No Rio de Janeiro, onde o poder sempre foi disputado com intensidade, uma pesquisa da Quaest revela que Eduardo Paes carrega consigo a preferência de mais de um terço do eleitorado, enquanto seus adversários ainda buscam se firmar no imaginário coletivo. A vantagem de Paes não é apenas numérica — ela se sustenta em cenários de segundo turno e em altos índices de reconhecimento, sinalizando que a corrida eleitoral de 2026 pode já ter encontrado seu eixo central. Com 58% dos eleitores declarando voto definido, o tempo para reviravolta se estreita, e a campanha entra em uma fase em que consolidar
Paes lidera corrida pelo governo do Rio com 37%; Ruas tem 14%
Paes vence simulações de segundo turno com folga confortável
Como se explica a diferença tão grande entre a pesquisa estimulada, onde Paes tem 37%, e a espontânea, onde cai para 16%?
A pesquisa espontânea mostra que quando você não apresenta os nomes, a maioria das pessoas não consegue lembrar de nenhum candidato — 69% ficam indecisos. Isso é normal em campanhas. A estimulada, onde você lê a lista de nomes, mede a preferência real entre as opções disponíveis.
Mas isso também significa que a campanha de Paes depende muito de ele estar presente na mente das pessoas quando elas vão votar. Se a campanha arrefecer, esses números podem cair.
Ruas tem apenas 14%, mas sua rejeição é muito baixa — só 21%. Isso não sugere que ele tem potencial de crescimento?
Sim, é um ponto interessante. Ruas é pouco conhecido — 59% dos eleitores não o conhecem. Isso significa que há espaço para ele crescer se conseguir se apresentar melhor ao eleitorado.
Mas também pode significar que ele é irrelevante para a maioria. Conhecimento baixo não é automaticamente potencial de crescimento; pode ser simplesmente falta de penetração.
Garotinho tem 68% de rejeição. Como alguém com esse nível de rejeição ainda está na disputa?
Porque ele é conhecido. Dos 68% que o rejeitam, 17% ainda dizem que o conhecem e votariam nele. Ele tem uma base, mesmo que pequena. E há eleitores que ainda não o conhecem — 15%.
Verdade, mas 68% é um número muito alto. Mesmo que ele crescesse entre os 15% que não o conhecem, seria difícil compensar essa rejeição massiva.
O fato de 58% já terem definido seu voto significa que a eleição está decidida?
Não necessariamente. Significa que a maioria já escolheu, mas 42% ainda podem mudar. Em uma eleição com 37% para o líder, esses 42% indecisos são suficientes para alterar o resultado.
E há ainda 20% de indecisos na pesquisa estimulada. Isso é uma quantidade considerável de voto em jogo. Não é decidido, mas Paes tem uma vantagem clara.
Le Pouls
- Eduardo Paes domina a disputa com 37% das intenções de voto, uma vantagem de 23 pontos sobre o segundo colocado, Douglas Ruas, do PL.
- Garotinho, apesar de décadas de história política no estado, acumula a maior rejeição entre os candidatos — 68% dos eleitores dizem que não votariam nele.
- Ruas tem a menor rejeição (21%), mas 59% do eleitorado simplesmente não o conhece, revelando uma candidatura que ainda não saiu do papel para as ruas.
- Nas simulações de segundo turno, Paes vence com folga tanto contra Ruas (50% a 20%) quanto contra Garotinho (53% a 12%), consolidando-se como favorito inequívoco.
- Com 58% dos eleitores já decididos, a janela para grandes mudanças no cenário se fecha, e a campanha entra em modo de resistência mais do que de conquista.
No Rio de Janeiro, onde o poder sempre foi disputado com intensidade, uma pesquisa da Quaest revela que Eduardo Paes carrega consigo a preferência de mais de um terço do eleitorado, enquanto seus adversários ainda buscam se firmar no imaginário coletivo. A vantagem de Paes não é apenas numérica — ela se sustenta em cenários de segundo turno e em altos índices de reconhecimento, sinalizando que a corrida eleitoral de 2026 pode já ter encontrado seu eixo central. Com 58% dos eleitores declarando voto definido, o tempo para reviravolta se estreita, e a campanha entra em uma fase em que consolidar é mais urgente do que conquistar.
A pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto coloca Eduardo Paes, ex-prefeito do Rio e filiado ao PSD, na liderança da corrida ao governo estadual com 37% das intenções de voto. Douglas Ruas, do PL, aparece em segundo com 14%, e Anthony Garotinho, pelo Republicanos, soma 7%. Os demais candidatos não ultrapassam 3%, e 20% do eleitorado ainda se declara indeciso.
