Em meio a uma crise institucional sem precedentes recentes no Rio de Janeiro — com renúncias, cassações e um governo interino exercido pelo presidente do Tribunal de Justiça — Eduardo Paes emerge como a figura dominante nas intenções de voto para o governo estadual, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril de 2026. Com 34% no primeiro turno e 49% em eventual segundo turno, o ex-prefeito ocupa um espaço político que seus rivais, ainda fragmentados, não conseguem preencher. O momento revela como a desintegração de uma ordem política pode, paradoxalmente, consolidar a liderança de quem p
Pesquisa Genial/Quaest: Eduardo Paes lidera com 34% e venceria todos os cenários para governo do RJ
Paes venceria em todos os cenários testados, tanto no primeiro turno quanto em uma eventual segunda votação.
Por que essa pesquisa importa agora, em abril, quando a eleição é em outubro?
Porque o Rio está em caos institucional. Não há governador de verdade — só um juiz interino. As pessoas estão começando a pensar em quem quer que seja, e Paes já sai na frente de forma clara.
Mas 29% ainda não decidiu. Isso é quase um terço do eleitorado. Paes pode estar liderando, mas há muito espaço para movimento.
E Douglas Ruas? Ele é o principal rival?
Parece ser. Ele é presidente da Assembleia, tem visibilidade, mas está muito atrás — 9% contra 34%.
Cuidado: a pesquisa só testou Ruas no segundo turno. Não sabemos como Garotinho ou Witzel se comportariam se chegassem lá. E 20% dos eleitores não vai votar ou vota em branco — isso muda a conta.
E Cláudio Castro? Ele não aparece na pesquisa?
Ele está inelegível por oito anos. Renunciou em março. Agora está fora do jogo.
Mas a pesquisa foi feita entre 21 e 25 de abril. Castro renunciou em março. Então os eleitores já sabiam disso. A rejeição de 47% pode estar ligada a isso.
Então Paes se beneficia do vácuo?
Sim. Ele é conhecido, foi prefeito, e não está envolvido nesse caos todo. Enquanto isso, os outros estão brigando por migalhas.
Verdade, mas a margem de erro é de três pontos. Paes tem 34% — tecnicamente, poderia estar entre 31% e 37%. Ruas tem 9%, então entre 6% e 12%. Não é tão claro quanto parece.
Il Polso
- Eduardo Paes lidera com 34% das intenções de voto, mais que o triplo do segundo colocado Douglas Ruas, que marca apenas 9%.
- O Rio de Janeiro atravessa uma turbulência institucional grave: o ex-governador Cláudio Castro renunciou após condenação à inelegibilidade, o vice também deixou o cargo e o presidente da Assembleia teve o mandato cassado.
- O estado é hoje governado interinamente por um desembargador, enquanto o STF decide se a eleição para mandato-tampão será direta ou indireta.
- A avaliação do governo Castro é majoritariamente negativa — 47% desaprovam sua gestão —, aprofundando o desgaste que alimenta a vantagem de Paes.
- Para o Senado, o cenário é de empate técnico entre Cláudio Castro (12%) e Benedita da Silva (10%), sinalizando disputa aberta em 2026.
Em meio a uma crise institucional sem precedentes recentes no Rio de Janeiro — com renúncias, cassações e um governo interino exercido pelo presidente do Tribunal de Justiça — Eduardo Paes emerge como a figura dominante nas intenções de voto para o governo estadual, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em abril de 2026. Com 34% no primeiro turno e 49% em eventual segundo turno, o ex-prefeito ocupa um espaço político que seus rivais, ainda fragmentados, não conseguem preencher. O momento revela como a desintegração de uma ordem política pode, paradoxalmente, consolidar a liderança de quem permanece de pé.
Eduardo Paes chega a abril de 2026 com uma vantagem que seus concorrentes ainda não conseguem ameaçar. A pesquisa Genial/Quaest, divulgada no dia 27, mostra o ex-prefeito do Rio com 34% das intenções de voto para o governo estadual — mais que o triplo do segundo colocado. Filiado ao PSD, ele venceria em todos os cenários testados, tanto no primeiro turno quanto em eventual segundo turno.
Entre os rivais, o quadro é de fragmentação. Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa e filiado ao PL, aparece com 9%. Os ex-governadores Antony Garotinho e Wilson Witzel somam 8% e 3%, respectivamente. Quase um terço dos eleitores ainda não sabe em quem votar. Em simulação de segundo turno contra Ruas, Paes chegaria a 49%, enquanto o adversário permaneceria em 16%.
