Em algum momento da vida, quase todos se perguntam se o esquecimento que sentem é sinal de algo mais grave. O neurologista André Palmeira, do Hospital Moinhos de Vento, oferece uma resposta que é ao mesmo tempo científica e humana: a maioria dos lapsos é normal, mas metade do risco de demência poderia ser evitada com escolhas que estão ao alcance de qualquer pessoa. O cérebro, como qualquer órgão, responde ao cuidado acumulado ao longo de décadas — e a proteção mais eficaz não vem de remédios, mas de hábitos vividos com consistência e sentido.