguntados sem sugestões. Mas quando a lista aparece, Caiado sobe para 25% na primeira vaga. Significa que ela tem nome, tem presença, mas ainda há muito espaço para movimento.
Exato. E é importante notar que 36% dos eleitores dizem que podem mudar o voto. Então essa liderança de 21% não é tão sólida quanto parece à primeira vista.
E na segunda vaga? Ali os números são bem diferentes.
Na segunda vaga, Caiado cai para 16%, e a indecisão sobe para 30%. É como se a campanha tivesse conseguido consolidar uma base para a primeira vaga, mas a segunda ainda está completamente aberta.
Vale lembrar que 50% dos eleitores não conhecem Zacharias Calil, que aparece com 12% nas menções combinadas. Há muito potencial de crescimento ali, mas também risco de que ele não consiga se consolidar.
E quanto à rejeição? Caiado aparece como uma das mais rejeitadas.
Sim, 27% a conhecem e não votariam nela. Mas ela também tem 42% que a conhecem e votariam — o maior índice entre todos. Então há polarização: quem a conhece, em sua maioria, a apoia.
Mas Vanderlan Cardoso tem rejeição ainda maior: 31%. E ele tem menos apoio consolidado. Isso pode ser um problema maior para ele.
Quando é a eleição?
4 de outubro. Menos de duas semanas a partir dessa pesquisa.
E com 36% dos eleitores ainda abertos a mudar, há tempo para movimento, mas não muito. A campanha está em seu momento final.
Le Pouls
- Gracinha Caiado lidera, mas sua vantagem é mais simbólica do que sólida: 77% dos eleitores sequer conseguem citar um nome sem ajuda.
- Gustavo Gayer pressiona de perto na primeira vaga, com 21% contra 25% de Caiado, tornando essa disputa a mais acirrada do pleito.
- A segunda vaga fragmenta o cenário: Caiado cai para 16%, os indecisos sobem para 30% e nenhum candidato consolida posição dominante.
- Rejeição é o calcanhar de Aquiles de Caiado e Vanderlan Cardoso, com 27% e 31% dos eleitores recusando seus nomes — mesmo que Caiado tenha a maior taxa de intenção positiva entre todos.
- Com 36% dos eleitores ainda abertos a mudar o voto e a campanha longe de seu pico, a disputa permanece genuinamente imprevisível até 4 de outubro.
Em Goiás, a corrida ao Senado em 2026 começa a tomar forma, mas ainda carrega a fluidez característica das disputas que não amadureceram na consciência do eleitorado. A pesquisa Quaest, encomendada pela TV Anhanguera, revela Gracinha Caiado à frente com 21% das intenções combinadas — uma liderança real, porém frágil diante de um eleitorado em que 77% ainda não sabem em quem votar de forma espontânea. Com duas vagas em disputa e 36% dos eleitores admitindo que podem mudar de ideia, o que se vê não é um resultado antecipado, mas um campo aberto onde a campanha ainda tem muito a dizer.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira pela TV Anhanguera oferece o primeiro mapa detalhado da corrida ao Senado em Goiás para 2026 — e o que ele mostra é uma disputa ainda em gestação. Gracinha Caiado, do União Brasil, aparece na frente com 21% das intenções combinadas para as duas vagas, seguida por Gustavo Gayer, do PL, com 13%, e Zacharias Calil, do MDB, com 12%. Vanderlan Cardoso e Gustavo Mendanha marcam 8% cada.
Esses números, porém, precisam ser lidos com cautela. Na pesquisa espontânea — quando nenhum nome é apresentado —, 77% dos eleitores não conseguem citar um candidato, revelando que a campanha ainda não chegou de verdade ao cotidiano do goiano médio. Quando os nomes são mostrados, o quadro muda: Caiado sobe para 25% na primeira vaga, com Gayer em 21% e Calil em terceiro com 14%. Já na segunda vaga, o cenário se fragmenta, Caiado recua para 16% e os indecisos chegam a 30%.
