Lula apresenta programa para quarto mandato com foco em trabalho, segurança e educação

Soberania em decisões políticas e econômicas, redução da dependência externa
Eixo central do programa de Lula para um quarto mandato, defendendo autonomia brasileira em áreas estratégicas.
Mark

Por que Lula coloca tanto peso em políticas de continuidade? Não seria mais estratégico apresentar algo completamente novo?

Mimi

Porque o que ele implementou no terceiro mandato — Bolsa Família ampliado, Pé-de-Meia, Minha Casa Minha Vida relançado — essas coisas têm base de apoio. Ele está dizendo: funcionou, vamos fazer mais.

Luke

Mas a gente precisa ser honesto: o programa não diz como vai pagar por isso. Ampliação de tudo custa dinheiro. Onde vem?

Mark

E quanto à escala 6x1? Isso é promessa antiga dele, certo?

Mimi

Sim, é. Mas agora está no programa oficial de um segundo turno. Significa que ele acha que tem chance de passar isso no Congresso se vencer.

Luke

Ou significa que é uma promessa que soa bem e mobiliza voto. A gente não sabe ainda qual é a correlação de forças no Congresso que ele teria.

Mark

E esse Ministério da Segurança? Depende de emenda constitucional?

Mimi

Exatamente. Ele está condicionando a criação à aprovação de uma PEC. É uma forma de dizer: quero isso, mas reconheço que precisa de consenso.

Luke

O que é honesto, mas também significa que pode não sair. Não é uma promessa que ele controla sozinho.

Mark

Qual é a aposta maior aqui? Qual é o fio condutor?

Mimi

Soberania. Minerais críticos, tecnologia própria, redução da dependência externa, proteção da Amazônia. Ele está falando de um Brasil mais autônomo.

Luke

Verdade. Mas "soberania" é uma palavra grande. Os detalhes de como fazer isso — como processar minério crítico, como desenvolver tecnologia — esses detalhes não estão no programa.

  • Com o segundo turno a menos de três semanas, Lula lança um programa denso de 13 eixos para convencer eleitores indecisos de que a continuidade é o caminho mais seguro para o país.
  • A promessa de acabar com a escala 6x1 e reduzir a jornada para 40 horas sem corte de salários acende o debate trabalhista e mobiliza tanto apoiadores quanto críticos no mundo empresarial.
  • A criação de um Ministério da Segurança Pública — condicionada a uma PEC no Congresso — sinaliza que o candidato tenta disputar um terreno historicamente dominado pela direita.
  • Saúde, educação e habitação aparecem como trincheiras de proteção social: Farmácia Popular com exames, escolas em tempo integral e expansão do Minha Casa, Minha Vida compõem o núcleo do apelo ao eleitorado mais vulnerável.
  • A soberania digital e a política para minerais críticos revelam uma ambição estratégica de longo prazo, posicionando o Brasil como protagonista e não apenas fornecedor de matéria-prima no cenário global.

Às vésperas do segundo turno marcado para 25 de outubro de 2026, Luiz Inácio Lula da Silva apresenta um programa de governo estruturado em 13 eixos que aposta na continuidade e no aprofundamento das políticas sociais iniciadas em seu mandato atual. O projeto, que o levaria a um quarto mandato aos 81 anos, propõe desde a reforma das relações trabalhistas até a soberania digital e a valorização dos minerais críticos como pilares de um Brasil menos dependente do exterior. No confronto com Flávio Bolsonaro, o que está em disputa não é apenas uma eleição, mas duas visões distintas sobre o papel do Estado na vida dos brasileiros.

Luiz Inácio Lula da Silva chega ao segundo turno das eleições de 2026 com um programa de governo organizado em 13 eixos temáticos, enfrentando Flávio Bolsonaro na disputa que será decidida em 25 de outubro. Se vencer, Lula tomará posse em janeiro de 2027 com 81 anos, iniciando seu quarto mandato à frente do país.

No campo trabalhista, o programa defende o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal para 40 horas sem perda salarial, além do combate à pejotização e da ampliação do crédito para trabalhadores de aplicativos. Em segurança pública, a proposta central é a criação de um Ministério da Segurança Pública — sujeita à aprovação de uma PEC no Congresso —, com foco na integração das forças de segurança e no combate ao crime organizado.

Na educação, o candidato promete expandir o ensino em tempo integral, universalizar o acesso à internet nas escolas e manter o Pé-de-Meia, programa de incentivo financeiro para reduzir a evasão no ensino médio. Na saúde, o Farmácia Popular seria ampliado para incluir exames laboratoriais voltados ao acompanhamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

O programa também prevê expansão do Minha Casa, Minha Vida, urbanização de favelas, regularização fundiária e uma política mais abrangente de cuidado à população idosa, com centros de convivência e atendimento domiciliar. No combate às desigualdades, Lula reafirma a manutenção do Bolsa Família, a valorização do salário mínimo e ações voltadas à igualdade racial e de gênero.

