Em Campos dos Goytacazes, o OncoBeda transforma outubro em um espaço onde a medicina e a arte se encontram para lembrar que cuidar de alguém vai além do diagnóstico. Com dança, literatura e palestras reunindo pacientes e profissionais, a instituição propõe que a prevenção do câncer de mama seja um compromisso permanente — não uma campanha de estação. A história de Juliana Queiroga, que voltou ao balé após seis anos de tratamento, sintetiza o que o programa busca cultivar: a convicção de que a vida continua, e que ela pode ser bela.
OncoBeda transforma Outubro Rosa com 'Círculo de Cuidado' que une prevenção, arte e esperança
A dança me trouxe até aqui. Esta apresentação fala de uma alma que acreditou na vida
Por que uma instituição de oncologia resolveu trazer dança e literatura para dentro do tratamento? Parece uma escolha incomum.
Porque o câncer não é apenas uma doença do corpo. Quando você recebe um diagnóstico assim, tudo muda — sua identidade, sua esperança, sua relação com o tempo. A arte oferece um espaço onde você pode ser mais do que um paciente. Juliana dançava antes do câncer; a dança a trouxe de volta.
Mas como isso se mede? Há dados sobre impacto emocional ou recuperação? Ou é mais sobre criar um ambiente acolhedor?
É mais sobre criar um ambiente acolhedor. Não há métrica simples para esperança. Mas quando Juliana sobe ao palco após seis anos de tratamento, outras pessoas veem que é possível voltar à vida que tinham.
E a prevenção? Como o Círculo de Cuidado aborda isso?
Com palestras, com informação clara. O Dr. Neves é direto: exames anuais a partir dos 40 anos salvam vidas. Diagnóstico precoce muda tudo.
Mas quantas mulheres em Campos fazem esses exames? A instituição tem dados sobre alcance?
Não há números no que foi divulgado. Sabemos que eles promovem a atividade, mas o impacto real na comunidade não está documentado aqui.
A Dra. Ferzeli fala de espiritualidade no cuidado. Como isso funciona em uma instituição médica?
Ela está dizendo que o cuidado é holístico. A equipe multidisciplinar inclui não apenas médicos e enfermeiros, mas também a família, a fé de cada pessoa. O câncer não é só biologia.
Isso é importante, mas também é vago. Qual é o papel concreto da espiritualidade no tratamento? Há protocolos?
Provavelmente não há protocolos formais. É mais sobre reconhecer que cada pessoa enfrenta a doença de forma única, e a instituição tenta honrar isso.
Il Polso
- O câncer de mama ainda mata por falta de diagnóstico precoce — e o OncoBeda responde a essa urgência integrando cultura e prevenção num mesmo gesto.
- Juliana Queiroga enfrentou cinco cirurgias, quimioterapia e radioterapia ao longo de seis anos antes de receber alta em 2026 — e agora dança no palco do evento como símbolo vivo de recomeço.
- A programação 'Círculo de Cuidado e Saúde' reúne pacientes oncológicos e equipe multidisciplinar em apresentações de dança e literatura, criando um ambiente onde o tratamento coexiste com a esperança.
- Médicos reforçam a recomendação de exames anuais a partir dos 40 anos, alertando que o diagnóstico precoce é a principal ferramenta para mudar o prognóstico do câncer de mama.
- A mastologista Laura Ferzeli destaca que nenhum profissional cuida sozinho — família, espiritualidade e equipe multidisciplinar formam a rede que sustenta cada paciente em sua trajetória.
Em Campos dos Goytacazes, o OncoBeda transforma outubro em um espaço onde a medicina e a arte se encontram para lembrar que cuidar de alguém vai além do diagnóstico. Com dança, literatura e palestras reunindo pacientes e profissionais, a instituição propõe que a prevenção do câncer de mama seja um compromisso permanente — não uma campanha de estação. A história de Juliana Queiroga, que voltou ao balé após seis anos de tratamento, sintetiza o que o programa busca cultivar: a convicção de que a vida continua, e que ela pode ser bela.
Em Campos dos Goytacazes, o OncoBeda transformou outubro em algo maior do que uma campanha de conscientização. O programa 'Círculo de Cuidado e Saúde' combina palestras sobre prevenção do câncer de mama com apresentações de dança, leitura e momentos de descontração, reunindo pacientes e equipe multidisciplinar num espaço onde o tratamento convive com a cultura.
A enfermeira e coordenadora Virginíia Correa insiste que a conversa sobre prevenção não pode se limitar a outubro. A instituição trabalha o ano inteiro para incentivar hábitos saudáveis e fortalecer o vínculo com quem enfrenta o câncer. Este é o segundo ano consecutivo em que o OncoBeda incorpora manifestações artísticas à programação — no ano anterior foram músicos locais; agora, a dança e a literatura ganham o palco.
