Os incêndios que devastaram França e Espanha neste verão não são caprichos do acaso, mas sintomas de um planeta que aquece a um ritmo que a civilização ainda não aprendeu a acompanhar. Cerca de 220 mil pessoas foram deslocadas, 77 mil hectares consumidos a oeste de Madrid, e o secretário executivo da ONU para as Alterações Climáticas, Simon Stiell, veio lembrar que este sofrimento tem causa e tem nome: a dependência contínua do carvão, do petróleo e do gás. O que arde nas florestas ibéricas e francesas é também o reflexo de uma escolha coletiva que o mundo ainda não teve coragem de abandonar p
ONU alerta: humanidade deve abandonar combustíveis fósseis face a incêndios devastadores
Cerca de 220 mil pessoas deslocadas de suas casas em França; quase 4 mil evacuadas da costa atlântica de Gironda; uma morte registada em incêndios de Valência em Espanha.