A menos de um mês do segundo turno presidencial brasileiro, os números da AtlasIntel desenham um cenário de vantagem crescente para Luiz Inácio Lula da Silva sobre Jair Bolsonaro — 53% contra 47% dos votos válidos, com uma distância que se alargou de 4,8 para 6 pontos percentuais. Embora as variações individuais caibam dentro da margem de erro de um ponto percentual, o próprio instituto interpreta o movimento acumulado como sinal de que a maré eleitoral inclina-se, de fato, para o candidato petista. A disputa evoca o peso histórico de 1989, quando o Brasil vivia outro momento de definição sobr
Pesquisa Atlas: Lula amplia vantagem com 53% dos votos válidos contra 47% de Bolsonaro
A vantagem de Lula aumentou de 4,8 para 6 pontos percentuais
Por que essa pesquisa importa agora, tão perto do segundo turno?
Porque mostra movimento. Lula cresceu quase um ponto, Bolsonaro recuou. Não é muito, mas é consistente.
Espera — as duas variações estão dentro da margem de erro de um ponto. Como o instituto pode dizer que a tendência favorece Lula se tecnicamente isso está no ruído?
Eles argumentam que a dimensão das mudanças — 0,9 para um lado, 0,3 para o outro — sugere uma direção real, não apenas flutuação aleatória.
E qual é a comparação histórica que torna isso relevante?
A vantagem de 6 pontos em votos válidos coloca a disputa no nível de 1989, quando Collor venceu com 53%. Bem diferente de 2014, quando Dilma ganhou com 51,6%.
Mas isso é especulação sobre o que os números históricos significam. O que sabemos de fato é que Lula tem 6 pontos de vantagem nesta pesquisa, com margem de erro de 1 ponto.
Exato. E que 4.500 pessoas em 1.404 municípios foram entrevistadas entre 18 e 22 de outubro.
A AtlasIntel financiou a própria pesquisa. Isso muda algo?
Não invalida os números, mas é bom saber. Eles têm interesse no resultado.
O registro no TSE está público. Qualquer um pode verificar.
Le Pouls
- A vantagem de Lula sobre Bolsonaro cresceu de 4,8 para 6 pontos percentuais em votos válidos, sugerindo uma tendência que vai além do ruído estatístico.
- Bolsonaro recuou 0,3 ponto percentual em votos totais, chegando a 47% dos votos válidos — movimento modesto, mas em direção contrária à que seu campo precisaria.
- O instituto ouviu 4.500 pessoas em 1.404 municípios, conferindo à pesquisa uma base ampla e confiança estatística de 95%.
- A AtlasIntel avalia que, mesmo com variações dentro da margem de erro, a soma dos movimentos indica que a evolução real das intenções de voto favorece Lula.
- A projeção atual coloca a margem de vitória esperada em patamar semelhante ao de 1989, afastando o cenário de segundo turno mais apertado desde a redemocratização.
A menos de um mês do segundo turno presidencial brasileiro, os números da AtlasIntel desenham um cenário de vantagem crescente para Luiz Inácio Lula da Silva sobre Jair Bolsonaro — 53% contra 47% dos votos válidos, com uma distância que se alargou de 4,8 para 6 pontos percentuais. Embora as variações individuais caibam dentro da margem de erro de um ponto percentual, o próprio instituto interpreta o movimento acumulado como sinal de que a maré eleitoral inclina-se, de fato, para o candidato petista. A disputa evoca o peso histórico de 1989, quando o Brasil vivia outro momento de definição sobre seu rumo democrático.
A pesquisa Atlas divulgada nesta quarta-feira aponta Lula com 53% dos votos válidos e Bolsonaro com 47%, com margem de erro de um ponto percentual. O levantamento, realizado entre os dias 18 e 22 de outubro com 4.500 entrevistados em 1.404 municípios, foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral e tem confiança estatística de 95%.
Em relação à medição anterior do mesmo instituto, Lula cresceu 0,9 ponto percentual em votos válidos, enquanto Bolsonaro recuou 0,3 ponto em votos totais. A distância entre os dois passou de 4,8 para 6 pontos percentuais em votos válidos — e de 4,6 para 5,8 pontos em votos totais. Embora cada variação isolada caiba dentro da margem de erro, a AtlasIntel interpretou o conjunto dos movimentos como indicativo de que a tendência real favorece o candidato petista.
O novo patamar projetado para Lula se aproxima do resultado de Fernando Collor de Mello em 1989, quando o vencedor obteve 53% dos votos válidos. A pesquisa anterior havia situado a disputa como a mais apertada da Nova República desde 2014, quando Dilma Rousseff venceu com 51,6%. Com os dados mais recentes, essa perspectiva se afasta, e a margem de vitória projetada para Lula se amplia.
A pesquisa Atlas divulgada nesta quarta-feira mostra Luiz Inácio Lula da Silva ampliando sua vantagem no segundo turno presidencial. Entre os votos válidos — aqueles que excluem brancos, nulos e indecisos — o ex-presidente petista alcança 53%, enquanto o presidente Jair Bolsonaro marca 47%. A margem de erro é de um ponto percentual para mais ou para menos.
O levantamento ouviu 4.500 pessoas em 1.404 municípios entre 18 e 22 de outubro. Comparado com a pesquisa anterior do mesmo instituto, Lula cresceu 0,9 ponto percentual em votos válidos. Bolsonaro, por sua vez, recuou 0,3 ponto percentual em votos totais, chegando agora a 47% dos votos válidos. Em números absolutos, considerando todos os votos, Lula tem 52% e Bolsonaro 46,5%.
A distância entre os dois candidatos se ampliou. Na medição anterior, Lula liderava por 4,8 pontos percentuais em votos válidos. Agora essa vantagem chegou a 6 pontos percentuais. Em votos totais, a diferença cresceu de 4,6 para 5,8 pontos percentuais. Embora as duas variações estejam dentro da margem de erro, o instituto de dados que conduziu a pesquisa interpretou o movimento como indicativo de que a tendência real favorece o candidato petista.
O resultado coloca a disputa em um patamar semelhante ao da eleição presidencial de 1989, quando Fernando Collor de Mello venceu com 53% dos votos válidos. A pesquisa anterior havia apontado para o segundo pleito mais apertado da Nova República, ficando atrás apenas da eleição de 2014, quando Dilma Rousseff venceu com 51,6% dos votos válidos. Com este novo levantamento, a margem de vitória projetada para Lula se amplia.
A AtlasIntel contratou e financiou o próprio levantamento, que foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06415/2022. A confiança estatística da pesquisa é de 95%, o que significa que há essa probabilidade de o resultado estar dentro da margem de erro declarada. O instituto ressaltou que, apesar das variações observadas estarem tecnicamente dentro da margem de erro, a dimensão dessas mudanças sugere que a evolução real das intenções de voto provavelmente beneficia Lula.
Citations marquantes
Apesar das duas variações estarem dentro da margem de erro, isso não significa que a estabilidade é o cenário mais provável. Dada a dimensão das variações, o mais provável é que a evolução real das intenções de voto favoreça Lula.— AtlasIntel