Estava no limite do improvável e o relacionamento havia chegado ao fim
Na madrugada de quinta-feira em Itumbiara, Goiás, um homem que ocupava cargo público e era genro do prefeito voltou sua violência contra os próprios filhos antes de tirar a própria vida, deixando duas crianças mortas e uma cidade em luto. O gesto, aparentemente motivado por uma crise conjugal, lembra que a dor privada pode transbordar em tragédia irreversível — e que o poder institucional não protege ninguém do colapso interior. O Estado, representado pelo governador Ronaldo Caiado, interrompeu suas rotinas para reconhecer que certas perdas pertencem a todos.
- Thales Naves Alves Machado, 40 anos, secretário de Governo e genro do prefeito de Itumbiara, atirou contra os filhos de 12 e 8 anos na madrugada de quinta-feira antes de se suicidar.
- Horas antes do crime, ele publicou vídeos afetuosos com as crianças e uma mensagem angustiada sobre traição conjugal — sinais de uma crise que ninguém conseguiu interceptar a tempo.
- As duas crianças foram atingidas: o menino de 12 anos morreu no local; o de 8 anos foi submetido a cirurgia de emergência em estado gravíssimo e também não sobreviveu.
- A Polícia Civil abriu inquérito classificando o caso como homicídio consumado, homicídio tentado e autoextermínio, sem indicação de envolvimento de terceiros até o momento.
- O governador Ronaldo Caiado suspendeu sua agenda e viajou a Itumbiara em solidariedade, declarando que a violência contra crianças dentro de um lar coloca todo o Estado de luto.
Na madrugada de quinta-feira, 12 de fevereiro, Thales Naves Alves Machado — secretário de Governo de Itumbiara e genro do prefeito Dione Araújo — disparou contra seus dois filhos, de 12 e 8 anos, e em seguida tirou a própria vida. O menino mais velho morreu no local; o mais novo foi levado em estado crítico ao hospital, submetido a cirurgia de emergência, mas também não resistiu.
Horas antes da tragédia, Thales havia publicado nas redes sociais vídeos carinhosos com as crianças — um durante uma aula de judô, o outro nos seus braços — acompanhados de declarações de amor. Em outra publicação, depois apagada, o tom era de desespero: ele escrevia estar no "limite do improvável" e apontava para uma suposta traição da esposa como razão para o fim do relacionamento.
A Polícia Civil de Goiás classificou o caso como homicídio consumado, homicídio tentado e autoextermínio. O Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara abriu inquérito, realizou perícia técnica e segue com oitivas, sem apontar envolvimento de terceiros até o momento.
A morte das duas crianças, netas do prefeito, repercutiu além das fronteiras do município. O governador Ronaldo Caiado suspendeu sua agenda, divulgou nota de pesar e viajou a Itumbiara para prestar solidariedade à família. A prefeitura não se manifestou publicamente até o fechamento da reportagem.
Na madrugada de quinta-feira, 12 de fevereiro, Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara no sul de Goiás, disparou contra seus dois filhos e depois contra si mesmo. O homem de 40 anos era genro do prefeito Dione Araújo e pai de duas crianças: uma de 12 anos e outra de 8. Ambas foram atingidas. A mais velha não resistiu aos ferimentos. A mais jovem foi levada ao hospital em estado crítico, submetida a cirurgia de emergência, e posteriormente faleceu.
Horas antes dos disparos, Thales havia publicado vídeos nas redes sociais mostrando os filhos — um durante uma aula de judô, o outro nos seus braços — acompanhados de mensagens dizendo que os amava. Mas em outra publicação, que depois foi deletada, o tom mudou radicalmente. Ele escreveu que estava no "limite do improvável" e deixou claro que seu relacionamento havia chegado ao fim, apontando para uma suposta traição da esposa como motivação.
A Polícia Civil de Goiás classificou o caso como homicídio consumado, homicídio tentado seguido de autoextermínio. O Grupo de Investigação de Homicídios de Itumbiara (GIH) abriu inquérito para apurar os fatos. Segundo a polícia, até o momento não há indicações de envolvimento de terceiros. Os investigadores acompanharam a perícia técnica, removeram o corpo e continuam em campo realizando levantamentos e oitivas, mantendo o sigilo do inquérito e respeitando o luto da família.
A morte de duas crianças, netas do prefeito, ecoou além de Itumbiara. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, divulgou nota de pesar na manhã de quinta-feira, afirmando que "notícia de violência dentro de um lar, sobretudo quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e coloca todo o nosso Estado de luto". Caiado, que é correligionário do prefeito Araújo, informou que suspendeu suas agendas e estava a caminho de Itumbiara para prestar solidariedade.
A prefeitura de Itumbiara não respondeu aos pedidos de informação feitos pela reportagem até o momento da publicação. O caso permanece sob investigação, com a polícia buscando esclarecer as circunstâncias exatas que levaram a essa tragédia familiar.
Notable Quotes
Notícia de violência dentro de um lar, sobretudo quando crianças são vítimas, atinge em cheio a família e coloca todo o nosso Estado de luto— Governador Ronaldo Caiado
The Hearth Conversation Another angle on the story
Como alguém em posição de responsabilidade pública chega a um ponto assim?
Não sabemos ainda. O que vemos são sinais — as publicações nas redes sociais horas antes, a crise conjugal que ele mesmo denunciava, a sensação de estar no limite. Mas isso não explica o ato. Talvez nunca explique completamente.
As crianças não tinham nenhuma culpa nisso.
Não tinham. E é isso que torna tudo mais pesado. Duas vidas que não começaram, dois futuros que não existem mais. O prefeito perdeu os netos. A comunidade perdeu duas crianças.
Por que ele publicou aqueles vídeos carinhosos se estava planejando isso?
Talvez não estivesse planejando. Talvez tenha sido um impulso, uma escalação rápida demais para conter. As publicações mostram alguém em conflito — amor pelos filhos e desespero pelo relacionamento acontecendo simultaneamente.
A polícia vai conseguir entender o que realmente aconteceu?
Vão tentar. Mas há coisas que uma investigação não alcança — o estado mental dele naquelas horas, o que foi dito entre ele e a esposa, o que o fez pegar a arma. Os fatos vão ficar claros. O porquê pode permanecer obscuro.
E agora, para a cidade?
Agora é luto. E perguntas que não têm resposta fácil sobre como alguém tão próximo do poder, tão visível, estava tão invisível em seu sofrimento.