Onda de calor persiste por mais uma semana e eleva risco de incêndios florestais

População vulnerável (idosos, crianças e doentes crónicos) enfrenta riscos à saúde pela exposição prolongada ao calor extremo.
Água — pelo menos oito copos por dia — é o que o corpo precisa
Autoridades de saúde alertam população sobre hidratação durante onda de calor que persiste até 13 de agosto.
Mark

Porque é que uma onda de calor que dura uma semana é notícia tão importante? Não é apenas um incómodo?

Mimi

Porque não é só incómodo. Uma semana de calor extremo mata pessoas — especialmente idosos e crianças. E cria as condições perfeitas para incêndios que se propagam rapidamente e consomem milhares de hectares.

Luke

Mas quantas pessoas morreram em Portugal por causa deste calor? O artigo não diz.

Mimi

Não, o artigo não dá números de mortes. Apenas alerta que o risco existe para populações vulneráveis.

Mark

E estes incêndios que estão ativos — são criminosos ou naturais?

Mimi

Alguns são claramente criminosos. A polícia deteve três pessoas por terem provocado incêndios, e há um caso de um homem que fez uma queima para derreter cobre e causou um incêndio.

Luke

Mas o artigo não diz quantos dos incêndios ativos são criminosos e quantos são naturais. Sabemos que há incêndios acontecendo, mas não sabemos a proporção.

Mimi

Verdade. O que sabemos é que há 575 operacionais no terreno em Vila Real e Mondim de Basto, e que a situação em Amarante era preocupante na terça-feira.

Mark

E a comparação com 2024 — esses números são realmente tão maus?

Luke

São piores. Quase 189 mil hectares a mais ardidos na UE este ano do que no mesmo período do ano passado. Mas isso é na UE inteira, não apenas em Portugal.

Mimi

Exatamente. Portugal está inserido num problema europeu maior. O calor está a afetar Espanha, França, Bulgária, Roménia...

Mark

Então isto é um padrão climático que vai continuar?

Mimi

O alerta é para mais uma semana. Depois disso, não sabemos. Mas os números de incêndios na UE sugerem que este é um verão particularmente severo.

  • A onda de calor que castiga Portugal não cederá antes de 13 de agosto, mantendo o país numa semana inteira de exposição a condições extremas que ameaçam a saúde e alimentam o fogo.
  • Idosos, crianças e doentes crónicos são os mais vulneráveis, com as autoridades de saúde a insistir na hidratação como linha de defesa essencial contra temperaturas que não descem.
  • Centenas de bombeiros e seis meios aéreos combatem incêndios ativos em Vila Real, Mondim de Basto e Amarante, enquanto novas frentes surgem em Lousada e a situação em Amarante é descrita como muito preocupante.
  • A Polícia Judiciária e a GNR detiveram quatro suspeitos de incêndios criminosos em diferentes pontos do país, incluindo uma mulher em Sintra e um homem apanhado em flagrante a derreter fios de cobre em Chaves.
  • A União Europeia já registou 353 mil hectares ardidos em 2025 — mais do dobro do mesmo período de 2024 —, sinalizando um verão que pode reescrever os registos históricos de destruição florestal.

Sob um céu que não arrefece, Portugal atravessa mais uma semana de calor extremo — um fenómeno que não respeita fronteiras e que abrasa simultaneamente Espanha, França e grande parte da Europa mediterrânica. Enquanto os profissionais de saúde apelam à hidratação das populações mais frágeis, os bombeiros combatem chamas ativas em Vila Real, Mondim de Basto e Amarante, num país que se vê a braços com duas crises simultâneas: a do corpo humano e a da floresta. Os números europeus de área ardida em 2025 — mais do dobro dos de 2024 — lembram-nos que o que hoje parece emergência pode amanhã tornar-se norma.

O calor que castiga Portugal não vai embora tão cedo. As autoridades confirmam que as temperaturas extremas persistirão até 13 de agosto, deixando o país exposto em duas frentes críticas: a saúde das populações mais vulneráveis e o risco crescente de incêndios florestais. O alerta foi emitido pelo Índice Climático de Incêndios do sistema Copernicus, e o fenómeno não é exclusivamente português — Espanha, o sul de França, a costa mediterrânica, a Bulgária, a Roménia e partes do Reino Unido partilham as mesmas condições adversas.

