Pesquisa Quaest mostra eleição polarizada entre Lula e Flávio, mas ainda não decidida

A vantagem está frágil: aprovação cai enquanto oposição se consolida
Lula lidera, mas sua aprovação caiu de 48% para 46%, principalmente entre eleitores independentes que decidem eleições.
Mark

Por que essa pesquisa mostra uma eleição "não decidida" se Lula lidera por sete pontos?

Mimi

Porque a vantagem dele convive com uma aprovação de governo frágil e em queda. Ele está na frente, mas não consolidado. Os independentes — que decidem eleições — estão saindo de seu apoio.

Mark

E Flávio? Ele é realmente a oposição, ou apenas o candidato que sobrou?

Mimi

Um pouco dos dois. Ele consolidou a direita em torno de si, o que é uma vitória política. Mas ninguém mais passa de 4%. A direita não se fragmentou; ela se concentrou nele.

Mark

Os jovens parecem diferentes. Por quê?

Mimi

Renan está crescendo muito entre 16 e 34 anos — passou de 32% para 41% em três meses. Os jovens não estão tão presos à polarização Lula-Flávio quanto os mais velhos.

Mark

Então Renan pode mudar tudo?

Mimi

Pode, mas ainda é desconhecido por 65% do eleitorado. Ele tem potencial, mas precisa de visibilidade. Se ganhar conhecimento sem ganhar rejeição, muda o jogo.

Mark

A economia está piorando. Isso favorece quem?

Mimi

Favorece qualquer um que não seja o governo. Lula tinha melhorado a percepção econômica, mas voltou a piorar. Isso alimenta o voto de protesto.

Mark

Então o que decide essa eleição?

Mimi

Os independentes e a economia. Se a economia melhorar e Lula recuperar aprovação, ele vence. Se piorar e Renan ganhar conhecimento, tudo muda.

  • Lula lidera no primeiro turno, mas sua vantagem sobre Flávio é frágil — e o segundo turno entre os dois está empatado dentro da margem de erro pela primeira vez desde junho.
  • A aprovação do governo caiu de 48% para 46%, interrompendo uma trajetória positiva e perdendo terreno justamente entre os eleitores independentes, o grupo mais decisivo da disputa.
  • O eleitorado jovem (16 a 34 anos) é o campo de batalha mais volátil: Renan Santos saltou de 32% para 41% nesse segmento entre maio e agosto, sinalizando que a polarização não é total.
  • Candidatos alternativos como Caiado, Zema e Renan ainda são desconhecidos por entre 43% e 65% do eleitorado — uma janela de crescimento que também carrega risco de rejeição.
  • A fragmentação regional é profunda: Lula domina o Nordeste com 57%, Flávio lidera o Sul com 40%, e o Sudeste permanece empatado — o país vota em geografias distintas.

A menos de dois anos das eleições, o Brasil se encontra diante de uma polarização conhecida, mas ainda aberta: Lula lidera com 38% e Flávio o segue com 31%, enquanto o segundo turno entre os dois permanece tecnicamente empatado. Os números revelam não uma corrida decidida, mas um país dividido por região, fé, geração e renda — onde a volatilidade dos eleitores independentes e jovens pode reescrever o desfecho. A queda na aprovação do governo e o crescimento silencioso de candidatos alternativos lembram que, em democracias vivas, as pesquisas são retratos do presente, não profecias do futuro.

A eleição de 2026 está polarizada, mas longe de estar resolvida. A pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira coloca Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno e Flávio com 31%, sem nenhum outro candidato ultrapassando 4%. A margem parece confortável, mas os dados contam uma história mais complexa.

O voto de oposição permanece concentrado em Flávio, o que indica que a direita ainda não se fragmentou de forma significativa. As divisões regionais são marcantes: Lula alcança 57% no Nordeste, enquanto Flávio lidera no Sul com 40%. No Sudeste, os dois estão empatados. Entre eleitores jovens, de 16 a 34 anos, a disputa também é apertada — 34% para Lula e 31% para Flávio —, com Renan Santos conquistando 10% nesse segmento, um sinal de que a polarização não é absoluta entre as novas gerações.

A religião reforça a divisão: católicos preferem Lula com 47%, evangélicos favorecem Flávio com 43%. A firmeza do voto também diferencia os candidatos — 77% dos eleitores de Lula dizem que sua escolha é definitiva, contra 70% de Flávio. Candidatos como Caiado, Renan e Zema têm bases muito mais voláteis, o que indica espaço real para migração de votos.

