No cruzamento entre soberania e comércio global, o Irã apresentou a Omã uma proposta que redefiniria o trânsito pelo Estreito de Ormuz — exigindo que ambas as direções do tráfego passem por águas iranianas, sob o argumento de segurança nacional após ataques sofridos no início do ano. O que parece uma disputa técnica sobre rotas marítimas carrega o peso de um terço do petróleo comercializado no mundo, e a ameaça de manter o bloqueio caso Mascate recuse revela que Teerã não busca apenas garantias — busca controle.