No futebol, as vitórias raramente pertencem apenas ao presente — elas carregam consigo o peso de disputas antigas e orgulhos feridos. Ao celebrar o título do Campeonato Paulista conquistado pelo Palmeiras com uma goleada de 4 a 0 sobre o São Paulo, o ex-presidente Paulo Nobre escolheu um símbolo carregado de história: bananas, referência direta a uma humilhação pública sofrida sete anos antes às mãos do rival Carlos Aidar. O que parecia uma simples comemoração revelava, na verdade, que certas contas do futebol só se acertam quando o placar permite.
Paulo Nobre provoca São Paulo após goleada palmeirense na final do Paulista
Heroica madeirada! Muito orgulho desse elenco que honra a camisa!
Por que Paulo Nobre resolveu provocar o São Paulo justamente agora, anos depois daquele episódio com Aidar?
Porque a vitória oferecia a oportunidade perfeita. Uma goleada de 4 a 0 em uma final, revertendo desvantagem — isso dá peso a qualquer provocação. Nobre estava celebrando, mas também liquidando uma conta antiga.
Mas precisamos ser claros: Nobre não é mais presidente do Palmeiras. Ele está falando como torcedor influente, não como mandatário. É uma provocação pessoal, não oficial.
E as bananas? Por que esse símbolo específico?
Porque em 2015, quando Aidar comeu bananas em coletiva, foi uma humilhação pública para Nobre. Agora Nobre retoma o mesmo símbolo, mas invertido — ele está dizendo que quem fica pequeno é o São Paulo, não o Palmeiras.
Exato. É uma ressignificação. Aidar usou as bananas para ridicularizar Nobre; Nobre agora as usa para ridicularizar o São Paulo. A questão é se Aidar ainda está envolvido nisso ou se é apenas uma provocação ao clube.
Aidar ainda era presidente do São Paulo em 2015?
Sim, mas precisamos verificar se ele ainda está no cargo agora. A provocação de Nobre pode estar direcionada a Aidar especificamente ou ao São Paulo em geral — a fonte não deixa isso totalmente claro.
De qualquer forma, o que importa é que Nobre resgata um conflito que marcou a história recente dos dois clubes. Não é só sobre futebol; é sobre poder, prestígio e quem fica por cima.
E o título em si? Qual é a importância dessa vitória para o Palmeiras?
É um título inédito para Abel Ferreira como técnico do Palmeiras, segundo Nobre. Mas mais que isso, é uma reversão espetacular — o São Paulo tinha tudo para vencer, e o Palmeiras virou a série de forma avassaladora.
Importante notar que Nobre menciona especificamente que é um título inédito para Abel e sua comissão. Isso sugere que o técnico é parte central da celebração, não apenas o elenco.
Il Polso
- O Palmeiras virou uma desvantagem de 3 a 1 com uma goleada histórica de 4 a 0 na final do Paulistão, com Danilo, Zé Rafael e Raphael Veiga (duas vezes) como protagonistas.
- Paulo Nobre, ex-presidente palmeirense, foi às redes sociais não apenas para celebrar, mas para reabrir uma ferida antiga com o rival São Paulo.
- A provocação veio carregada de simbolismo: bananas na caneca e emojis em sequência resgataram um episódio de 2015 em que o então presidente são-paulino Carlos Aidar o ridicularizou publicamente durante coletiva de imprensa.
- O conflito original nasceu de uma acusação de aliciamento do centroavante Allan Kardec, que acabou trocando o Palmeiras pelo São Paulo, deixando Nobre exposto ao escárnio de Aidar.
- Sete anos depois, com o título em mãos e o placar a seu favor, Nobre transformou o antigo símbolo de humilhação em troféu pessoal — a vitória em campo virou também uma vitória na memória do futebol paulista.
No futebol, as vitórias raramente pertencem apenas ao presente — elas carregam consigo o peso de disputas antigas e orgulhos feridos. Ao celebrar o título do Campeonato Paulista conquistado pelo Palmeiras com uma goleada de 4 a 0 sobre o São Paulo, o ex-presidente Paulo Nobre escolheu um símbolo carregado de história: bananas, referência direta a uma humilhação pública sofrida sete anos antes às mãos do rival Carlos Aidar. O que parecia uma simples comemoração revelava, na verdade, que certas contas do futebol só se acertam quando o placar permite.