Os profissionais de saúde pedem que a população beba pelo menos oito copos de água por dia e evite o álcool, com especial atenção aos idosos, crianças e doentes crónicos — os grupos que mais sofrem quando o termómetro sobe e se recusa a descer durante dias seguidos.

No terreno, os bombeiros travam batalhas simultâneas. Um incêndio iniciado no sábado em Vila Real alastrou a Mondim de Basto, mobilizando 575 operacionais e seis meios aéreos. Em Lousada, as chamas vindas de Freamunde obrigaram ao corte da A42 e avançaram para o concelho vizinho. À noite, a situação em Amarante era descrita como muito preocupante.

A resposta das autoridades incluiu também a vertente criminal: a Polícia Judiciária e a GNR detiveram quatro suspeitos de incêndios dolosos em diferentes pontos do país — uma mulher de 40 anos em Sintra, um homem de 52 anos em Amares, outro de 37 anos em Águeda, e ainda um homem de 43 anos apanhado em flagrante em Chaves a derreter fios de cobre, prática que originou um incêndio.

O contexto europeu agrava o cenário: desde o início de 2025, a União Europeia registou 353.862 hectares de floresta ardida — mais do dobro dos 164.967 hectares do mesmo período de 2024. Um aumento de quase 189 mil hectares que transforma este verão num dos mais destrutivos da história recente para as florestas europeias.

O calor que tem castigado Portugal não vai embora tão cedo. As autoridades de saúde alertam que as temperaturas elevadas vão persistir até ao dia 13 de agosto, uma semana inteira de exposição a condições extremas que deixam o país vulnerável em duas frentes: a saúde das pessoas e o risco de incêndios florestais descontrolados.

O aviso veio do Índice Climático de Incêndios, divulgado na terça-feira pelo Sistema de Informação sobre Incêndios Florestais, que depende do Serviço de Gestão de Emergência Copernicus. A onda de calor não é um fenómeno isolado português. Espanha, o sul de França, a costa mediterrânica, Bulgária, Roménia e até a zona costeira do leste do Reino Unido estão a sofrer com as mesmas condições meteorológicas adversas. É um problema europeu, e Portugal está no centro dele.

Os profissionais de saúde têm uma mensagem clara para a população: mantenham-se hidratados. Água — pelo menos oito copos por dia — é o que o corpo precisa. Bebidas alcoólicas devem ser evitadas. O alerta é especialmente dirigido a quem é mais frágil: idosos, crianças e pessoas com doenças crónicas. Estas são as populações que correm maior risco quando o termómetro sobe e permanece elevado durante dias.

Mas enquanto as autoridades pedem hidratação, os bombeiros estão no terreno a combater chamas. Na terça-feira, mantinha-se ativo um incêndio que começou no sábado em Vila Real e se propagou para Mondim de Basto. Nesse momento, havia três pontos sensíveis em Currais Arnal e Fervença, com 575 operacionais mobilizados e seis meios aéreos em ação. À tarde, moradores em Figueiras e Covas, em Lousada, viram-se assustados com as chamas de um incêndio em mato que começou em Freamunde, obrigou ao corte do trânsito na A42 e avançou para o concelho vizinho. À noite, a situação em Amarante era descrita como muito preocupante.

A Polícia Judiciária anunciou na terça-feira a detenção de três suspeitos de terem provocado incêndios florestais. Em Sintra, foi detida uma mulher de 40 anos que ateou fogo em Lourel. Em Amares, com apoio da GNR, foi detido um homem de 52 anos. Noutra operação, a GNR deteve um homem de 37 anos em Águeda. Há ainda o caso de um homem de 43 anos apanhado em flagrante pela GNR em Faiões, Chaves, por ter feito uma queima para derreter fios de cobre — uma prática que originou um incêndio.

Os números da União Europeia pintam um quadro ainda mais sombrio. Desde o início do ano, foram detetados 1.478 incêndios no território da UE, mais 448 do que no mesmo período de 2024. A área ardida é ainda mais alarmante: 353.862 hectares de floresta consumidos este ano, comparados com 164.967 hectares em 2024. O aumento é de quase 189 mil hectares — mais do que o dobro. É uma tendência que sinaliza um verão particularmente destrutivo para as florestas europeias, e Portugal está a contribuir significativamente para estes números.

Mantenham-se hidratados, bebendo muita água — pelo menos oito copos — e evitando bebidas alcoólicas
— Autoridades de Saúde
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