Em setembro de 2026, um alerta da Agência Brasileira de Inteligência sobre pressão americana nas eleições brasileiras abriu uma fratura visível na opinião pública: leitores da Folha de S.Paulo debateram, com intensidade e divisão, os limites entre soberania nacional e interferência estrangeira, enquanto a desconfiança nas instituições domésticas — da imprensa ao Ministério Público — emergia como um fio subterrâneo que une, paradoxalmente, campos políticos opostos. O momento revela menos uma disputa sobre os EUA e mais uma crise de legitimidade que o Brasil carrega de dentro para fora.