Oito anos depois: onde estão os autores dos gols do 7 a 1 alemão

Alguns seguem em seus picos, consolidados como veteranos de classe mundial
Reflexão sobre os destinos divergentes dos cinco autores dos gols do 7 a 1 oito anos depois.
Mark

Por que alguns desses jogadores conseguiram manter o nível e outros não?

Mimi

Muito tem a ver com sorte e estrutura física. Müller e Kroos jogam em clubes de elite que investem em recuperação e prevenção. Mas também é personalidade — eles encontraram maneiras de evoluir, de se reinventar dentro do jogo.

Mark

E quanto aos que se aposentaram cedo?

Mimi

Schurrle e Khedira enfrentaram lesões que não deram trégua. Não é fraqueza — é o corpo dizendo não. Quando você tem 29, 34 anos e o corpo não aguenta mais, não há muito o que fazer.

Mark

Klose virou treinador. Isso é comum para jogadores que se aposentam?

Mimi

Nem sempre. Alguns desaparecem da mídia, outros tentam a carreira técnica. Klose tinha experiência, respeito, conhecimento acumulado. Fazia sentido ele seguir no futebol, só que do outro lado.

Mark

O que o 7 a 1 significou para esses caras?

Mimi

Para alguns, foi o auge — marcaram na maior goleada de uma semifinal. Para outros, foi um pico que nunca conseguiram repetir. Mas todos carregam aquele dia como parte de suas histórias.

Mark

Você acha que eles pensam naquele jogo?

Mimi

Com certeza. Não é vanglória — é que aquele dia foi tão grande que marca você para sempre. Mesmo quem se aposentou cedo, mesmo quem está em um time pequeno agora.

  • O 7 a 1 completa oito anos como uma ferida ainda aberta no imaginário esportivo brasileiro, enquanto seus protagonistas alemães vivem realidades radicalmente opostas.
  • Müller e Kroos, ambos com 32 anos, desafiam o tempo e seguem titulares em Bayern de Munique e Real Madrid, respectivamente, como se 2014 fosse apenas ontem.
  • Klose, o homem que superou Ronaldo Fenômeno como maior artilheiro de Copas naquela noite histórica, trocou as chuteiras pelo apito e hoje treina o Altach, na Áustria.
  • Khedira e Schurrle representam o lado mais cruel da história: contusões repetidas os forçaram a se aposentar antes do tempo, aos 34 e 29 anos, respectivamente.
  • O grupo que humilhou o Brasil em casa se dispersou pelo tempo — alguns ainda brilham, outros já ensinам, e há quem tenha sido obrigado a aceitar um fim que não escolheu.

Oito anos após o 7 a 1 que marcou a memória coletiva do futebol brasileiro, os cinco alemães que balançaram as redes no Mineirão seguiram rumos profundamente distintos. Enquanto Müller e Kroos permanecem no topo do futebol europeu, Klose converteu sua sabedoria em vocação de treinador, e Khedira e Schurrle foram silenciados precocemente pelas lesões. A vida, como o futebol, raramente distribui seus capítulos com a mesma generosidade para todos.

Oito anos se passaram desde aquele 8 de julho de 2014, quando o Brasil foi derrotado por 7 a 1 pela Alemanha no Mineirão, em uma semifinal que deixou cicatrizes profundas no futebol nacional. Para os cinco alemães que marcaram os gols daquela tarde, o tempo seguiu caminhos bem diferentes.

Thomas Müller, autor do primeiro gol, continua sendo peça central do Bayern de Munique e da seleção alemã aos 32 anos. Toni Kroos, que marcou duas vezes ainda no primeiro tempo, mantém o mesmo nível de excelência no Real Madrid, figurando entre os melhores meias da Europa. Ambos atravessaram os anos sem perder relevância.

Miroslav Klose viveu um momento histórico naquele jogo ao superar Ronaldo Fenômeno como maior artilheiro de Copas do Mundo, chegando a 16 gols. Após se aposentar em 2016, com passagem final pela Lazio, o atacante nascido na Polônia e naturalizado alemão encontrou uma nova vocação: hoje é treinador do Altach, na Áustria.

