Nossa Senhora, apostas e STF: os principais momentos de uma campanha morna

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A disputa eleitoral para presidente deste ano, pelo menos no primeiro turno, não foi de superlativos. Não houve grandes…
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Nossa Senhora, bets, STF e debate cancelado: lembre os principais momentos da eleição.

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Give me the shape of it.

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  • Flávio Bolsonaro foi investigado por receber R$ 134 milhões do Banco Master para financiar um filme sobre o pai, lançando sombras sobre a integridade de sua candidatura.
  • Lula também não escapou ileso: um caso envolvendo seu filho e um lobista alimentou narrativas de que a corrupção não tem lado.
  • O ministro Alexandre de Moraes e seus contatos com um banqueiro liquidado transformaram o STF em mais um front de crise institucional durante a campanha.
  • Pela primeira vez desde 2006, Lula e Flávio não se enfrentaram em nenhum debate do primeiro turno — o último foi cancelado após a confirmação de ausência dos dois líderes.
  • As pesquisas permaneceram estáveis ao longo de todo o período, sugerindo um eleitorado já decidido e imune aos escândalos que se acumulavam.

Em 2026, o Brasil viveu uma campanha presidencial marcada mais pela ausência do que pela presença: sem grandes debates, sem viradas nas pesquisas, sem o calor das disputas que definiram eleições anteriores. No lugar do confronto direto, surgiram investigações sobre financiamento ilegal, crises no STF e escândalos familiares que, paradoxalmente, pouco moveram o eleitorado. É como se a democracia brasileira atravessasse um momento de fadiga — os atores em cena, mas o palco curiosamente silencioso.

A eleição presidencial de 2026 ficará na memória não pelo que aconteceu, mas pelo que não aconteceu. Sem grandes oscilações nas pesquisas, sem debates acirrados e sem os memes que marcaram 2022, o primeiro turno transcorreu numa espécie de mornidão política raramente vista num país de paixões eleitorais tão intensas.

Os escândalos existiram — e foram sérios. Flávio Bolsonaro enfrentou investigações sobre R$ 134 milhões recebidos do Banco Master, supostamente destinados a financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Do outro lado, Lula lidou com um caso envolvendo seu filho e um lobista, reacendendo debates sobre ética no entorno do poder. Ao fundo, a crise no STF — com o ministro Alexandre de Moraes implicado em contatos com um banqueiro liquidado — ofuscou ainda mais o debate programático.

Mas o eleitorado pareceu impassível. As acusações não alteraram de forma significativa as preferências registradas nas pesquisas, como se o Brasil já tivesse incorporado o escândalo como ruído de fundo da política. O ápice simbólico dessa apatia foi o cancelamento do último debate do primeiro turno, depois que os dois principais candidatos confirmaram ausência — um fato inédito desde 2006. A campanha seguiu seu curso, mas sem o confronto que costuma definir — e iluminar — as escolhas de uma nação.

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A disputa eleitoral para presidente deste ano, pelo menos no primeiro turno, não foi de superlativos. Não houve grandes oscilações nas pesquisas eleitorais, debates acirrados ou memes memoráveis como os de 2022. Num país em constante turbu…

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