No Ceará, a disputa por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 revela um campo político fragmentado, onde lideranças consolidadas convivem com rejeições expressivas e um eleitorado ainda em movimento. A pesquisa Quaest, conduzida entre 19 e 22 de setembro com 900 entrevistados, mostra Cid Gomes à frente na primeira vaga, mas uma corrida muito mais equilibrada na segunda — lembrando que, nesta eleição, cada voto exige dois nomes distintos, e essa regra remodela as estratégias e as esperanças de todos os candidatos.
Pesquisa Quaest mostra Cid Gomes na liderança para o Senado no Ceará
Rejeição aos líderes é substancial, mas base de apoio persiste
Por que Cid Gomes lidera tão claramente na primeira vaga mas cai na segunda?
Porque muitos eleitores que votam nele para a primeira vaga precisam escolher um segundo nome, e aí distribuem o voto. Ele não é a segunda escolha natural de quem o vota em primeiro lugar.
Mas a pesquisa não nos diz exatamente quem são os eleitores que votam nele na primeira e mudam na segunda. Isso é inferência nossa.
E a rejeição? Cid tem 37% que o conhecem e não votariam. Isso é muito?
É bastante, sim. Significa que mesmo entre quem o conhece, mais de um terço o rejeita. Capitão Wagner está ainda pior, com 41%.
Verdade, mas também significa que 55% de quem conhece Cid votaria nele. Não é um número fraco. A rejeição é real, mas ele tem base.
Os indecisos caíram muito. De 13% para 6% na primeira vaga. Isso significa que a campanha esclareceu as pessoas?
Pode ser. Ou significa que quando você mostra os nomes, as pessoas conseguem decidir mais facilmente. A pesquisa espontânea tinha 65% indecisos.
Exatamente. Não sabemos se foi esclarecimento ou se as pessoas simplesmente têm dificuldade em lembrar nomes sem ajuda. São coisas diferentes.
E Luizianne? Ela cresce bastante de uma pesquisa para outra.
Cresce mesmo. Na espontânea, ela tinha 9%. Na estimulada, 19% para a segunda vaga. E a rejeição dela cai enquanto a aprovação sobe.
Mas ainda há 28% que não a conhecem. Ela tem espaço para crescer, mas também tem risco se esses desconhecidos forem expostos a informações negativas.
Qual é o cenário mais provável em 4 de outubro?
Cid e Capitão Wagner parecem os mais prováveis para passar. Mas a segunda vaga é aberta — Luizianne tem chance real.
Temos que lembrar que 31% ainda podem mudar de voto. Margem de erro é 3 pontos. Esses números não são tão sólidos quanto parecem.
Der Puls
- Cid Gomes lidera com 32% na primeira vaga, mas enfrenta rejeição de 37% — um teto que pode limitar sua expansão no segundo turno das preferências.
- Capitão Wagner, com 26%, acumula a maior rejeição entre os líderes: 41% dos eleitores que o conhecem afirmam que não votariam nele.
- Luizianne é a candidata em ascensão: sua rejeição caiu para 31% enquanto o número de eleitores dispostos a votá-la saltou de 29% para 41%.
- Na segunda vaga, o empate técnico entre Luizianne (19%), Cid (17%) e Wagner (16%) transforma a disputa em um campo aberto e imprevisível.
- Com 31% dos eleitores ainda passíveis de mudar de voto até 4 de outubro, o resultado final permanece genuinamente em aberto.
No Ceará, a disputa por duas cadeiras no Senado Federal em 2026 revela um campo político fragmentado, onde lideranças consolidadas convivem com rejeições expressivas e um eleitorado ainda em movimento. A pesquisa Quaest, conduzida entre 19 e 22 de setembro com 900 entrevistados, mostra Cid Gomes à frente na primeira vaga, mas uma corrida muito mais equilibrada na segunda — lembrando que, nesta eleição, cada voto exige dois nomes distintos, e essa regra remodela as estratégias e as esperanças de todos os candidatos.
A pesquisa Quaest divulgada em 23 de setembro, encomendada pela TV Verdes Mares, oferece o retrato mais atualizado da corrida ao Senado pelo Ceará. Ouvindo 900 pessoas entre os dias 19 e 22 do mesmo mês, com margem de erro de 3 pontos percentuais, o levantamento revela uma disputa de múltiplas camadas — onde liderar não significa necessariamente vencer.
Cid Gomes, do PSB, aparece como o candidato mais forte quando se somam as intenções para as duas vagas: 25% no total combinado, crescimento de 2 pontos desde a pesquisa anterior. Na primeira vaga, sua vantagem é mais clara — 32% contra 26% de Capitão Wagner (União) e 19% de Luizianne (Rede). Alcides Fernandes, do PL, figura em quarto com 5%.
