Pesquisa Quaest: Gracinha Caiado lidera disputa pelo Senado em Goiás

91% dos eleitores não conseguem citar um candidato sem ajuda
A indecisão domina a corrida ao Senado em Goiás, com a maioria do eleitorado ainda sem preferência definida.
Mark

Por que uma pesquisa de Senado em Goiás importa agora, em agosto, se a eleição é em outubro?

Mimi

Porque é o primeiro retrato sistemático da corrida. Antes disso, havia apenas especulação. Agora temos números: Gracinha Caiado lidera, mas 44% dos eleitores ainda podem mudar de voto. Isso muda tudo.

Luke

Mas 91% estão indecisos na pesquisa espontânea. Isso significa que praticamente ninguém tinha um candidato em mente antes de ver a lista. Esses números são mais sobre reconhecimento do que preferência real.

Mark

Então Gracinha Caiado lidera porque as pessoas a conhecem melhor?

Mimi

Sim, em parte. Ela tem 40% que a conhecem e votariam nela. Mas também tem 25% que a conhecem e rejeitam. Então há uma base sólida, mas também resistência.

Luke

E Vanderlan Cardoso tem rejeição ainda maior — 32%. Mas 43% não o conhecem. Se ele ganhar visibilidade, pode crescer ou pode piorar. A pesquisa não diz.

Mark

Os números para a primeira e segunda vaga são bem diferentes. O que isso significa?

Mimi

Significa que os eleitores estão pensando em duplas diferentes. Para a primeira vaga, Gayer sobe para 17%. Para a segunda, Vanderlan sobe. As pessoas estão tentando equilibrar a chapa.

Luke

Ou estão confusos sobre como votar. A pesquisa não pergunta se entendem que precisam votar em dois nomes diferentes.

Mark

E quanto aos candidatos menos conhecidos? Eles têm chance?

Mimi

Têm tempo. Faltam mais de um mês. Gustavo Mendanha, Isaura Lemos — 60% e 66% não os conhecem. Se conseguirem visibilidade, podem crescer.

Luke

Mas a pesquisa mostra que quanto menos conhecido, menos rejeitado. Isso pode mudar quando as pessoas realmente souberem quem são.

  • Gracinha Caiado lidera com 21% nas combinações de voto, mas sua vantagem coexiste com uma rejeição de 25% — sinal de que ser conhecida é uma faca de dois gumes.
  • A indecisão domina o cenário: 91% dos eleitores não conseguem citar um candidato sem ajuda, e 44% admitem que ainda podem mudar de ideia até o dia da eleição.
  • Gustavo Gayer, do PL, ocupa o segundo lugar com 12% nas combinações, enquanto Vanderlan Cardoso, que carrega a maior rejeição da pesquisa (32%), tenta se firmar com 9%.
  • A dinâmica de duas vagas simultâneas complica o cálculo eleitoral: os números de Gayer e Cardoso oscilam entre a primeira e a segunda posição, sugerindo que os eleitores pensam diferente para cada cadeira.
  • Com margem de erro de 3 pontos e quase metade do eleitorado em aberto, o resultado de outubro permanece genuinamente imprevisível.

A mais de um ano das eleições de outubro de 2026, Goiás começa a desenhar o contorno de sua disputa pelo Senado — e o primeiro retrato, traçado pela Quaest, revela tanto uma liderança incipiente quanto um eleitorado que ainda não escolheu seu caminho. Gracinha Caiado aparece à frente, mas em um campo onde nove em cada dez eleitores sequer citam um nome espontaneamente, a dianteira é menos uma certeza do que um ponto de partida. A política, como sempre, reserva suas respostas para o momento em que as urnas falam.

A pesquisa Quaest divulgada pela TV Anhanguera oferece o primeiro mapa da corrida ao Senado em Goiás para 2026. Realizado entre 23 e 26 de agosto com 804 eleitores, o levantamento encontra Gracinha Caiado, do União Brasil, na liderança com 21% das menções quando se combinam as intenções para as duas vagas em disputa. Gustavo Gayer, do PL, aparece em segundo com 12%, seguido por Vanderlan Cardoso, do PSD, e Zacharias Calil, do MDB, ambos com 9%.