Paulo Nobre escolheu as redes sociais para celebrar o título do Campeonato Paulista conquistado pelo Palmeiras de uma forma que deixava pouco espaço para interpretações: a vitória era também um recado. O Verdão havia derrotado o São Paulo por 4 a 0 na final, com gols de Danilo, Zé Rafael e dois de Raphael Veiga, revertendo de forma avassaladora a vantagem de 3 a 1 que o Tricolor havia construído no primeiro jogo.
Nobre postou uma foto segurando uma caneca decorada com bananas e levantando quatro dedos — referência direta aos gols palmeirenses. A legenda exaltava o elenco e o técnico Abel Ferreira com entusiasmo genuíno, mas os emojis de banana que a acompanhavam carregavam um peso muito maior do que uma simples celebração.
O símbolo remetia a 2015, quando Nobre acusou o então presidente do São Paulo, Carlos Aidar, de aliciar o centroavante Allan Kardec, jogador que o Palmeiras desejava manter. Kardec foi para o rival, e Aidar respondeu às acusações de maneira memorável: durante uma coletiva de imprensa no CT da Barra Funda, comeu bananas enquanto falava, ridicularizando Nobre e chamando sua atitude de 'patética' e 'juvenil'.
Sete anos depois, com o título estadual conquistado de forma dramática, Nobre ressuscitava o episódio — desta vez não como alvo da zombaria, mas como quem tem a última palavra. O que as bananas representavam como humilhação em 2015 voltava agora como instrumento de provocação, embalado por uma goleada que transformou a derrota em memória e a vitória em vingança simbólica.
Paulo Nobre, que presidiu o Palmeiras em anos anteriores, tomou as redes sociais no domingo para celebrar a conquista do Campeonato Paulista de forma que deixava claro: a vitória era também um recado ao rival. O Palmeiras havia vencido o São Paulo por 4 a 0 na final, com gols de Danilo, Zé Rafael e dois de Raphael Veiga — uma reversão dramática após o Tricolor ter construído uma vantagem de 3 a 1 no primeiro jogo da série.
Nobre postou uma foto mostrando quatro dedos levantados, referência direta aos quatro gols palmeirenses, enquanto segurava uma caneca decorada com bananas. A legenda exaltava o elenco e o técnico Abel Ferreira, mas o símbolo das bananas carregava um peso que ia muito além da simples celebração. "Heroica madeirada! Muito orgulho desse elenco que honra a camisa! Muito feliz por mais esse Paulistão pro Palmeiras e por mais esse título inédito pro Abel e sua Comissão técnica! Muito merecido! Dia inesquecível!", escreveu, acompanhado de uma sequência de emojis de bananas.
As bananas não eram um detalhe aleatório. Elas remetiam a um episódio que havia marcado a rivalidade entre Nobre e Carlos Aidar, ex-presidente do São Paulo, quando ambos comandavam seus respectivos clubes. Em 2015, Nobre havia acusado Aidar de aliciar o centroavante Allan Kardec, jogador que o Palmeiras desejava manter em seu elenco. Kardec, porém, optou por se transferir para o São Paulo.
A resposta de Aidar foi memorável e, agora, ressuscitada pela provocação de Nobre. Durante uma entrevista coletiva no CT da Barra Funda, Aidar comeu bananas enquanto falava, uma forma de ridicularizar as acusações e o próprio Nobre. Na ocasião, o ex-mandatário do São Paulo disse que o Palmeiras estava "se apequenando" e qualificou a atitude de Nobre como uma "manifestação patética" e "juvenil".
Sete anos depois, com o Palmeiras conquistando o título estadual de forma avassaladora e revertendo uma desvantagem que parecia confortável, Nobre retomava o símbolo das bananas — agora não como alvo de zombaria, mas como instrumento de sua própria provocação. A goleada na final oferecia o contexto perfeito para ressuscitar uma velha rivalidade pessoal, transformando a vitória em campo em uma vitória também no terreno das redes sociais e da memória do futebol paulista.
Citazioni salienti
Muito feliz por mais esse Paulistão pro Palmeiras e por mais esse título inédito pro Abel e sua Comissão técnica! Muito merecido! Dia inesquecível!— Paulo Nobre, ex-presidente do Palmeiras, em postagem no Instagram
O Palmeiras estava se apequenando— Carlos Aidar, ex-presidente do São Paulo, em resposta a Nobre em 2015