Pesquisa Quaest: Ciro Gomes lidera disputa pelo governo do Ceará com 45%

Violência é o principal problema para 54% dos cearenses
A pesquisa revela que segurança pública domina as preocupações do eleitorado, muito à frente de saúde e economia.
Mark

O que essa pesquisa nos diz sobre o estado real da disputa no Ceará?

Mimi

Que Ciro Gomes tem uma vantagem clara e confortável quando os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores — 11 pontos acima de Elmano. Mas há um detalhe importante: quando você pergunta espontaneamente, sem sugerir nomes, a maioria dos eleitores não consegue nomear um candidato. Isso sugere que a liderança de Ciro é real, mas talvez não tão profundamente enraizada quanto os números estimulados fazem parecer.

Luke

Exatamente. E precisamos ser cuidadosos aqui. A pesquisa espontânea mostra 53% de indecisos, o que é um número enorme. Além disso, 31% dos eleitores dizem que ainda podem mudar de voto. Esses dois dados juntos significam que há muito movimento possível ainda.

Mark

A aprovação do governo caiu. O que isso significa para Elmano?

Mimi

Caiu de 52% em julho para 49% agora — uma queda de 3 pontos. Ao mesmo tempo, a desaprovação subiu de 33% para 38%. Isso é um sinal de que o governo está perdendo apoio, especialmente considerando que a violência é o problema número um para 54% dos eleitores.

Luke

Mas aqui está o ponto interessante: quando perguntado diretamente se Elmano merecia ser reeleito, 50% disseram que sim. Então há uma desconexão entre a aprovação geral e a disposição de reeleger. Isso pode refletir a ideia de que as pessoas aprovam partes do governo mas querem mudança geral — e de fato, 35% dizem que é necessário mudar totalmente.

Mark

E quanto aos apoios políticos? Lula e Bolsonaro importam aqui?

Mimi

Importam, mas de formas muito diferentes. Um apoio de Lula aumentaria a chance de voto para 37% dos eleitores, enquanto 38% dizem que não mudaria nada. Mas um apoio de Flávio Bolsonaro é tóxico — 42% dizem que diminuiria a chance de voto, contra apenas 14% que diz que aumentaria.

Luke

O que é revelador é que 46% dos eleitores querem um governador aliado a Lula, enquanto apenas 15% querem alguém alinhado a Bolsonaro. Isso diz algo sobre o eleitorado cearense neste momento. Mas também precisamos notar que 36% querem um independente — não é um número pequeno.

Mark

Qual é o maior risco para Ciro neste momento?

Mimi

A rejeição. Trinta e cinco por cento dos eleitores o conhecem e não votariam nele. Isso é um piso de resistência real. Se houver um segundo turno e esses eleitores se mobilizarem contra ele, a margem pode apertar.

Luke

E também há o fato de que a pesquisa espontânea mostra Ciro com apenas 24%. Isso significa que quando você não sugere nomes, sua presença na mente dos eleitores é muito menor. A questão é: quanto dessa vantagem de 45% na estimulada é realmente dele, e quanto é simplesmente rejeição a Elmano?

  • Ciro Gomes lidera com 45% contra 34% de Elmano de Freitas, uma diferença de 11 pontos que supera a margem de erro e consolida sua posição como favorito a menos de um mês do pleito.
  • A aprovação do governo estadual recuou de 52% para 49% em dois meses, enquanto a desaprovação saltou de 33% para 38%, indicando desgaste crescente na gestão petista.
  • A violência domina o imaginário do eleitor cearense: 54% a apontam como o principal problema do estado, criando um terreno fértil para candidatos que prometam segurança pública.
  • Apesar da liderança nas pesquisas estimuladas, Ciro enfrenta rejeição de 35% dos eleitores que o conhecem — e Elmano, de 42% —, revelando que ambos carregam resistências consideráveis.
  • Com 31% dos eleitores ainda passíveis de mudar de voto até outubro, o resultado final permanece em aberto, especialmente se a disputa avançar para um segundo turno.

A menos de um mês das eleições estaduais no Ceará, uma pesquisa Quaest coloca Ciro Gomes à frente do governador Elmano de Freitas por margem estatisticamente significativa, sinalizando que o eleitorado cearense busca, ao menos em parte, uma renovação de rumos. O dado mais revelador não é apenas a vantagem numérica, mas o fato de que apenas 22% desejam continuidade plena — um reflexo de uma sociedade que, mesmo sem consenso sobre o destino, sente que o caminho atual precisa ser revisto.

A uma semana do pleito de outubro, a pesquisa Quaest encomendada pela TV Verdes Mares traça um cenário de vantagem clara para Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. Com 45% das intenções de voto contra 34% do governador Elmano de Freitas (PT), a diferença de 11 pontos percentuais ultrapassa a margem de erro de 3 pontos. Em um eventual segundo turno, a vantagem de Ciro se amplia para 13 pontos — 49% a 36%. O levantamento ouviu 900 eleitores entre 31 de agosto e 3 de setembro, com 95% de confiança, e está registrado na Justiça Eleitoral sob o número CE-01149/2026.

A pesquisa espontânea, porém, revela um eleitorado ainda pouco cristalizado: apenas 24% citam Ciro e 19% citam Elmano sem qualquer estímulo, enquanto 53% não conseguem nomear um candidato de preferência. Os demais postulantes — Delegado Huggo, Danilo Soares, Vera Lúcia, entre outros — são praticamente desconhecidos do grande público.

