Há algo de simbólico no retorno do Palmeiras do Mundial de Clubes direto para um empate em casa: o Allianz Parque, que deveria ser fortaleza, tornou-se palco de uma sequência de seis rodadas sem vitória no Brasileirão. Diante do Mirassol, na quarta-feira à noite, o time de Abel Ferreira dominou, criou, mas não converteu — e um estreante chamado Chico da Costa, em apenas 14 minutos em campo, foi suficiente para igualar o que Facundo Torres havia conquistado. O futebol, como sempre, lembra que o controle do jogo e o controle do resultado são coisas distintas.
Palmeiras empata com Mirassol e segue sem vencer em casa no Brasileirão
Dominou, criou chances, mas não conseguiu vencer em casa
Por que esse empate em casa é tão preocupante para o Palmeiras? Não é só um ponto perdido?
É mais do que isso. O Palmeiras não vence em casa há seis rodadas no Brasileirão. Isso cria uma dinâmica psicológica — o time domina, cria chances, mas não consegue converter. Contra o Mirassol, teve oito finalizações no primeiro tempo e ainda assim saiu do jogo sem vitória.
Mas preciso questionar: o Mirassol jogou bem ou o Palmeiras jogou mal? Porque a narrativa pode ser "Palmeiras não consegue vencer em casa" ou "Mirassol fez um bom jogo defensivo e aproveitou a chance que teve".
Ambas as coisas. O Mirassol foi eficiente — entrou Chico da Costa e em 14 minutos empatou. Mas o Palmeiras realmente desperdiçou chances, especialmente com Vitor Roque errando decisões simples.
E Felipe Anderson? Ele foi bem?
Sim, Felipe Anderson foi a melhor notícia ofensiva do Palmeiras. Funcionou bem pela esquerda, criou espaço, foi uma novidade que funcionou. Mas não foi o suficiente.
Uma coisa que me intriga: Vitor Roque errou decisões, mas quantas chances realmente claras o Palmeiras teve? Oito finalizações no primeiro tempo é muita coisa, mas finalizações podem ser chutes de longe, bolas bloqueadas. Qual era a qualidade dessas chances?
Essa é uma pergunta justa. O relato mostra que Vitor Roque teve oportunidades onde era o responsável por finalizar e errou — preferiu ajustar a bola em vez de bater de primeira. Isso sugere chances reais, não apenas tentativas desesperadas.
E para frente, qual é o cenário?
Flaco López está suspenso, então o Palmeiras enfrenta o Atlético-MG no domingo sem ele. É um adversário forte, e a pressão por uma vitória em casa vai ser ainda maior.
Mas também é importante notar: essa sequência sem vitórias em casa é real e preocupante, mas o Palmeiras ainda está competindo, ainda cria chances. Não é um colapso, é uma ineficiência que precisa ser corrigida.
The Pulse
- O Palmeiras dominou o primeiro tempo com oito finalizações contra uma do adversário, mas saiu para o intervalo sem marcar — um desequilíbrio entre volume e eficiência que já anunciava o perigo.
- Vitor Roque acumulou decisões erradas no ataque, desperdiçando posições favoráveis ao hesitar onde a objetividade era exigida.
- O gol de Facundo Torres, desviado no zagueiro e que enganou o goleiro Walter, abriu o placar no segundo tempo — mas a vantagem durou menos do que o Palmeiras esperava.
- Rafael Guanaes lançou Chico da Costa, recém-chegado do Cerro Porteño, e o estreante precisou de apenas 14 minutos para empatar com um chute de canhota — enquanto as substituições de Abel Ferreira não produziram o mesmo efeito.
- Com Flaco López suspenso pelo terceiro amarelo, o Palmeiras enfrenta o Atlético-MG no domingo no Allianz Parque, ainda carregando o peso de seis rodadas sem vencer em casa no Brasileirão.
Há algo de simbólico no retorno do Palmeiras do Mundial de Clubes direto para um empate em casa: o Allianz Parque, que deveria ser fortaleza, tornou-se palco de uma sequência de seis rodadas sem vitória no Brasileirão. Diante do Mirassol, na quarta-feira à noite, o time de Abel Ferreira dominou, criou, mas não converteu — e um estreante chamado Chico da Costa, em apenas 14 minutos em campo, foi suficiente para igualar o que Facundo Torres havia conquistado. O futebol, como sempre, lembra que o controle do jogo e o controle do resultado são coisas distintas.
O Palmeiras voltou do Mundial de Clubes e encontrou em casa o mesmo problema que havia deixado: a dificuldade de vencer no Allianz Parque pelo Brasileirão. Na quarta-feira, pela 14ª rodada, o empate por 1 a 1 com o Mirassol estendeu para seis rodadas a sequência sem triunfo como mandante.