O cenário se transforma na segunda vaga. Luizianne sobe para 19% e empata tecnicamente com Cid Gomes, que recua para 17%. Wagner mantém 16%, e Alcides dobra sua marca, chegando a 10%. Essa dinâmica reflete uma regra eleitoral decisiva: em 2026, cada eleitor deve votar em dois candidatos diferentes para o Senado, o que redistribui preferências e abre espaço para candidatos menos visíveis na primeira escolha.
A rejeição é um fator determinante. Cid Gomes é conhecido por 92% dos eleitores, mas 37% deles o rejeitam — índice que cresceu 1 ponto. Wagner enfrenta rejeição ainda maior: 41%, alta de 4 pontos. Luizianne caminha na direção oposta: sua rejeição caiu para 31% enquanto a parcela de eleitores que a conhecem e votariam nela passou de 29% para 41%, sinalizando uma candidatura em expansão.
A indecisão recuou, mas não desapareceu. Para a primeira vaga, apenas 6% permanecem indecisos após ver a lista de candidatos — queda de 7 pontos. Para a segunda vaga, 13% ainda não sabem em quem votar. E 31% dos entrevistados admitem que podem mudar de escolha até o dia 4 de outubro, tornando esse contingente flutuante um fator potencialmente decisivo em uma disputa que, especialmente na segunda vaga, está longe de definida.
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (23 de setembro) oferece o retrato mais recente da disputa pelo Senado cearense, encomendada pela TV Verdes Mares. O levantamento foi conduzido entre 19 e 22 de setembro, ouvindo 900 pessoas com 16 anos ou mais, e possui margem de erro de 3 pontos percentuais com nível de confiança de 95%.
Cid Gomes, do PSB, emerge como o candidato mais forte na corrida. Quando consideradas as menções combinadas para as duas vagas em disputa, ele aparece com 25% das intenções de voto — crescimento de 2 pontos em relação à pesquisa anterior de 4 de setembro. Na disputa específica pela primeira vaga, sua vantagem é ainda mais clara: 32% dos eleitores declaram intenção de votá-lo, ante 26% para Capitão Wagner, do União, e 19% para Luizianne, da Rede. Alcides Fernandes, do PL, fica em quarto lugar com apenas 5% para a primeira vaga.
O cenário muda quando se observa a segunda vaga. Ali, Luizianne sobe para 19%, empatando tecnicamente com Cid Gomes, que cai para 17%. Capitão Wagner mantém 16%, enquanto Alcides Fernandes dobra sua votação, chegando a 10%. Essa dinâmica revela uma característica importante da eleição: eleitores que pretendem votar em Cid Gomes para a primeira vaga tendem a distribuir seu segundo voto de forma diferente, abrindo espaço para outros candidatos na segunda oportunidade.
A rejeição aos candidatos líderes é substancial. Cid Gomes é conhecido por 92% dos eleitores, mas 37% deles declaram que o conhecem e não votariam nele — um índice que cresceu 1 ponto desde setembro. Capitão Wagner enfrenta rejeição ainda maior: 41% dos eleitores o conhecem e rejeitam, aumento de 4 pontos. Luizianne, por sua vez, vê sua rejeição cair para 31%, enquanto cresce o número de eleitores que a conhecem e votariam nela, passando de 29% para 41%.
A indecisão diminuiu significativamente. Na pesquisa espontânea — quando nomes não são apresentados aos entrevistados — 65% ainda não conseguem citar um candidato. Mas quando a lista é mostrada, o quadro muda. Para a primeira vaga, apenas 6% permanecem indecisos, queda de 7 pontos. Para a segunda vaga, 13% ainda não sabem em quem votar. Em branco, nulo ou abstenção, 12% optam pela primeira vaga e 21% pela segunda.
Um dado relevante para o calendário eleitoral: 68% dos eleitores entrevistados afirmam que sua escolha é definitiva. Contudo, 31% dizem que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição, marcado para 4 de outubro. Esse contingente de votantes flutuantes pode ser decisivo em uma disputa onde os números mostram competição acirrada, especialmente na segunda vaga.
O contexto institucional também importa. Em 2026, cada estado elege dois senadores, e cada eleitor deve votar em dois candidatos diferentes — não é permitido repetir o mesmo nome. Essa regra explica por que os números para primeira e segunda vagas diferem tanto, e por que candidatos que não aparecem com força na primeira oportunidade podem ganhar relevância na segunda.
Bemerkenswerte Zitate
68% dos eleitores afirmam que sua escolha é definitiva, mas 31% dizem que ainda podem mudar de voto até o dia da eleição— Pesquisa Quaest