Na tecnologia, o plano propõe uma Política Nacional de Letramento Digital e um Conselho Nacional pela Soberania Digital. Minerais críticos e terras raras ganham destaque com a proposta de estruturar toda a cadeia produtiva no Brasil. Na política externa, o programa reafirma princípios de não intervenção e defende a reforma do Conselho de Segurança da ONU para ampliar a voz dos países em desenvolvimento.

Luiz Inácio Lula da Silva entra no segundo turno das eleições de 2026 contra Flávio Bolsonaro com um programa de governo estruturado em 13 eixos temáticos que prioriza continuidade e expansão das políticas implementadas em seu mandato atual. A votação está marcada para 25 de outubro e definirá quem governará o Brasil pelos próximos quatro anos. Se reeleito, Lula terá 81 anos quando tomar posse em janeiro de 2027, marcando seu quarto mandato à frente do país.

Na área trabalhista, o programa petista aposta na defesa do fim da escala 6x1 e na redução da jornada semanal para 40 horas sem corte de salários. O candidato também promete proteger e ampliar crédito para trabalhadores de aplicativos e combater a prática da pejotização, em que profissionais são contratados por meio de pessoa jurídica em vez do regime tradicional com carteira assinada. Essas medidas refletem uma continuidade com posições defendidas durante o mandato anterior.

Em segurança pública, Lula propõe a criação de um Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição no Congresso Nacional. A nova pasta seria responsável por coordenar, junto com estados e municípios, as políticas de combate ao crime organizado. O plano também prevê maior integração entre as forças de segurança, uso de inteligência e reforço das ações contra o crime, além do fortalecimento da Polícia Federal.

Na educação, a expansão do ensino em tempo integral aparece como prioridade. O programa promete ampliar investimentos em creches, universalizar o acesso à internet adequada nas escolas e manter o Pé-de-Meia, que oferece incentivo financeiro a estudantes do ensino médio em situação de vulnerabilidade para reduzir a evasão escolar. Na saúde, Lula promete manter o Farmácia Popular com medicamentos gratuitos e ampliar seus serviços, incluindo a oferta de exames laboratoriais e de diagnóstico para acompanhamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

O plano também prevê manter e ampliar o Minha Casa, Minha Vida para diferentes faixas de renda, com expansão de programas de reforma de imóveis, urbanização de favelas e regularização fundiária. Para a população idosa, o programa propõe uma política mais ampla de cuidado, incluindo expansão de centros de convivência, serviços de saúde, lazer e assistência social, além de atendimento domiciliar para idosos com dificuldade de locomoção e ampliação do Programa de Atenção Domiciliar ao Idoso vinculado ao Sistema Único de Saúde.

No combate às desigualdades, Lula promete manter e ampliar políticas de proteção social e transferência de renda, como o Bolsa Família, além da valorização do salário mínimo. O programa também prevê continuidade de ações voltadas à igualdade racial, proteção das mulheres e redução das diferenças salariais entre homens e mulheres. Para crianças e adolescentes, novas medidas de proteção no ambiente digital estão previstas, incluindo aprimoramento do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital e regulamentação de plataformas de jogos.

Na tecnologia, Lula propõe ampliar serviços públicos digitais e criar uma Política Nacional de Letramento Digital para ensinar a população a usar a internet de forma mais segura e identificar desinformação. O programa também prevê a criação de um Conselho Nacional pela Soberania Digital com participação da sociedade. Minerais críticos e terras raras ganham espaço no plano, com propostas de criar uma política específica para organizar essa cadeia e ampliar o mapeamento, beneficiamento e processamento desses recursos no Brasil, agregando valor à produção.

A soberania nacional emerge como eixo central, com defesa de autonomia brasileira em decisões políticas e econômicas e redução da dependência externa em áreas estratégicas. O programa inclui reforço da defesa cibernética, proteção das fronteiras, da Amazônia e da Amazônia Azul, além do desenvolvimento de tecnologias próprias. Na política externa, o plano reafirma princípios como não intervenção, autodeterminação dos povos e solução pacífica de conflitos, defendendo também a reforma da Organização das Nações Unidas, especialmente do Conselho de Segurança, para ampliar a participação de países em desenvolvimento entre os membros permanentes.

O programa aposta, em boa parte, na continuidade e na ampliação de políticas adotadas no atual mandato
— Síntese do documento de governo apresentado por Lula
Want the full story? Read the original at G1 ↗
Contact Us FAQ