O levantamento ocorre em um momento de profunda instabilidade. Em março, Cláudio Castro renunciou ao governo dias antes de ser condenado à inelegibilidade por oito anos pelo TSE. O vice-governador já havia renunciado em 2025, e o presidente da Assembleia Legislativa teve o mandato cassado. O estado passou a ser governado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Ricardo Couto de Castro.
O STF ainda decide se a eleição para o mandato-tampão será direta ou indireta. Enquanto isso, as forças políticas já se reorganizam para outubro de 2026. Na disputa ao Senado, há empate técnico entre Castro (12%) e Benedita da Silva (10%). A avaliação do governo Castro, ainda no cargo quando a pesquisa foi realizada, é predominantemente negativa: 47% desaprovam sua gestão, reflexo do desgaste acumulado e da crise que marcou seu fim de mandato.
Eduardo Paes chega ao mês de abril com uma vantagem que seus concorrentes ainda não conseguem ameaçar. Uma pesquisa da Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (27 de abril) mostra o ex-prefeito do Rio de Janeiro com 34% das intenções de voto para o governo estadual — mais que o triplo do segundo colocado — em um estado que é o terceiro maior colégio eleitoral do país. Paes, filiado ao PSD, venceria em todos os cenários testados, tanto no primeiro turno quanto em uma eventual segunda votação.
No primeiro turno, o quadro é de fragmentação entre seus rivais. Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e filiado ao PL, aparece com 9%. Os ex-governadores Antony Garotinho (Republicanos) e Wilson Witzel (DC) ficam com 8% e 3%, respectivamente. Outros pré-candidatos — William Siri, André Marinho, Cyro Garcia, Julioete Pantoja e Rafael Luiz — não ultrapassam 2% cada um. Quase um terço dos eleitores (29%) ainda não sabe em quem votar, e um quinto (20%) não pretende votar ou anula o voto. A pesquisa ouviu 1,2 mil pessoas com 16 anos ou mais entre 21 e 25 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Em um cenário de segundo turno contra Ruas — o único testado pela Quaest — a vantagem de Paes se amplia dramaticamente. O ex-prefeito chegaria a 49%, enquanto Ruas permaneceria em 16%. Indecisos representariam 16% e brancos, nulos ou abstenções somam 19%. A disparidade sugere que, mesmo que Paes não vença no primeiro turno, sua margem de vitória em um segundo confronto seria confortável.
Este levantamento chega em um momento de turbulência institucional no Rio de Janeiro. Em março, o ex-governador Cláudio Castro renunciou ao cargo dias antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral à inelegibilidade por oito anos, acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022. Sua saída deixou uma linha sucessória esvaziada: o vice-governador Thiago Pampolha também renunciou em 2025, e Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa, teve seu mandato cassado. O governo estadual passou a ser exercido interinamente pelo desembargador Ricardo Couto de Castro, presidente do Tribunal de Justiça.
O Supremo Tribunal Federal ainda analisa se a eleição para um mandato-tampão até o fim do ano será direta, decidida pelo povo, ou indireta, pela Assembleia Legislativa. Enquanto o Judiciário define esse passo imediato, as forças políticas já se reorganizam para o pleito regular de outubro de 2026. Para o Senado, a pesquisa mostra um empate técnico: o ex-governador Cláudio Castro (PL) aparece com 12% e a ex-governadora Benedita da Silva (PT) com 10%. Nas eleições de 2026, cada eleitor poderá escolher dois senadores.
A avaliação do governo de Castro, que ainda estava no cargo quando a pesquisa foi realizada, é predominantemente negativa. Quarenta e sete por cento da população fluminense o desaprovam, enquanto 35% o aprovam. Quando perguntados sobre o desempenho do governo, 36% avaliam negativamente, 32% consideram regular e apenas 23% veem de forma positiva. Esses números refletem o desgaste acumulado durante sua gestão e o contexto de instabilidade que marcou seu final de mandato. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-02588/2026.
Citazioni salienti
Paes venceria Douglas Ruas, Antony Garotinho, Wilson Witzel e outros pré-candidatos em todos os cenários de primeiro e segundo turnos— Pesquisa Genial/Quaest
Cláudio Castro é desaprovado por 47% da população fluminense, enquanto 35% o aprovam— Pesquisa Genial/Quaest