A aprovação do governo estadual caiu de 52% em julho para 49%, e a desaprovação subiu de 33% para 38%. Ainda assim, 50% dos eleitores acham que Elmano merece ser reeleito, contra 42% que discordam. O dado mais sintomático sobre o humor do eleitorado é outro: apenas 22% querem que o próximo governador dê continuidade ao trabalho atual, enquanto 74% pedem mudanças parciais ou totais.

A violência é a preocupação dominante, citada por 54% como o principal problema do Ceará — muito à frente da saúde, com 15%. No campo das alianças nacionais, 46% preferem um governador aliado a Lula, e o apoio presidencial tende a ajudar mais do que prejudicar. O endosso de Flávio Bolsonaro, ao contrário, afastaria mais eleitores do que atrairia.

Por fim, 67% dos eleitores dizem que sua escolha já é definitiva, mas 31% admitem que ainda podem mudar de voto até 4 de outubro. Esse contingente volátil pode ser decisivo caso a disputa avance para um segundo turno — cenário que, diante dos números atuais, permanece como possibilidade real.

A uma semana do pleito de outubro, uma pesquisa Quaest encomendada pela TV Verdes Mares desenha um cenário claro para o governo do Ceará: Ciro Gomes, do PSDB, abre vantagem significativa sobre o governador em exercício Elmano de Freitas, do PT. Quando apresentados os nomes dos candidatos aos eleitores, Ciro aparece com 45% das intenções de voto contra 34% de Elmano — uma diferença de 11 pontos percentuais que ultrapassa a margem de erro de 3 pontos para mais ou para menos.

O levantamento foi realizado entre 31 de agosto e 3 de setembro, ouvindo 900 eleitores com 16 anos ou mais. O nível de confiança é de 95%, e a pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número CE-01149/2026. Entre os demais candidatos, apenas o Delegado Huggo, da Missão, aparece com 1% das intenções. Os demais — Danilo Soares, Vera Lúcia, Ieri Braga, Zé Batista e Serley Leal — não registram percentual. Doze por cento dos entrevistados ainda se declaram indecisos, enquanto 8% indicam que votarão em branco, nulo ou não comparecerão.

Quando a pesquisa testa um cenário de segundo turno entre os dois principais candidatos, Ciro amplia sua vantagem para 13 pontos: 49% contra 36% de Elmano. Apenas 7% permanecem indecisos neste cenário. Porém, a pesquisa espontânea — aquela em que o eleitor cita o candidato sem que os nomes sejam sugeridos — revela um quadro bem diferente. Ciro aparece com 24% e Elmano com 19%, enquanto 53% dos eleitores não conseguem nomear espontaneamente um candidato de sua preferência.

A aprovação do governo estadual sofreu queda. Em julho, 52% dos eleitores aprovavam a gestão de Elmano; agora esse número caiu para 49%. A desaprovação subiu de 33% para 38% no mesmo período. Quando perguntados sobre a avaliação geral do governo, 34% a consideram positiva, 36% regular e 25% negativa. Ainda assim, quando questionados diretamente se Elmano merecia ser reeleito, 50% responderam que sim, contra 42% que disseram não.

Um dado que marca a pesquisa é a percepção sobre os rumos do estado. Apenas 22% dos eleitores acreditam que o próximo governador deve continuar o trabalho em andamento. Trinta e nove por cento defendem mudanças apenas no que não está funcionando, enquanto 35% consideram necessária uma transformação total. A violência emerge como a preocupação dominante: 54% dos cearenses a apontam como o principal problema do estado, seguida por saúde com 15% das menções. Corrupção, desemprego e economia aparecem empatados com 4% cada.

Quanto às preferências políticas dos eleitores, 46% desejam um governador aliado a Lula, 36% preferem um independente e apenas 15% querem alguém alinhado a Flávio Bolsonaro. O apoio presidencial também revela dinâmicas distintas: se Lula apoiasse um candidato, 37% dos eleitores dizem que isso aumentaria sua chance de voto nele, enquanto 38% afirmam que não mudaria nada e 22% que diminuiria. Um endosso de Flávio Bolsonaro, por outro lado, afastaria mais do que atrairia — 42% dizem que diminuiria a chance de voto, contra apenas 14% que dizem que aumentaria.

Os índices de rejeição revelam que ambos os principais candidatos carregam resistência significativa. Ciro é conhecido por 94% dos eleitores, dos quais 59% votariam nele e 35% não votariam. Elmano é conhecido por 88%, com 46% dispostos a votar e 42% rejeitando-o. Entre os demais candidatos, o desconhecimento é praticamente total: Delegado Huggo é conhecido por apenas 10%, Danilo Soares por 7%, Vera Lúcia por 9%, Ieri Braga por 4%, Zé Batista por 11% e Serley Leal por 5%.

Por fim, a pesquisa indica que para 67% dos eleitores a escolha do candidato já é definitiva. Contudo, 31% ainda afirmam que podem mudar de voto até o dia 4 de outubro, data marcada para o pleito. Esse contingente de indecisos e potencialmente voláteis pode ser relevante em um segundo turno, caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta no primeiro.

54% dos eleitores apontam a violência como o principal problema do estado
— Pesquisa Quaest
35% dos eleitores consideram que é necessário mudar totalmente o rumo do governo estadual
— Pesquisa Quaest
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