Por quase quatro décadas, o Japão buscou domar o iene com intervenções diretas no mercado cambial — uma tentativa persistente de impor ordem humana sobre forças que transcendem fronteiras nacionais. A experiência japonesa revela uma verdade que os mercados já intuíam: governos podem amortecer choques e conter excessos momentâneos, mas raramente conseguem redirecionar correntes movidas por diferenciais de juros, inflação e fluxos globais de capital. O que emerge dessa história não é uma falha de vontade política, mas o reconhecimento de que, em economias integradas, o câmbio é menos uma alavanc