A especificidade da eleição importa: cada eleitor vota em dois candidatos distintos para preencher duas cadeiras, e os números oscilam conforme a posição considerada. Para a primeira vaga, Gracinha lidera com 22% e Gayer sobe a 17%. Para a segunda, ela mantém 20%, mas Gayer recua a 7% enquanto Cardoso avança a 9% — variação que sugere estratégias diferentes para cada assento.

O dado mais revelador, porém, é a escala da indecisão. Na pesquisa espontânea, 91% dos entrevistados não conseguem nomear um candidato. Mesmo com os nomes apresentados, 25% permanecem indecisos na combinação das duas vagas, e 44% afirmam que ainda podem mudar o voto até outubro.

A rejeição também molda o cenário. Gracinha Caiado, a mais conhecida — 40% a conhecem e votariam nela —, enfrenta 25% de rejeição entre quem a conhece. Vanderlan Cardoso tem o índice mais alto: 32%. Candidatos menos conhecidos, como Gayer e Gustavo Mendanha, carregam rejeição menor simplesmente porque grande parte do eleitorado ainda não os conhece. Com a eleição a semanas de distância e quase metade dos eleitores em aberto, o retrato atual é apenas o começo de uma disputa que ainda está por ser definida.

A pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira pela TV Anhanguera oferece o primeiro retrato da disputa pelo Senado em Goiás para 2026. O levantamento, realizado entre 23 e 26 de agosto com 804 eleitores, traz números que revelam tanto uma liderança clara quanto um eleitorado ainda largamente indeciso a pouco mais de um mês das eleições, marcadas para 4 de outubro.

Gracinha Caiado, do União Brasil, emerge como a candidata mais votada quando se combinam as intenções para as duas vagas em disputa — ela aparece com 21% das menções totais. Gustavo Gayer, do PL, fica em segundo lugar com 12%, seguido por Vanderlan Cardoso, do PSD, e Zacharias Calil, do MDB, ambos com 9%. O contexto eleitoral é específico: cada estado elege dois senadores, e cada eleitor deve votar em dois candidatos diferentes, sem possibilidade de repetir o mesmo nome. Em Goiás, essa dinâmica significa que 54 das 81 cadeiras do Senado serão renovadas em 2026.

Quando a pesquisa apresenta os candidatos aos entrevistados — o chamado teste estimulado — os números ganham maior definição. Para a primeira vaga, Gracinha Caiado mantém a liderança com 22%, enquanto Gustavo Gayer sobe para 17%. Já para a segunda vaga, o cenário muda: Gracinha Caiado continua na frente com 20%, mas Vanderlan Cardoso sobe para 9%, enquanto Gustavo Gayer cai para 7%. Essa variação entre as duas posições sugere que os eleitores estão pensando diferente para cada uma das cadeiras em jogo.

O que mais chama atenção, porém, é o tamanho da indecisão. Na pesquisa espontânea — quando nenhum nome é sugerido aos entrevistados — 91% não conseguem citar um candidato. Mesmo na pesquisa estimulada, 25% permanecem indecisos quando se considera a combinação de votos para as duas vagas. Além disso, 44% dos eleitores ouvidos afirmam que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição, enquanto apenas 56% dizem que sua escolha é definitiva. Esse cenário de fluidez eleitoral deixa em aberto a possibilidade de movimentações significativas nas próximas semanas.

A rejeição também marca o perfil dos candidatos. Gracinha Caiado, apesar de liderar em intenção de voto, enfrenta uma rejeição considerável: 25% dos eleitores a conhecem e não votariam nela. Vanderlan Cardoso tem rejeição ainda maior, com 32% nessa categoria. Em contraste, candidatos menos conhecidos como Gustavo Gayer (62% não o conhecem), Gustavo Mendanha (60% não o conhecem) e Isaura Lemos (66% não a conhecem) têm menor rejeição simplesmente porque grande parte do eleitorado ainda não os conhece. Gracinha Caiado é a candidata com maior reconhecimento: 40% a conhecem e votariam nela, enquanto 35% não a conhecem.

A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número GO-06186/2026. Com a eleição ainda a semanas de distância e quase metade do eleitorado aberta a mudanças, o resultado final permanece em aberto, ainda que Gracinha Caiado saia na frente desta primeira medição.

56% dos eleitores têm escolha definitiva; 44% ainda podem mudar o voto até as eleições
— Pesquisa Quaest
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