No segundo turno, Lula e Flávio aparecem empatados dentro da margem de erro: 43% a 40%. Renan Santos vem crescendo de forma consistente — contra Lula, a diferença caiu para oito pontos — e seu avanço entre jovens é o dado mais dinâmico da pesquisa. Zema, por outro lado, perdeu fôlego após os embates com o ministro Gilmar Mendes.

A aprovação do governo Lula recuou de 48% para 46%, uma queda pequena, mas que interrompe uma trajetória positiva e atinge principalmente os eleitores independentes — justamente os que podem definir o resultado. A percepção sobre a economia também piorou. Com 130 pesquisas previstas até o primeiro turno em outubro, o retrato atual é apenas o começo de uma disputa que ainda tem muito a revelar.

A eleição de 2026 está polarizada, mas longe de estar decidida. Uma pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira mostra Lula com 38% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio com 31%. Nenhum outro candidato ultrapassa 4%. O cenário parece claro à primeira vista — o presidente lidera — mas os números revelam uma disputa muito mais frágil do que a margem sugere.

O voto de oposição está concentrado em Flávio, o que significa que a direita, apesar de ter várias opções de candidatos, ainda não conseguiu se fragmentar de forma significativa. No Nordeste, reduto tradicional de Lula, ele alcança 57% das intenções. Mas no Sul, Flávio inverte a equação com 40%, enquanto no Sudeste os dois estão empatados. Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás, consegue 10% no Centro-Oeste e Norte, enquanto Renan Santos permanece com votação marginal no primeiro turno.

O eleitorado jovem apresenta um padrão diferente. Entre os eleitores de 16 a 34 anos, Lula e Flávio aparecem praticamente empatados, com 34% e 31% respectivamente. Nesse segmento, Renan Santos ganha relevância com 10% das intenções — um sinal de que a polarização não é total entre os mais jovens. Já entre eleitores com 60 anos ou mais, Lula mantém vantagem de sete pontos.

A religião também marca a divisão. Católicos preferem Lula com 47%, enquanto evangélicos favorecem Flávio com 43%. Esse padrão se repete desde 2018. A firmeza do voto revela outra camada importante: Lula tem o eleitorado mais consolidado, com 77% dizendo que sua escolha é firme. Flávio vem em seguida com 70%. Os demais candidatos têm bases muito mais voláteis — Caiado e Renan com 55% e 57%, e Zema com apenas 23%. Isso significa que há espaço considerável para migração de votos entre os candidatos menores.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio, os dois aparecem empatados dentro da margem de erro. Lula marca 43% e Flávio 40% — um empate que não ocorria desde junho. A vantagem de Lula está construída sobre o Nordeste, eleitores com renda até dois salários mínimos, população negra, pessoas com até ensino fundamental e católicos. Flávio se apoia no Sul, evangélicos, eleitores com renda acima de cinco salários e pessoas com ensino superior. Contra Caiado, Lula teria uma vantagem maior, de sete pontos, com 44% contra 37%.

Renan Santos vem crescendo consistentemente. Contra Lula em um segundo turno, a diferença caiu para oito pontos — 44% para 36%. O crescimento é especialmente notável entre jovens: entre maio e agosto, Renan passou de 32% para 41% no eleitorado de 16 a 34 anos. Zema, por sua vez, não conseguiu manter o desempenho do início do ano. Sua vantagem sobre Lula encolheu desde os embates com o ministro Gilmar Mendes.

O conhecimento dos candidatos revela o tamanho do desafio para as alternativas. Enquanto Lula e Flávio são conhecidos pela quase totalidade do eleitorado, Caiado é desconhecido por 43%, Zema por 47% e Renan por 65%. Esse desconhecimento representa tanto um risco quanto uma oportunidade — há espaço para crescimento, mas também para rejeição conforme esses nomes ganham visibilidade.

A aprovação do governo Lula caiu de 48% para 46%, uma queda marginal mas significativa porque interrompe a trajetória positiva que vinha desde o lançamento do Desenrola. Essa queda veio principalmente dos eleitores independentes, justamente o grupo que pode decidir a eleição se a polarização se mantiver. A percepção sobre a economia também piorou nos últimos dias, revertendo uma melhora que havia no primeiro semestre. A pesquisa ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais. Até o primeiro turno em 3 de outubro, serão publicadas 130 pesquisas sobre presidência, Senado e governos estaduais.

A eleição está polarizada, mas não totalmente decidida, com a vantagem de Lula convivendo com uma avaliação frágil do governo
— Análise da pesquisa Quaest
A queda na aprovação veio especialmente dos independentes, o eleitor pendular e volátil que vai decidir a eleição
— Análise da pesquisa Quaest
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