ONG resgata 70 cães de fazenda de carne na Coreia do Sul

Aproximadamente 70 cães foram resgatados de condições de confinamento extremo e miséria em gaiolas precárias, com estimativas desconhecidas de quantos animais já foram mortos na propriedade.
É difícil imaginar quantos cães já foram mortos ali
A organização reflete sobre a capacidade da fazenda e o destino dos animais que não foram resgatados.
Mark

Como uma organização consegue acesso a uma fazenda dessas para fazer um resgate?

Mimi

A Human World for Animals trabalha com contatos locais e, às vezes, consegue negociar com os proprietários. Não é sempre que é possível, mas quando é, eles agem rápido.

Luke

A gente sabe se essa fazenda específica foi fechada, ou se continua operando?

Mark

Setenta cães é um número grande, mas a propriedade tem capacidade para mil. Isso significa que a maioria dos cães que passaram por lá não foi resgatada?

Mimi

Exatamente. Esses setenta são os últimos sobreviventes. Os outros já foram mortos para consumo.

Luke

A fonte não diz quantos morreram. Podemos apenas inferir que foi um número significativo, mas não temos um número real.

Mark

Por que a lei aprovada em 2024 só entra em vigor em 2027? Isso parece um atraso proposital.

Mimi

Pode ser uma transição gradual para dar tempo à indústria se adaptar, ou pode ser resistência política. A fonte não especifica o motivo.

Luke

Certo — sabemos que há um intervalo de três anos, mas não sabemos por quê. Isso é importante para entender se há esperança de mudança real ou se é apenas um adiamento.

Mark

Os cães resgatados vão conseguir se adaptar a uma vida normal depois de tanto confinamento?

Mimi

É por isso que vão para centros de reabilitação. Precisam de tempo, cuidado e treinamento para aprender a confiar novamente.

Luke

A fonte não diz quanto tempo leva esse processo ou qual é a taxa de sucesso na adoção. Sabemos que vai acontecer, mas não sabemos como vai ser.

  • Setenta cães encontrados em gaiolas enferrujadas e superlotadas representam apenas uma fração dos animais que passaram por uma fazenda com capacidade para mil — a maioria sem sobreviver.
  • A indústria de carne canina persiste amparada por crenças populares sobre supostos benefícios à saúde, desmentidas por especialistas, mas ainda suficientemente arraigadas para manter o negócio ativo.
  • Uma lei aprovada em janeiro de 2024 proíbe a prática na Coreia do Sul, mas sua vigência plena só começa em fevereiro de 2027, deixando um vácuo legal de quase três anos em que fazendas continuam operando.
  • Metade dos cães resgatados já segue para centros de reabilitação nos EUA e Canadá; mães e filhotes viajarão no próximo ano, todos destinados à adoção — aprendendo, pela primeira vez, o que é viver fora de uma gaiola.

Na Coreia do Sul, onde uma lei histórica foi aprovada em 2024 mas ainda não entrou plenamente em vigor, cerca de 70 cães foram resgatados de uma fazenda de abate pela organização Human World for Animals — sobreviventes de um espaço projetado para mil animais, a maioria dos quais não teve a mesma sorte. O resgate ilumina a tensão entre mudança legislativa e realidade cotidiana: enquanto a proibição definitiva aguarda fevereiro de 2027, fazendas como essa operam na lacuna entre o que a lei prometeu e o que ainda permite.

Setenta cães foram libertados de uma fazenda de abate na Coreia do Sul pela organização Human World for Animals. Eles estão entre os últimos sobreviventes de uma propriedade com capacidade para mil animais — o que diz muito sobre o destino de todos os que vieram antes.

As condições eram as que se repetem nesse tipo de operação: gaiolas de arame enferrujadas, espaço mínimo, confinamento sem perspectiva. A organização descreveu o lugar como miséria pura e reconheceu, publicamente, que ninguém sabe ao certo quantos cães já foram mortos ali. Podem ter sido centenas.

O consumo de carne de cachorro ainda persiste em partes da Ásia, sustentado por crenças antigas sobre supostos benefícios à saúde — fortalecimento do sangue, combate ao cansaço — que especialistas refutam. É essa crença que mantém a indústria viva enquanto a lei tenta alcançá-la.

A Assembleia Nacional sul-coreana aprovou em janeiro de 2024 uma lei que proíbe a indústria de carne de cães, mas a proibição só entra em vigor integralmente em fevereiro de 2027. Nesse intervalo de quase três anos, fazendas como essa continuam operando dentro da legalidade.

Dos setenta resgatados, metade já está a caminho de centros de reabilitação nos Estados Unidos e no Canadá — animais que precisam aprender o que é confiança, o que é um lar. As mães e seus filhotes viajarão no próximo ano, quando estiverem mais fortes. Todos serão colocados para adoção. Nenhum voltará.

Setenta cães foram libertados de uma fazenda de carne canina na Coreia do Sul pela organização Human World for Animals. Os animais que saíram dali estão entre os últimos sobreviventes de uma propriedade com capacidade para abrigar até mil cães — o que significa que muitos outros passaram por aquele lugar antes deles, e a maioria não saiu viva.

A fazenda funcionava como tantas outras na região: gaiolas de arame enferrujadas dispostas em fileiras, espaço mínimo, condições que a organização descreveu como miséria pura. Os cães passaram suas vidas confinados ali, sem perspectiva de resgate, até que ativistas conseguissem acesso à propriedade e negociassem sua libertação. A organização publicou nas redes sociais uma reflexão sobre o lugar: "É difícil imaginar quantos cães já foram mortos aqui para servir de alimento." Ninguém sabe o número exato. Pode ter sido centenas. Pode ter sido mais.

O consumo de carne de cachorro persiste em partes da Ásia, incluindo a Coreia do Sul, onde alguns acreditam — incorretamente, segundo especialistas — que a prática oferece benefícios à saúde, como fortalecer o sangue ou combater o cansaço. É uma crença antiga, mas que ainda move uma indústria. A organização agora trabalha para desmantelá-la enquanto a lei faz seu caminho lentamente pelo sistema.

A Assembleia Nacional sul-coreana aprovou em janeiro de 2024 uma lei que proíbe a indústria de carne de cães no país. Mas a proibição não entra em vigor completamente até fevereiro de 2027 — quase três anos depois da aprovação. Nesse intervalo, fazendas como essa continuam operando legalmente, e a organização segue lutando contra o abate e o contrabando de animais de estimação.

Dos setenta cães resgatados, metade já está sendo encaminhada para centros de reabilitação nos Estados Unidos e no Canadá. Esses animais precisam aprender o que é viver fora de uma gaiola, o que é confiança, o que é uma família. O outro grupo — que inclui mães e seus filhotes — viajará no próximo ano, quando estiverem mais fortes. Todos eles, eventualmente, serão colocados para adoção. Nenhum deles voltará àquele lugar.

Os cães desta fazenda suportaram vidas de miséria, confinados em gaiolas de arame enferrujadas e precárias, dispostas em fileiras intermináveis
— Human World for Animals, em publicação no Instagram
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