No primeiro tempo, o time de Abel Ferreira impôs seu ritmo. Felipe Anderson funcionou bem pela esquerda, Facundo Torres aparecia em posições de finalização e o Palmeiras acumulou oito chutes contra apenas um do adversário. Vitor Roque, atuando como pivô, teve momentos de bom posicionamento, mas errou em decisões cruciais — em uma delas, parou para ajustar a bola para a perna esquerda quando o momento pedia a finalização imediata. O Mirassol quase chegou com Alesson, mas Gustavo Gómez fez o corte providencial.
O gol saiu no segundo tempo: Ríos encontrou Veiga na área, que tocou de calcanhar para Torres. A finalização desviou no zagueiro e enganou Walter, abrindo o placar para o time da casa. A vantagem, porém, durou pouco. Rafael Guanaes lançou Chico da Costa, centroavante recém-contratado vindo do Cerro Porteño. O Palmeiras reduziu o ritmo, o Mirassol trocou passes com mais tranquilidade, e em 14 minutos o estreante já havia empatado: após cabeceio de Jemmes na área, Chico da Costa apareceu para mandar de canhota para as redes.
As mudanças de Abel Ferreira — Allan e Ramón Sosa — não reequilibraram o jogo. O Palmeiras manteve volume, mas perdeu as chances claras. Sosa chegou a ficar cara a cara com Walter, mas estava impedido. O empate se manteve até o fim, diante de 38.896 torcedores. Com Flaco López suspenso, o próximo desafio é o Atlético-MG, no domingo, novamente no Allianz Parque.
O Palmeiras saiu do Mundial de Clubes e voltou direto para uma realidade incômoda: mais um jogo em casa sem conseguir vencer. Na quarta-feira, diante do Mirassol pela 14ª rodada do Brasileirão, o time alviverde empatou por 1 a 1 no Allianz Parque, estendendo uma sequência que já preocupa. Facundo Torres abriu o placar para o Palmeiras, mas Chico da Costa, estreante do Mirassol vindo do Cerro Porteño, igualou a partida e manteve os visitantes com um ponto.
O jogo começou com ambas as equipes buscando o ataque, mas foi o Palmeiras quem conseguiu impor seu ritmo. Felipe Anderson, novidade pela esquerda, funcionou bem e criou espaço para as movimentações ofensivas. Facundo Torres aproveitava a mobilidade para aparecer em posições de finalização. Vitor Roque, atuando como pivô, teve momentos importantes de posicionamento, mas errou em decisões cruciais — em uma delas, preferiu ajustar a bola para a perna esquerda em vez de bater de primeira e perdeu a oportunidade. O Mirassol chegou perto uma única vez, quando Alesson quase ficou de frente para o gol aberto, mas Gustavo Gómez fez um corte providencial. No primeiro tempo, o Palmeiras finalizou oito vezes contra apenas uma do adversário, dominando completamente a posse e a circulação de bola.
O intervalo chegou com o Palmeiras no controle, mas ainda sem conseguir abrir o placar. Quando o jogo retomou, a pressão alviverde continuou. Antes de dez minutos do segundo tempo, Ríos encontrou Veiga na área. O meia tocou de calcanhar para Facundo Torres, que finalizou. A bola desviou no zagueiro do Mirassol e enganou Walter, o goleiro ex-corintiano, abrindo o placar para o time da casa.
Rafael Guanaes, técnico do Mirassol, respondeu com uma mudança que funcionou. Colocou Chico da Costa em campo — o centroavante recém-contratado que havia chegado do Cerro Porteño. O Palmeiras, talvez confiante com a vantagem, reduziu o ritmo e permitiu que o Mirassol trocasse passes com mais tranquilidade. Em apenas 14 minutos em campo, Chico da Costa já havia deixado sua marca. Neto Moura fez um lançamento para a área, Jemmes cabeceou para o meio, e o estreante apareceu para mandar de canhota para as redes, empatando a partida.
Quando Abel Ferreira tentou reagir com mudanças — entraram Allan e Ramón Sosa — o efeito não foi o mesmo que o Mirassol havia conseguido. O Palmeiras ficou desconectado na frente, mantendo volume de jogo mas perdendo as chances claras que criava antes. Ramón Sosa chegou a ter uma oportunidade cara a cara com Walter, mas estava em posição de impedimento. Sem novas chances significativas, o empate se manteve até o apito final.
O resultado deixa o Palmeiras em uma situação delicada como mandante. A última vitória em casa no Brasileirão havia sido contra o São Paulo, pela oitava rodada — isso significa que há seis rodadas o time não consegue vencer no Allianz Parque. Flaco López, que recebeu amarelo nesta partida, está suspenso para o próximo compromisso. O Palmeiras volta a jogar em casa no domingo, às 17h30, contra o Atlético-MG, enquanto o Mirassol enfrenta o Santos no sábado, também como mandante, às 18h30. A renda da partida foi de R$ 2.115.948,15, com 38.896 torcedores presentes.
Notable Quotes
Felipe Anderson funcionou bem pela esquerda, criando espaço para as movimentações ofensivas do Palmeiras— Análise da partida
Vitor Roque acumulou decisões erradas no ataque, preferindo ajustar a bola em vez de bater de primeira— Análise da partida