Quando a pesquisa é feita de forma espontânea — sem apresentar a lista de nomes — o cenário muda: Paes cai para 16%, Ruas para 7%, e 69% dos eleitores se dizem indecisos, revelando que o reconhecimento dos candidatos depende fortemente do estímulo externo.
Nos cenários de segundo turno, Paes amplia sua vantagem. Contra Ruas, vence por 50% a 20%. Contra Garotinho, a margem é ainda maior: 53% a 12%. Em ambos os casos, uma fatia relevante do eleitorado optaria por branco, nulo ou nenhum dos dois.
A rejeição traça perfis distintos: Garotinho lidera com 68% de rejeição, enquanto apenas 17% votariam nele. Paes tem 41% de rejeição, mas 52% afirmam que o conhecem e votariam. Ruas tem a menor rejeição — 21% —, porém 59% dos eleitores ainda não o conhecem, indicando que sua candidatura carece de penetração.
Um dado estrutural define o momento: 58% dos eleitores já tomaram sua decisão e não pretendem mudar. Os 42% restantes representam a margem real de disputa até o dia da eleição. A pesquisa, contratada pela Globo e registrada na Justiça Eleitoral, ouviu 1.302 eleitores entre 21 e 24 de agosto, com margem de erro de três pontos e confiança de 95%.
A corrida pelo governo do Rio de Janeiro tem um líder claro. Eduardo Paes, ex-prefeito da capital e filiado ao PSD, aparece com 37% das intenções de voto em levantamento da Quaest divulgado nesta terça-feira, 25 de agosto. O segundo colocado, Douglas Ruas do PL, fica bem atrás com 14%. Anthony Garotinho, ex-governador pelo Republicanos, soma apenas 7%. A pesquisa ouviu 1.302 eleitores entre 21 e 24 de agosto e tem margem de erro de três pontos porcentuais.
Os demais candidatos ocupam posições marginais na disputa. William Siri registra 3% das intenções. Coronel Busnello, Cyro Garcia e Juliete aparecem com 1% cada. Luan Monteiro e André Marinho não conseguem nem 1%. Uma parcela significativa do eleitorado ainda não se decidiu: 20% estão indecisos, enquanto 16% afirmam que votarão em branco, nulo ou simplesmente não irão votar.
Quando os nomes dos candidatos não são sugeridos aos entrevistados — o que os pesquisadores chamam de pesquisa espontânea — o cenário muda drasticamente. Paes cai para 16%, Ruas para 7%, e Garotinho e Siri para 1% cada. Nesse formato, 69% dos eleitores se declaram indecisos, revelando que a maioria ainda não tem um candidato em mente quando não é apresentada a lista de nomes. Apenas 5% mencionam que votarão em branco, nulo ou não irão votar.
A pesquisa também testou cenários de segundo turno. Se a disputa final for entre Paes e Ruas, o candidato do PSD vence com 50% contra 20% do rival do PL. Nesse cenário, 12% permanecem indecisos e 18% optariam por branco, nulo ou nenhum dos dois. Contra Garotinho, Paes amplia ainda mais sua vantagem: 53% contra 12%. Aqui, 11% estão indecisos e 24% escolheriam branco, nulo ou nenhum candidato.
A rejeição aos candidatos revela dinâmicas distintas. Garotinho é o mais rejeitado: 68% dos entrevistados não votariam nele. Apenas 17% dizem que o conhecem e votariam, enquanto 15% afirmam não conhecê-lo. Paes tem rejeição de 41%, mas 52% afirmam que o conhecem e votariam nele, contra 7% que não o conhecem. Ruas, por sua vez, tem a menor rejeição: apenas 21%. Porém, 59% dos eleitores dizem não conhecê-lo, sugerindo que sua candidatura ainda não penetrou amplamente no eleitorado.
Um dado importante para entender o momento da campanha: 58% dos eleitores já definiram seu voto e não pretendem mudá-lo. Os outros 42% ainda podem mudar de ideia até o dia da eleição. Essa proporção sugere que a disputa está em fase avançada, com a maioria do eleitorado já tendo feito suas escolhas, deixando espaço limitado para grandes oscilações.
A pesquisa foi contratada pela Globo e registrada na Justiça Eleitoral sob o número RJ-08748/2026. O nível de confiança é de 95%, o que significa que os resultados têm alta probabilidade de refletir a realidade do eleitorado fluminense naquele período.
Citations marquantes
58% dos eleitores já definiram seu voto e não pretendem mudá-lo— Pesquisa Quaest