A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, uma pesquisa encomendada pelo BTG Pactual revela um Brasil politicamente dividido: o presidente Lula lidera todos os cenários de segundo turno testados, mas enfrenta empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário mais competitivo segundo o levantamento. O retrato é o de um eleitorado ainda em formação — com entre 8% e 13% rejeitando os candidatos apresentados em cada simulação —, lembrando que as grandes disputas raramente se decidem antes de começarem.
Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera Flávio Bolsonaro em segundo turno com 46% ante 44%
Empate técnico que revela um eleitorado ainda dividido
Então Lula está realmente em empate técnico com Flávio, ou essa diferença de dois pontos significa algo?
Tecnicamente é empate porque a margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos. Mas numericamente Lula está à frente, e isso importa — mostra que ele tem uma pequena vantagem real, mesmo que dentro da incerteza estatística.
Certo, mas precisamos ser claros: essa vantagem de dois pontos pode desaparecer completamente dentro da margem de erro. Não é uma liderança consolidada.
E contra os outros candidatos? Lula sai melhor?
Muito melhor. Contra Caiado ele tem 46% contra 42%. Contra Zema, 48% contra 39%. Quanto menos conhecido o adversário, maior a vantagem dele.
Isso faz sentido — candidatos menos conhecidos tendem a ter menos rejeição consolidada. Mas também significa que esses números podem mudar bastante se esses nomes ganharem visibilidade.
Qual é o tamanho dessa pesquisa? Posso confiar nela?
Entrevistaram dois mil eleitores entre 25 e 27 de setembro, por telefone. Está registrada no TSE e tem intervalo de confiança de 95%.
Duas mil pessoas é um tamanho respeitável. Mas pesquisa por telefone tem limitações — não alcança quem não atende, pode ter viés de idade. E isso foi feito em setembro; muita coisa pode ter mudado desde então.
O que mais chama atenção nesses números?
A quantidade de gente que quer votar em branco, nulo ou em nenhum. Varia de 8% a 13% dependendo do cenário. Isso é bastante rejeição.
Exatamente. Não é só sobre Lula versus o adversário — é sobre um eleitorado que, em uma parcela significativa, não quer nenhum dos dois.
Le Pouls
- Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados com 46% a 44%, tornando o duelo presidencial de 2026 uma corrida genuinamente aberta.
- Em todos os cenários testados, uma fatia expressiva do eleitorado — entre 8% e 13% — recusa os candidatos apresentados, sinalizando insatisfação difusa com o campo político.
- Contra adversários de menor penetração eleitoral, como Renan Santos e Romeu Zema, Lula abre vantagens de até 11 pontos, sugerindo que a força da oposição depende muito de quem será seu porta-voz.
- A pesquisa, registrada no TSE e realizada com dois mil eleitores entre 25 e 27 de setembro, oferece um termômetro metodologicamente robusto de um momento ainda fluido.
- O cenário aponta que a disputa está longe de ser definida: qualquer movimento relevante de campanha, aliança ou crise pode reconfigurar os números antes de outubro de 2026.
A menos de dois anos das eleições presidenciais de 2026, uma pesquisa encomendada pelo BTG Pactual revela um Brasil politicamente dividido: o presidente Lula lidera todos os cenários de segundo turno testados, mas enfrenta empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro, seu adversário mais competitivo segundo o levantamento. O retrato é o de um eleitorado ainda em formação — com entre 8% e 13% rejeitando os candidatos apresentados em cada simulação —, lembrando que as grandes disputas raramente se decidem antes de começarem.
Uma pesquisa Nexus/BTG divulgada nesta segunda-feira coloca o presidente Lula em empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro em um hipotético segundo turno presidencial: 46% a 44%, diferença de dois pontos dentro da margem de erro. Oito por cento dos entrevistados optariam por voto em branco, nulo ou em nenhum dos dois candidatos. O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-07557/2026, ouviu dois mil eleitores por telefone entre 25 e 27 de setembro, com intervalo de confiança de 95%.
Além de Flávio Bolsonaro, a pesquisa simulou confrontos com outros nomes cotados para 2026. Contra Ronaldo Caiado, Lula também empata tecnicamente — 46% a 42%. Frente a Augusto Cury, do Avante, a diferença sobe para cinco pontos, com 46% a 41%. Nos duelos contra candidatos de menor expressão eleitoral, a vantagem petista se amplia: Lula marca 48% diante de Renan Santos, do MBL, que registra 37%, e repete os 48% contra Romeu Zema, ex-governador de Minas pelo Novo, que aparece com 39%.
Em todos os cenários, entre 8% e 13% dos entrevistados rejeitam os nomes apresentados — um dado que atravessa as simulações e revela um eleitorado com parcela significativa ainda resistente às opções disponíveis. O levantamento, portanto, não apenas mede forças: ele expõe a abertura de uma disputa que, a pouco mais de um ano do pleito, permanece sujeita a reviravoltas.
Uma pesquisa divulgada na segunda-feira coloca o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em posição praticamente igualada com o senador Flávio Bolsonaro em um hipotético segundo turno presidencial. Segundo o levantamento Nexus/BTG, Lula registra 46% das intenções de voto contra 44% de Flávio — uma diferença de apenas dois pontos percentuais, exatamente na margem de erro do estudo. Oito por cento dos entrevistados disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos dois nomes, enquanto 1% não soube ou não respondeu.
O cenário de empate técnico entre o petista e o senador fluminense reflete um quadro político em aberto. A pesquisa, contratada pelo Banco BTG Pactual e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07557/2026, entrevistou dois mil eleitores entre 25 e 27 de setembro por telefone, com intervalo de confiança de 95%.
Além de Flávio Bolsonaro, a pesquisa testou Lula contra outros nomes que circulam como possíveis candidatos. Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, o presidente também fica em empate técnico, marcando 46% enquanto Caiado aparece com 42%. Neste cenário, 10% votariam em branco, nulo ou em nenhum, e 2% não responderam. Já na simulação contra Augusto Cury, do partido Avante, Lula registra 46% e Cury 41%, com 11% optando por voto em branco ou nulo e 2% sem resposta.
Em confrontos contra candidatos menos conhecidos ou com menor penetração eleitoral, a vantagem de Lula se amplia. Contra Renan Santos, coordenador do Movimento Brasil Livre, o presidente pontua 48% enquanto Santos marca 37%, com 13% de votos em branco, nulo ou em nenhum dos dois. Na simulação com Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo partido Novo, Lula atinge 48% e Zema fica com 39%, sendo 12% os que votariam em branco ou nulo.
Os números revelam um eleitorado dividido e com parcela significativa ainda indecisa ou resistente aos nomes testados. Em todos os cenários, entre 8% e 13% dos entrevistados rejeitam os candidatos apresentados, optando por voto em branco ou nulo. Essa rejeição sugere que, independentemente de quem seja o adversário de Lula em um segundo turno, uma fatia relevante do eleitorado pode não estar plenamente satisfeita com as opções disponíveis.
O levantamento oferece um retrato do momento político a pouco mais de um ano antes da eleição presidencial de 2026. Embora Lula mantenha vantagens em praticamente todos os cenários testados, a proximidade dos números em relação a Flávio Bolsonaro — seu potencial adversário mais competitivo segundo este levantamento — indica que a disputa presidencial ainda está em aberto e sujeita a mudanças conforme a campanha avança.
Citations marquantes
O presidente Lula aparece numericamente à frente de Flávio Bolsonaro com 46% contra 44%, mas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais— Pesquisa Nexus/BTG