Em um comício que celebrava quase meio século da Revolução Sandinista, Daniel Ortega removeu a última máscara: não haverá mais eleições na Nicarágua. O gesto não surpreendeu quem acompanha o regime, mas formalizou o que já era evidente — um governo que, ao longo de quase duas décadas, substituiu a democracia pelo controle total. A comunidade internacional observa, condena e aperta o cerco, enquanto o povo nicaraguense perde o único instrumento formal que lhe restava para influenciar seu próprio destino.
Ortega anuncia fim das eleições na Nicarágua e abandona aparência democrática
Líderes da oposição e empresários foram presos durante campanhas eleitorais; população perde direito de escolher governo.