Juliana Queiroga encarna essa transformação. Após seis anos de tratamento — cinco cirurgias, radioterapia e quimioterapia —, ela recebeu alta médica em 2026, voltou ao balé e dança no evento como mensageira de esperança. Para ela, a apresentação fala de uma alma que acreditou na vida e continua acreditando. Sua presença no palco não é apenas sua — é também de todas as pessoas que enfrentam ou enfrentaram o câncer.
O diretor Dr. Diogo Neves reafirma o que a medicina sabe: diagnóstico precoce salva vidas. A recomendação é clara — mulheres devem fazer exames anuais a partir dos 40 anos. A mastologista Laura Ferzeli, que atende no OncoBeda desde maio de 2025, coloca a informação no centro do cuidado e destaca o papel da equipe multidisciplinar, da família e da espiritualidade no enfrentamento da doença. Para ela, quando pacientes compartilham suas experiências, o medo pode se transformar em confiança — e ninguém cuida de ninguém sozinho.
Em Campos dos Goytacazes, o OncoBeda — Centro Integrado de Oncologia, que integra o Grupo IMNE — transformou outubro em mais do que um mês de conscientização. Durante este período, a instituição promove o "Círculo de Cuidado e Saúde", um programa que tece palestras sobre prevenção do câncer de mama com apresentações de dança, leitura e outros momentos de descontração. Pacientes oncológicos e a equipe multidisciplinar participam juntos, criando um espaço onde o tratamento convive com a cultura e a esperança.
Virginíia Correa, enfermeira e coordenadora do OncoBeda, insiste que a conversa sobre prevenção não pode ficar confinada a outubro. Segundo ela, a instituição trabalha o ano inteiro para incentivar hábitos saudáveis e fortalecer o vínculo com quem enfrenta o câncer. A atividade física, por exemplo, é um dos pilares — não apenas para prevenir doenças oncológicas, mas para a saúde de forma ampla. A mensagem é simples, mas exige repetição constante: prevenção é um compromisso permanente, não uma campanha sazonal.
Este é o segundo ano consecutivo em que o OncoBeda incorpora manifestações artísticas à programação de outubro. No ano anterior, músicos locais se apresentaram. Agora, a dança e a literatura ganham o palco. Correa promete que as próximas edições trarão ainda mais novidades — a instituição está construindo uma tradição onde a arte e o cuidado caminham juntos.
Juliana Queiroga encarna essa transformação. Após seis anos de tratamento contra o câncer — cinco cirurgias, radioterapia, quimioterapia — ela recebeu alta médica em 2026. Voltou ao balé e agora dança no evento do OncoBeda, carregando uma mensagem que vai além do espetáculo. Para ela, a dança representa recomeço. Nos seis anos de luta, havia amor, entrega e vontade de viver. A apresentação fala de uma alma que acreditou na vida e continua acreditando. Sua presença no palco não é apenas sua — é também de todas as pessoas que enfrentam ou enfrentaram o câncer.
O diretor do Grupo IMNE e do OncoBeda, Dr. Diogo Neves, reafirma o que a medicina sabe: diagnóstico precoce salva vidas. O câncer de mama pode ser detectado cedo, e essa detecção muda o prognóstico. A recomendação é clara — mulheres devem fazer exames anuais a partir dos 40 anos. Não é apenas uma sugestão; é um compromisso que a instituição renova todos os anos com seus pacientes.
Laura Ferzeli, médica mastologista que atende no OncoBeda desde maio de 2025, coloca a informação no centro do cuidado. Ela fala da importância da equipe multidisciplinar, da família e da espiritualidade no enfrentamento da doença. Quando pacientes compartilham suas experiências, o medo pode se transformar em confiança. Quem ainda está em tratamento ganha força ao ouvir histórias de quem já passou. Para Ferzeli, ninguém cuida de ninguém sozinho — especialmente de alguém que recebe um diagnóstico como esse. A equipe se une, cada profissional em sua especialidade, para acompanhar a mulher em sua trajetória.
Ferzeli descreve o cuidado com mulheres como uma missão. Sua especialidade é a mastologia, mas seu propósito profissional é cuidar delas. Ela não escolheu a mastologia; foi a mastologia que a escolheu. E ela a escolhe todos os dias. Essa relação com as pacientes é uma oportunidade permanente de aprendizado — cada história, cada enfrentamento, ensina algo novo sobre o que significa cuidar.
Citazioni salienti
Precisamos falar constantemente sobre prevenção e sua importância. A atividade física, por exemplo, ajuda a prevenir muitas doenças, não apenas as oncológicas.— Virgínia Correa, enfermeira e coordenadora do OncoBeda
Diagnóstico precoce do câncer de mama salva vidas. As mulheres devem fazer exames anuais a partir dos 40 anos.— Dr. Diogo Neves, diretor do Grupo IMNE e do OncoBeda
Ninguém cuida de ninguém sozinho, principalmente de uma pessoa que recebe um diagnóstico como esse. Unimos forças, cada um em sua especialidade, para ajudar a mulher nessa trajetória.— Dra. Laura Ferzeli, médica mastologista