Pentágono interrompe uso de IA da Anthropic após classificação como risco nacional

A IA poderia ser letal para a humanidade antes do final da década
Aviso público de um investigador da Anthropic que deixou a empresa em setembro, amplificando preocupações sobre segurança.
Mark

Então o Pentágono disse em fevereiro que ia parar, mas continuou a usar até há poucas semanas. Isso é um atraso administrativo normal ou há algo mais?

Mimi

Provavelmente ambas as coisas. Migrar sistemas de IA de operações militares não é trivial — há dependências, treino de pessoal, alternativas para testar. Mas o silêncio sobre o porquê agora é revelador.

Luke

Espera, precisamos de ser claros: sabemos que continuava a ser usado até à semana passada porque a BBC ouviu "diversas fontes". Não sabemos quem são essas fontes, nem temos confirmação oficial do Pentágono sobre as datas exatas.

Mark

E quanto ao Jacob Coxon? Ele saiu em setembro e fez esses avisos. Isso influenciou a decisão?

Mimi

Pode ter sido a gota que entornou o copo. Um investigador interno a dizer publicamente que a IA pode ser letal até 2030 — isso cria pressão política que é difícil ignorar.

Luke

Mas não há nada no artigo que ligue Coxon diretamente à decisão do Pentágono. É correlação temporal, não causalidade. Poderia ter sido qualquer coisa — um incidente não reportado, uma auditoria interna, pressão do Congresso.

Mark

A Anthropic recusou comentar. Isso é suspeito?

Mimi

Não necessariamente. Quando um cliente governamental corta relações, geralmente há cláusulas de confidencialidade. Falar poderia expor a empresa a problemas legais.

Luke

Verdade. Mas também significa que temos apenas um lado da história — a do governo. Não sabemos se a Anthropic discordava da classificação de risco, se ofereceu alternativas, ou se simplesmente aceitou a decisão.

  • O Pentágono anunciou em fevereiro o corte com a Anthropic, mas o modelo Claude continuou a ser usado em operações militares sensíveis até quase dois meses depois do prazo estabelecido.
  • A Anthropic era a primeira empresa de IA avançada integrada em agências governamentais com acesso a trabalho classificado — uma posição privilegiada que agora terminou abruptamente.
  • Em setembro, um investigador que saiu da Anthropic alertou publicamente que a IA poderia ser letal para a humanidade antes do final da década, intensificando o escrutínio sobre a empresa.
  • Nem o Pentágono nem a Anthropic forneceram explicações sobre o timing ou as circunstâncias do corte definitivo, deixando o verdadeiro catalisador sem resposta.
  • Permanece incerto se o Departamento de Defesa migrou para outras plataformas de IA ou reduziu simplesmente a sua dependência de modelos avançados para operações sensíveis.

Quando uma tecnologia atravessa o limiar das operações militares classificadas, a sua retirada raramente é apenas administrativa — é um sinal. O Pentágono confirmou esta semana o encerramento definitivo do uso das ferramentas de IA da Anthropic, meses depois de a empresa ter sido publicamente designada como risco para a segurança nacional pelo secretário Pete Hegseth. A Anthropic, que desde 2024 era a primeira empresa de IA avançada integrada em agências governamentais confidenciais dos EUA, incluindo operações contra o Irão, viu uma parceria histórica dissolver-se em silêncio — sem explicações, sem declarações, e com perguntas que ficam por responder.

O Departamento de Defesa dos EUA confirmou esta semana o encerramento completo do uso das ferramentas de inteligência artificial da Anthropic. A decisão chega meses depois de Pete Hegseth, secretário da Defesa, ter classificado publicamente a empresa como uma ameaça à segurança nacional e anunciado, em fevereiro, que o Pentágono interromperia o uso das suas ferramentas até ao final de agosto.

A realidade operacional, porém, não acompanhou o calendário político. Segundo fontes consultadas pela BBC, o modelo Claude da Anthropic continuou a ser utilizado em tarefas de pesquisa, análise de informação e em operações militares contra o Irão até quase dois meses depois do prazo anunciado — um desfasamento que revela a complexidade de substituir ferramentas já integradas em processos sensíveis.

