Jovem é morto após marcar encontro com perfil falso em rede social

Klayver Pimenta Martins, 22 anos, foi assassinado e seu corpo arremessado em poço de 15 metros de profundidade.
Ele havia sido escolhido, e o encontro era uma armadilha
Klayver Pimenta Martins acreditava estar marcando um encontro genuíno com uma mulher que havia conhecido em rede social.

No sul do Tocantins, um jovem de 22 anos partiu para um encontro que acreditava ser real — e não retornou. Klayver Pimenta Martins foi atraído por um perfil falso de mulher operado por um homem de 41 anos, que usou a ilusão da intimidade digital como armadilha. Seu corpo foi encontrado no fundo de um poço, três dias após seu desaparecimento, revelando como a confiança depositada em identidades virtuais pode custar a vida. O caso ecoa uma vulnerabilidade silenciosa de nosso tempo: a distância entre quem alguém parece ser na tela e quem de fato está do outro lado.

  • Klayver saiu de casa no dia 17 de dezembro para encontrar uma mulher que conheceu online — e nunca mais voltou.
  • A família, ao vasculhar suas conversas nas redes sociais, descobriu que o perfil da suposta mulher era uma construção deliberada usada para monitorá-lo e atraí-lo a uma estrada isolada.
  • O suspeito confessou o crime após ser encontrado com um carro com vestígios de sangue, revelando que jogou o corpo da vítima em um poço de 15 metros e escondeu a motocicleta em área de mata.
  • Klayver foi localizado pelos Bombeiros no dia 20 de dezembro; o suspeito responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, preso na Unidade Prisional de Dianópolis.
  • O caso acende um alerta urgente sobre a facilidade com que predadores constroem identidades falsas em plataformas digitais para se aproximar de vítimas desavisadas.

Klayver Pimenta Martins tinha 22 anos quando saiu de casa, no dia 17 de dezembro, para encontrar uma mulher que havia conhecido em rede social. O encontro estava marcado em uma estrada vicinal na zona rural de Chapada da Natividade, no sul do Tocantins. Ele não voltou.

Quando a família percebeu o desaparecimento e acessou suas conversas online, descobriu que o perfil da suposta mulher era falso — operado por um homem de 41 anos que usava aquela identidade fictícia para monitorar e atrair o jovem. O suspeito havia construído cuidadosamente a ilusão de um contato genuíno para levá-lo a um local isolado.

Segundo a confissão do suspeito, o encontro terminou em violência. O homem matou Klayver, arremessou seu corpo em um poço de 15 metros de profundidade e escondeu a motocicleta da vítima em uma área de mata próxima. A polícia chegou até ele ao encontrar, em sua residência, um carro com vestígios de sangue na carroceria — evidência que o levou a confessar o crime.

Os Bombeiros recuperaram o corpo no dia 20 de dezembro. Após necropsia em Gurupi, os restos mortais foram liberados à família. O suspeito foi autuado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, e permanece preso na Unidade Prisional de Dianópolis enquanto a investigação segue na 98ª Delegacia de Polícia de Natividade.

Klayver não sabia que havia sido escolhido, monitorado, que o encontro era uma armadilha. Sua morte expõe a facilidade com que predadores constroem identidades falsas em plataformas digitais — e a urgência de verificar quem realmente está do outro lado da tela antes de qualquer encontro presencial.

Klayver Pimenta Martins saiu de casa no dia 17 de dezembro para se encontrar com uma mulher que havia conhecido em rede social. Três dias depois, seu corpo foi retirado de um poço de 15 metros de profundidade na zona rural de Chapada da Natividade, no sul do Tocantins. O jovem de 22 anos havia sido atraído por um perfil falso — na verdade, operado por um homem de 41 anos que usava a identidade fictícia para monitorar e aproximar-se de suas vítimas.

A família de Klayver percebeu que algo estava errado quando ele não retornou. Ao acessarem suas conversas nas redes sociais, encontraram as mensagens trocadas com a suposta mulher. Nelas, o jovem havia marcado um encontro em uma estrada vicinal que dava acesso a um assentamento da região. A polícia, ao investigar, descobriu que aquele perfil de mulher era uma construção cuidadosa do suspeito, um artifício para ganhar confiança e atrair o rapaz para um local isolado.

O desfecho foi violento. Segundo a confissão do suspeito, durante o encontro houve um desentendimento que terminou em homicídio. Para ocultar o crime, o homem arremessou o corpo de Klayver dentro do poço e escondeu a motocicleta da vítima em uma área de mata próxima. A polícia localizou o suspeito dias depois, ao encontrar em sua casa um carro com vestígios de sangue na carroceria — evidência que o levou a confessar.

O corpo de Klayver foi encontrado no sábado, 20 de dezembro, pelos Bombeiros. Os restos mortais foram levados ao Instituto Médico Legal de Natividade e depois transferidos para Gurupi, onde passaram por necropsia antes de serem liberados aos familiares. O suspeito, cujo nome não foi divulgado, foi autuado pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Ele permanece à disposição da Justiça na Unidade Prisional de Dianópolis, enquanto a 98ª Delegacia de Polícia de Natividade conduz a investigação.

O caso expõe uma vulnerabilidade crescente: a facilidade com que perfis falsos podem ser criados em plataformas de rede social, e como predadores usam essas identidades fictícias para ganhar acesso a pessoas desavisadas. Klayver acreditava estar marcando um encontro genuíno. Ele não sabia que estava sendo monitorado, que havia sido escolhido, que o encontro era uma armadilha. Sua morte levanta questões sobre segurança digital e a importância de verificar identidades antes de se encontrar com estranhos conhecidos pela internet — uma lição que chegou tarde demais para sua família.

O perfil da mulher com quem a vítima mantinha contato era usado de forma indevida pelo suspeito, com o objetivo de monitorar e atrair o jovem
— Polícia Militar
The Hearth Conversation Another angle on the story
Inventor

Como alguém consegue manter um perfil falso sem ser descoberto?

Model

A polícia encontrou conversas nas redes sociais que pareciam genuínas o suficiente para convencer um jovem de 22 anos. O suspeito sabia como se comunicar, como construir confiança. Provavelmente usava fotos de mulheres reais ou imagens genéricas. O que importa é que funcionou.

Inventor

E a família só descobriu depois que ele desapareceu?

Model

Sim. Quando Klayver não voltou para casa, a família acessou suas mensagens e viu o padrão. Mas naquele ponto ele já estava desaparecido há dias. Se tivessem visto antes, talvez pudessem ter alertado.

Inventor

O suspeito confessou rapidamente?

Model

Quando a polícia encontrou o carro dele com sangue na carroceria, não havia muito espaço para negação. Ele confessou que usava o perfil falso e que houve um desentendimento durante o encontro que terminou em morte.

Inventor

Por que arremessar o corpo em um poço?

Model

Era uma tentativa de desaparecer com a evidência. Quinze metros de profundidade é bastante. Ele também escondeu a motocicleta. Mas o carro o entregou.

Inventor

Isso é um padrão ou um caso isolado?

Model

A polícia não divulgou se havia outras vítimas ou tentativas. Mas o fato de ele ter um perfil falso pronto, de saber como monitorar alguém através das redes — isso sugere que não era a primeira vez que ele pensava assim.

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