George Saunders, o escritor americano que transformou o conto em arte e conquistou o Booker Prize com seu primeiro romance, retorna agora com 'Vigília' — uma obra que coloca um magnata do petróleo em seu leito de morte, cercado pela família e por uma presença espectral. No limiar entre o que vivemos e o que deixamos, Saunders volta a interrogar as grandes permanências: o que somos, o que nos assombra, e o que sobrevive à nossa passagem pelo mundo.
Novo romance de Saunders explora vida e morte através de magnata do petróleo
Um magnata cercado pela família e assombrado por um espectro
Por que um magnata do petróleo? Parece uma escolha muito específica para explorar a morte.
Saunders sempre trabalhou com personagens que carregam o peso de suas vidas — suas escolhas, seu poder, suas contradições. Um magnata do petróleo é alguém que moldou o mundo à sua volta, que acumulou riqueza e influência. Quando chega a morte, toda essa estrutura desmorona.
Mas o livro realmente explora isso? Ou é mais sobre a família ao redor dele?
A fonte diz que ele está cercado pela família e por esse espectro. Parece que o romance equilibra essas presenças — os vivos que o conhecem e essa figura misteriosa que surge do nada.
E quem é Jill Blaine? Ela é um fantasma literal ou algo mais simbólico?
A fonte não deixa claro. Ela é descrita como um espectro que surge na forma de uma garota, mas não sabemos se é um fantasma real, uma alucinação, uma metáfora. Isso fica em aberto.
Talvez seja justamente aí que Saunders quer nos deixar — naquele espaço incerto entre o real e o imaginário, entre quem está vivo e quem está morto.
E como isso se conecta com o que ele fez antes? "Lincoln no Limbo" também lidava com a morte?
Sim, mas de forma muito diferente. Aquele era sobre Lincoln após sua morte, em um tipo de purgatório. Este parece ser sobre o momento da morte, o instante em que tudo muda.
E a diferença importa. Uma coisa é explorar o que vem depois. Outra é estar ali, naquele quarto, vendo a morte chegar.
Il Polso
- Um dos maiores nomes da literatura americana chega ao seu segundo romance depois de uma estreia que foi direto ao Booker Prize — a expectativa é enorme.
- No centro da história, um magnata do petróleo agoniza em sua mansão enquanto a família mantém vigília e uma garota espectral chamada Jill Blaine irrompe nesse espaço de despedida.
- A tensão entre os vivos que resistem à perda e a presença inexplicável do espectro desestabiliza a cena familiar e abre fissuras nas certezas de quem fica.
- Traduzido por Jorio Dauster e lançado pela Companhia das Letras, o livro já é destaque no 'Painel das Letras' da TV Folha, ampliando seu alcance em múltiplas plataformas digitais.
George Saunders, o escritor americano que transformou o conto em arte e conquistou o Booker Prize com seu primeiro romance, retorna agora com 'Vigília' — uma obra que coloca um magnata do petróleo em seu leito de morte, cercado pela família e por uma presença espectral. No limiar entre o que vivemos e o que deixamos, Saunders volta a interrogar as grandes permanências: o que somos, o que nos assombra, e o que sobrevive à nossa passagem pelo mundo.
George Saunders construiu sua reputação ao longo de décadas com contos de precisão cirúrgica e aulas sobre escrita criativa que viraram bestsellers. Em 2017, sua estreia no romance — 'Lincoln no Limbo' — foi direto ao Booker Prize, uma das maiores honrarias da literatura em língua inglesa, feito raro para um escritor chegando pela primeira vez ao gênero.
Agora ele retorna com 'Vigília', publicado no Brasil pela Companhia das Letras em tradução de Jorio Dauster. A história se passa em uma mansão onde K.J. Boone, um magnata do petróleo, vive seus últimos momentos cercado pela família. O que poderia ser uma cena de despedida comum é perturbado pela aparição de Jill Blaine, uma garota espectral que passa a habitar aquele espaço de luto antecipado.
Através dessa figura assombrada e de quem a rodeia, Saunders retoma suas obsessões mais profundas: a morte, o que permanece de nós, e como os vivos navegam a perda iminente. O romance confirma sua capacidade de transitar entre o conto e a narrativa de fôlego sem perder a densidade que o define.
'Vigília' é o destaque desta semana no 'Painel das Letras', série semanal da TV Folha apresentada pelo colunista e editor Walter Porto, disponível nas redes sociais da Folha e no YouTube — uma curadoria para leitores que buscam orientação sobre o que a literatura contemporânea tem a dizer.
George Saunders é um dos nomes mais respeitados da literatura americana contemporânea. Seus contos conquistaram leitores e críticos ao longo de décadas, e suas aulas sobre o ofício de escrever ficção se tornaram tão procuradas que ele as compilou em livros que viraram bestsellers. Em 2017, seu primeiro romance, "Lincoln no Limbo", chegou direto ao prêmio Booker, uma das maiores honrarias da literatura em língua inglesa — um feito raro para um estreante no gênero.
Agora Saunders retorna com "Vigília", seu segundo romance, que acaba de chegar ao mercado brasileiro pela Companhia das Letras, traduzido por Jorio Dauster. A história se passa em uma mansão onde K.J. Boone, um magnata do petróleo, está em seu leito de morte. Ao seu redor, a família mantém vigília nos últimos momentos do patriarca. Mas há um elemento que desestabiliza essa cena familiar: uma figura espectral, uma garota chamada Jill Blaine, que surge do nada e passa a habitar aquele espaço de despedida.
O livro traz de volta a preocupação de Saunders com as grandes questões — a vida, a morte, o que permanece de nós quando partimos. Através da figura do magnata cercado pela família e assombrado por esse espectro, o romance parece explorar como nos relacionamos com o fim, como a morte nos transforma e como os vivos lidam com a perda iminente.
A obra é destaque desta semana no "Painel das Letras", uma série produzida pela TV Folha e apresentada pelo colunista e editor Walter Porto. O programa se dedica a indicar e discutir lançamentos recentes de ficção e não ficção, oferecendo ao público uma curadoria de leituras contemporâneas. Os episódios são publicados semanalmente em todas as redes sociais da Folha e no canal da empresa no YouTube, alcançando leitores que buscam orientação sobre o que ler nos meses mais recentes.
Com "Vigília", Saunders consolida sua posição como um escritor capaz de transitar entre o conto — seu território de origem — e o romance de fôlego, mantendo a precisão e a profundidade que o caracterizam. O livro chega em um momento em que a literatura americana continua explorando as fraturas e as contradições da vida contemporânea, e a morte, quando vista através da lente de um magnata cercado por espectros, pode revelar muito sobre quem somos e o que deixamos para trás.
Citazioni salienti
Saunders é considerado um mestre dos contos, e suas aulas de escrita criativa se tornaram tão populares que viraram livros bem vendidos— Folha de S.Paulo