A relação entre a Anthropic e o governo americano tinha começado em 2024, quando a empresa se tornou a primeira de IA avançada a ter as suas tecnologias implantadas em departamentos que lidam com trabalho classificado. Esse estatuto pioneiro agora terminou sem cerimónia: a Anthropic recusou comentar o fim da parceria, e o Pentágono não forneceu explicações públicas sobre o timing ou as circunstâncias da descontinuação.

O ambiente em torno desta decisão é de crescente inquietação. Em setembro, Jacob Coxon, investigador que deixou a Anthropic, publicou avisos sobre o potencial destrutivo da tecnologia, afirmando que a IA poderia ser letal para a humanidade antes do final da década. Se as suas palavras influenciaram diretamente o Pentágono, não se sabe. O que fica claro é que o escrutínio sobre as ferramentas de IA mais avançadas — e sobre quem as controla — está a intensificar-se, enquanto as perguntas mais importantes continuam sem resposta.

O Departamento de Defesa dos EUA encerrou completamente o uso das ferramentas de inteligência artificial da Anthropic, confirmou um funcionário à BBC esta segunda-feira. A decisão chega meses depois de a administração americana ter classificado a empresa como um risco direto para a segurança nacional — uma avaliação que já estava sobre a mesa desde fevereiro.

Em fevereiro, Pete Hegseth, secretário da Defesa dos EUA, nomeou publicamente a Anthropic como uma ameaça e anunciou que o Pentágono interromperia o uso das suas ferramentas até ao final de agosto. Mas a realidade no terreno foi diferente. Segundo múltiplas fontes consultadas pela BBC, até à semana passada — quase dois meses depois do prazo anunciado — o modelo Claude da Anthropic continuava a ser utilizado pelo departamento em tarefas de pesquisa, análise de informação e, de forma mais sensível, em operações militares contra o Irão. O desfasamento entre o anúncio público e a prática operacional sugere que a transição para alternativas não foi simples ou imediata.

A Anthropic foi convidada a comentar o fim da parceria, mas os seus representantes recusaram fazer qualquer declaração sobre o assunto. Também permanece pouco claro o que precipitou o corte definitivo agora, ou se houve um evento específico que acelerou a decisão além do calendário já estabelecido. O Pentágono não forneceu explicações públicas sobre o timing ou as circunstâncias da descontinuação.

A relação entre a Anthropic e o governo americano remonta a 2024, quando a empresa começou a fornecer as suas ferramentas de IA a agências federais. Foi um marco significativo: a Anthropic tornou-se a primeira empresa de inteligência artificial avançada a ter as suas tecnologias implantadas em departamentos governamentais que lidam com trabalho classificado e operações sensíveis. Essa posição privilegiada agora terminou.

O contexto mais amplo desta ruptura inclui preocupações crescentes sobre os riscos da IA. Em setembro, Jacob Coxon, um investigador que trabalhava na Anthropic, deixou a empresa e publicou avisos públicos sobre o potencial destrutivo da tecnologia. Numa mensagem na rede social X, Coxon foi direto: a IA poderia ser letal para a humanidade antes do final da década. Embora não esteja claro se as suas preocupações influenciaram diretamente a decisão do Pentágono, o timing sugere um ambiente de crescente escrutínio sobre a segurança e o controlo das ferramentas de IA mais avançadas.

O que fica por responder é o que vem a seguir. O Pentágono terá migrado para outras plataformas de IA, ou reduziu simplesmente a sua dependência de modelos de linguagem avançados para operações sensíveis? E qual foi o verdadeiro catalisador para o corte — a classificação de risco nacional, as advertências de investigadores, ou algo mais? Por enquanto, a Anthropic e o governo americano mantêm silêncio sobre os detalhes.

Pode matar-nos a todos até ao final da década
— Jacob Coxon, investigador da Anthropic, em setembro de 2026
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