Num fim de noite de quarta-feira em São Paulo, o Palmeiras atravessou mais uma das travessias que o futebol reserva às grandes campanhas: um jogo decidido por detalhes, uma vantagem que se dissolveu e, por fim, a marca de pênaltis como juiz da sorte. Ao derrotar o Fluminense por 1 a 0 no Nubank Parque e confirmar a classificação na disputa de cobranças, o time paulista garantiu sua oitava final de Libertadores, um lugar que o clube vem construindo ao longo de décadas. A decisão confirma também o peso crescente de Abel Ferreira na história do torneio, cuja trajetória agora se mede em finais e t
Palmeiras sofre, mas bate Fluminense nos pênaltis e chega à final da Libertadores
Restaram os pênaltis, nos quais o Palmeiras sobreviveu.
O Palmeiras perdeu em casa por 1 a 0 e mesmo assim está na final. Como isso se explica?
Porque venceu a ida por 2 a 1 no Maracanã. A derrota igualou o agregado, e aí a vaga se decidiu nos pênaltis, onde o Palmeiras prevaleceu.
E o jogo em si, foi bom?
Foi truncado. Muitos erros de passe, poucas chances, e os dois goleiros quase não trabalharam no primeiro tempo. O Palmeiras só melhorou na segunda metade do segundo tempo.
Vale notar que o gol do Fluminense saiu justamente nessa fase de melhora palmeirense. Hércules chutou de fora da área após jogada individual de Wesley Natã.
E o peso para Abel Ferreira?
Será a quarta final dele no clube. Ele passa a dividir a segunda posição entre os treinadores com mais finais, com Felipão, Scarone e Cubilla. Bianchi lidera, com cinco.
Uma ressalva: o texto não detalha o placar das cobranças nem quem converteu ou perdeu. Sabemos o desfecho, não o roteiro.
Quem pode ser o rival na final?
O Flamengo, se passar pelo Estudiantes. A ida terminou 0 a 0, e a volta é quinta-feira, às 21h30, no Maracanã.
Então o Flamengo ainda é só uma possibilidade. Nada está definido até o jogo de quinta.
Der Puls
- O Palmeiras viu uma vantagem conquistada no Maracanã se igualar no agregado e precisou recorrer aos pênaltis para não cair.
- O Fluminense começou pressionando e assustou logo no primeiro minuto, mas perdeu fôlego e o jogo se tornou truncado, cheio de erros de passe.
- Um gol de Hércules, de fora da área, após jogada individual de Wesley Natã, mudou o rumo da noite e deixou a torcida alviverde ansiosa.
- Com a classificação nas cobranças, o Palmeiras chega à oitava final da competição e a quarta sob Abel Ferreira, enquanto aguarda o vencedor entre Flamengo e Estudiantes.
Num fim de noite de quarta-feira em São Paulo, o Palmeiras atravessou mais uma das travessias que o futebol reserva às grandes campanhas: um jogo decidido por detalhes, uma vantagem que se dissolveu e, por fim, a marca de pênaltis como juiz da sorte. Ao derrotar o Fluminense por 1 a 0 no Nubank Parque e confirmar a classificação na disputa de cobranças, o time paulista garantiu sua oitava final de Libertadores, um lugar que o clube vem construindo ao longo de décadas. A decisão confirma também o peso crescente de Abel Ferreira na história do torneio, cuja trajetória agora se mede em finais e títulos.
A noite começou com alerta: Arana, do Fluminense, chutou cruzado logo no primeiro minuto, e o goleiro Carlos Miguel precisou agir. O visitante não tinha ido a São Paulo apenas para se defender.
O Palmeiras chegava com a vantagem de 2 a 1 construída no Maracanã. Mas, no tempo regulamentar, perdeu por 1 a 0, o que igualou o agregado e levou a vaga para os pênaltis. Ali o time paulista levou a melhor.
O jogo foi nervoso e truncado, com erros dos dois lados. O segundo tempo trouxe uma melhora palmeirense, com finalização de Sosa que assustou, até que Hércules, após jogada individual de Wesley Natã, chutou de fora da área e marcou. A torcida empurrou, mas as chances seguintes foram desperdiçadas, e restaram os pênaltis.
A classificação tem peso também para Abel Ferreira, que chega à quarta final do Palmeiras sob seu comando. O adversário ainda não está definido e pode ser o Flamengo, que enfrenta o Estudiantes na volta desta quinta-feira, no Maracanã.
Aos primeiros segundos do jogo no Nubank Parque, o Palmeiras já tinha motivo para se preocupar. Arana, do Fluminense, chutou cruzado ainda no primeiro minuto, e o goleiro Carlos Miguel precisou trabalhar para evitar o gol. Era o recado de um time que não tinha ido a São Paulo apenas para se defender.
O Palmeiras chegava à semifinal da Libertadores com a vantagem construída no Maracanã, onde havia vencido por 2 a 1. Nesta quarta-feira, perdeu por 1 a 0 no tempo regulamentar, o que igualou o placar agregado e levou a decisão da vaga para os pênaltis. Nas cobranças, o time paulista levou a melhor e garantiu a oitava final de Libertadores de sua história.
O Fluminense começou corajoso, subindo a marcação para atrapalhar a saída de bola palmeirense, mas não conseguiu manter a pressão no campo de ataque. Aos poucos o jogo ficou truncado, com erros de passe dos dois lados e poucas alternativas ofensivas. Depois da pausa para hidratação, a situação se inverteu: foi o Palmeiras que passou a pressionar a saída tricolor e a ganhar espaço no campo adversário, ainda que sem agressividade para finalizar.
Perto do fim do primeiro tempo, o time da casa recuou e viu o Fluminense rodar a bola muito perto da área, o que exigiu desarmes providenciais dos defensores. Quando o árbitro Esteban Ostojich encerrou a etapa, nem Fábio nem Carlos Miguel tinham tido muito trabalho.
O segundo tempo começou nervoso, com muitos erros dos dois times. O Palmeiras buscava os lados do campo, mas as jogadas costumavam terminar com um atacante encurralado perto da linha de fundo, sem opção de passe. Arias e Flaco ficaram isolados, e o meio-campo, cheio de volantes, teve dificuldade para articular o jogo.
Na segunda metade da etapa final, os palmeirenses melhoraram e criaram lances mais consistentes, como uma finalização de Sosa que acertou a rede pelo lado de fora e assustou o Fluminense. Foi justamente quando a equipe da casa crescia que Hércules recebeu a bola depois de uma ótima jogada individual de Wesley Natã e chutou de fora da área para vencer Carlos Miguel.
A torcida alviverde decidiu apoiar o time assim que o gol saiu, e os jogadores fizeram algum esforço, mas as poucas chances criadas foram desperdiçadas. Restaram os pênaltis, nos quais o Palmeiras sobreviveu.
A classificação tem peso também para Abel Ferreira, que já ergueu duas taças do torneio. Será a quarta final do Palmeiras sob seu comando, o que o coloca na segunda posição entre os treinadores com mais finais de Libertadores, ao lado de Felipão e dos uruguaios Roberto Scarone e Luis Cubilla. O líder é o argentino Carlos Bianchi, com cinco finais, das quais venceu quatro.
O adversário na decisão ainda não está definido e pode ser o Flamengo, grande rival palmeirense. Ele empatou sem gols com o Estudiantes na ida e joga a volta nesta quinta-feira, às 21h30, no Maracanã.