Aos 81 anos, a Organização das Nações Unidas não enfrenta apenas uma crise de recursos ou de liderança — enfrenta uma crise de sentido. A instituição concebida para ordenar o mundo após a barbárie da Segunda Guerra Mundial vê-se hoje presa numa fragmentação que ela própria não consegue arbitrar, enquanto conflitos, clima e tecnologia avançam sem esperar por consenso. A escolha de um novo Secretário-Geral, em meio à Semana de Alto Nível mais carregada de urgências em décadas, coloca uma pergunta que transcende a diplomacia: ainda é possível governar o mundo em comum?