Já Sami Khedira e André Schurrle carregam histórias marcadas pela adversidade. Khedira, responsável pelo quinto gol, teve uma carreira sólida na Juventus, mas as lesões o forçaram a encerrar a trajetória aos 34 anos. Schurrle, que entrou no segundo tempo e marcou os dois últimos gols, nunca conseguiu manter a consistência após 2014 — passou por Chelsea, Wolfsburg, Borussia Dortmund, Fulham e Spartak Moscou antes de se aposentar aos 29 anos, vencido por um corpo que não o acompanhava mais.

O 7 a 1 deixou legados distintos para cada um de seus autores: alguns ainda brilham, um ensina, e outros tiveram de aceitar que o fim chegou antes do esperado.

Oito anos se passaram desde aquele 8 de julho de 2014, quando a Seleção Brasileira viveu seu momento mais sombrio: uma derrota de 7 a 1 para a Alemanha na semifinal da Copa do Mundo, disputada no Mineirão. A cicatriz daquele dia permanece viva na memória do futebol brasileiro, mas para os cinco homens que marcaram os gols alemães, a vida seguiu caminhos bem distintos.

Thomas Müller abriu o placar naquela tarde de humilhação. Hoje, aos 32 anos, ele continua sendo um dos pilares do Bayern de Munique e da seleção alemã. Enquanto muitos de seus companheiros de 2014 já se foram, Müller permanece, um veterano experiente que atravessou os anos de renovação do elenco tetracampeão com a mesma relevância de antes.

Miroslav Klose, o autor do segundo gol, viveu um momento histórico naquele jogo: ultrapassou Ronaldo Fenômeno como o maior artilheiro de todas as Copas do Mundo, chegando a 16 gols. Nascido na Polônia e naturalizado alemão, Klose pendurou as chuteiras em 2016, seu último clube sendo a Lazio. Hoje trabalha como treinador do Altach, na Áustria, transformando sua experiência de campo em conhecimento tático.

Toni Kroos marcou duas vezes ainda no primeiro tempo, contribuindo decisivamente para a goleada. O meio-campista do Real Madrid segue em seu auge aos 32 anos, colhendo troféus com os Merengues e mantendo um nível técnico que o coloca entre os melhores da Europa. Enquanto muitos de seus contemporâneos já pensam em aposentadoria, Kroos continua no topo.

Sami Khedira, responsável pelo quinto gol, teve uma carreira sólida na Europa. Um ano após conquistar o mundo com a Alemanha, se transferiu para a Juventus, onde permaneceu até 2021. Depois passou pelo Hertha Berlin, mas as contusões recorrentes o forçaram a deixar os gramados aos 34 anos, encerrando uma trajetória que poderia ter durado mais.

André Schurrle entrou no segundo tempo quando a vitória já estava garantida e marcou os dois últimos gols alemães. Em 2014 atuava pelo Chelsea, onde teve atritos com José Mourinho. Mas diferentemente de Müller e Kroos, Schurrle não conseguiu manter a consistência. Lesões frequentes marcaram sua carreira, levando-o a passar por Wolfsburg, Borussia Dortmund, Fulham e Spartak Moscou. Aos 29 anos, em 2020, decidiu se aposentar precocemente, incapaz de continuar lutando contra o corpo que não o acompanhava mais.

Oito anos depois, o 7 a 1 deixou legados diferentes para cada um de seus autores. Alguns seguem em seus picos, consolidados como veteranos de classe mundial. Outros transformaram suas experiências em novas carreiras. E há aqueles que, vencidos pelas lesões, tiveram de aceitar que o fim chegou mais cedo do que gostariam.

Thomas Müller é um dos mais experientes de suas respectivas equipes e sobreviveu em meio ao processo de renovação do elenco da seleção tetracampeã
— Análise sobre a trajetória de Müller
Schurrle teve uma carreira complicada por conta de um histórico grande de contusões
— Análise sobre a trajetória de Schurrle
Möchten Sie die ganze Geschichte? Das Original lesen bei ISTOÉ Independente ↗
Kontakt FAQ