A rejeição também compõe o retrato. Cardoso lidera esse índice negativo com 31%, seguido por Caiado com 27%. Ainda assim, Caiado tem a maior taxa de eleitores que a conhecem e votariam nela — 42% —, o que lhe confere uma base sólida mesmo diante da rejeição. Calil enfrenta outro problema: metade dos entrevistados simplesmente não o conhece.
A pesquisa ouviu 804 pessoas entre 20 e 23 de setembro, com margem de erro de 3 pontos. Um dado estrutural mantém tudo em aberto: 36% dos eleitores dizem que ainda podem mudar o voto. Em um estado que elegerá dois senadores — exigindo que cada eleitor vote em dois candidatos diferentes —, a segunda vaga permanece o terreno mais incerto e, potencialmente, o mais decisivo da disputa.
A pesquisa Quaest encomendada pela TV Anhanguera, divulgada nesta quinta-feira, oferece o primeiro retrato detalhado de como os goianos pretendem votar para o Senado em 2026. O quadro que emerge é de uma disputa ainda em formação, com Gracinha Caiado à frente, mas com margem considerável para movimento até o dia 4 de outubro.
Gracinha Caiado, do União Brasil, aparece na liderança quando se somam as menções para as duas vagas: 21% das intenções de voto combinadas. Gustavo Gayer, do PL, vem em segundo com 13%, seguido por Zacharias Calil, do MDB, com 12%. Vanderlan Cardoso, do PSD, marca 8%, assim como Gustavo Mendanha, do PRD. Os demais candidatos ficam abaixo de 5%. Mas esses números ganham contexto quando se olha para a pesquisa espontânea — aquela em que os nomes não são apresentados aos entrevistados. Ali, 77% dos eleitores não conseguem citar um candidato, revelando o quanto a campanha ainda não penetrou na consciência do eleitorado goiano.
Quando a pesquisa estimulada apresenta a lista de nomes, a paisagem muda. Para a primeira vaga, Caiado lidera com 25%, enquanto Gayer sobe para 21%, criando uma disputa mais acirrada. Calil fica em terceiro com 14%. Mas na segunda vaga, o cenário se fragmenta significativamente. Caiado cai para 16%, Calil e Cardoso empatam com 10%, e Mendanha marca 8%. O índice de indecisos para a segunda vaga salta para 30%, sugerindo que muitos eleitores ainda não sabem em quem votar para completar sua dupla de candidatos.
A pesquisa também mediu a rejeição. Gracinha Caiado e Vanderlan Cardoso aparecem como os candidatos mais rejeitados: 27% e 31% dos eleitores, respectivamente, dizem que os conhecem mas não votariam neles. Caiado, porém, tem a seu favor uma taxa de 42% de eleitores que a conhecem e votariam — a maior entre todos os candidatos. Zacharias Calil sofre de baixo reconhecimento: metade dos entrevistados não o conhece, embora apenas 15% o rejeitem ativamente.
O levantamento ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais entre 20 e 23 de setembro, com margem de erro de 3 pontos percentuais. Um detalhe importante: 64% dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, mas 36% dizem que ainda podem mudar o voto. Essa abertura, combinada com os altos índices de indecisão — especialmente para a segunda vaga — mantém a disputa em aberto até o pleito.
O contexto eleitoral também importa. Em 2026, cada estado elege dois senadores, e cada eleitor deve votar em dois candidatos diferentes. Essa regra significa que a estratégia de voto é mais complexa: não basta ter força na primeira vaga; é preciso também ser competitivo na segunda. Os números sugerem que Caiado tem vantagem na primeira, mas que a segunda vaga permanece genuinamente disputada, com potencial para surpresas conforme a campanha avança.
Citations marquantes
64% dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, mas 36% dizem que ainda podem mudar o voto— Pesquisa Quaest