Por décadas, Benjamin Netanyahu trabalhou para reposicionar a percepção americana sobre o Irã — não como uma ameaça periférica, mas como o centro gravitacional do perigo no Oriente Médio. Em entrevista recente, o primeiro-ministro israelense revelou as ferramentas desse esforço: a presença constante na mídia americana e os laços pessoais cultivados com sucessivas gerações de líderes em Washington. O fruto dessa longa persuasão se materializou em fevereiro, quando Israel e Estados Unidos atacaram o Irã conjuntamente — inaugurando um ciclo de violência que, mesmo após um cessar-fogo em abril, ai
Netanyahu afirma que levou anos para convencer EUA sobre ameaça iraniana
Levou muito tempo para os EUA caírem em si sobre o Irã
Netanyahu está dizendo que foi ele quem convenceu os americanos? Isso soa como uma reivindicação bastante pessoal.
Ele está descrevendo um processo de décadas em que usou acesso à mídia americana e relacionamentos com líderes dos EUA para mudar a percepção. Não é exatamente uma reivindicação de que fez tudo sozinho, mas de que foi um ator importante nessa mudança.
Mas a gente não sabe quanto peso essas aparições televisivas realmente tiveram. Poderia ter sido a inteligência, a política interna americana, ou uma combinação de coisas. Netanyahu está oferecendo uma narrativa sobre sua própria importância.
E quanto aos ataques de fevereiro? Isso foi planejado há quanto tempo?
A fonte não diz. Sabemos que aconteceu em 28 de fevereiro e matou o líder supremo iraniano, e que desencadeou semanas de retaliações com mísseis.
Exatamente. Não sabemos se os ataques foram consequência direta dessa persuasão de Netanyahu ou se já estavam em andamento. A entrevista não estabelece essa conexão causal.
E o cessar-fogo em abril — está realmente seguro?
Tem sido amplamente respeitado desde então, com uma exceção em junho. Mas confrontos continuam no Golfo, então a região não está exatamente em paz.
"Amplamente respeitado" é vago. Significa 95% de conformidade? 99%? E esses confrontos no Golfo — entre quem? A fonte não especifica.
O Pulso
- Netanyahu afirma abertamente que moldou a política externa americana sobre o Irã ao longo de décadas, usando aparições televisivas e relações pessoais com líderes dos EUA como instrumentos de influência.
- Em 28 de fevereiro, Israel e EUA lançaram ataques coordenados que mataram o líder supremo iraniano, transformando anos de pressão diplomática em ação militar direta.
- O Irã respondeu com semanas de ataques de mísseis contra Israel, deixando civis mortos, casas destruídas e milhões de pessoas forçadas a buscar abrigo — uma escalada que expôs o custo humano da ruptura.
- Um cessar-fogo anunciado em 8 de abril interrompeu os ataques diretos, mas uma troca de tiros em junho testou sua fragilidade e confrontos no Golfo mantêm a região em estado de tensão latente.
Por décadas, Benjamin Netanyahu trabalhou para reposicionar a percepção americana sobre o Irã — não como uma ameaça periférica, mas como o centro gravitacional do perigo no Oriente Médio. Em entrevista recente, o primeiro-ministro israelense revelou as ferramentas desse esforço: a presença constante na mídia americana e os laços pessoais cultivados com sucessivas gerações de líderes em Washington. O fruto dessa longa persuasão se materializou em fevereiro, quando Israel e Estados Unidos atacaram o Irã conjuntamente — inaugurando um ciclo de violência que, mesmo após um cessar-fogo em abril, ainda ressoa no Golfo.
Benjamin Netanyahu revelou, em entrevista ao Canal 14 israelense no domingo, que dedicou décadas a convencer Washington de que o verdadeiro centro da ameaça regional não eram os aliados iranianos espalhados pelo Oriente Médio, mas o próprio regime em Teerã. O primeiro-ministro descreveu um esforço longo e deliberado de persuasão, no qual duas ferramentas se mostraram decisivas: suas frequentes aparições na televisão americana e os relacionamentos pessoais que construiu com líderes norte-americanos ao longo dos anos. Segundo ele, foi preciso muito tempo para que os Estados Unidos 'caíssem em si' sobre a questão iraniana.
Essa influência encontrou sua expressão mais concreta em 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos lançaram ataques coordenados contra o Irã, matando o líder supremo do país. A resposta iraniana veio em ondas — semanas de ataques com mísseis que deixaram civis mortos, casas destruídas e milhões de pessoas buscando abrigo. A escalada expôs, de forma brutal, o custo humano de uma rivalidade que Netanyahu afirma ter ajudado a definir.
Um cessar-fogo anunciado em 8 de abril trouxe uma pausa ao conflito direto entre os dois países, embora uma breve troca de tiros em junho tenha testado sua solidez. A região permanece longe da paz: confrontos continuam ocorrendo no Golfo, mantendo acesa uma tensão que o acordo de abril conseguiu conter, mas não apagar.
Benjamin Netanyahu contou a uma emissora israelense no fim de semana que passou décadas tentando fazer Washington enxergar o Irã como a ameaça central que ele sempre acreditou ser. O primeiro-ministro israelense descreveu um longo esforço de persuasão — décadas, segundo suas palavras — em que pressionou o aparato de segurança de Israel a concentrar sua atenção não apenas nos aliados iranianos espalhados pela região, mas no próprio regime em Teerã.
Em entrevista ao Canal 14 no domingo, Netanyahu foi direto sobre como conseguiu virar o jogo. Disse que levou "muito tempo" para os Estados Unidos "caírem em si" sobre o Irã. Segundo ele, duas ferramentas foram decisivas nesse processo: suas aparições frequentes na televisão americana e o relacionamento pessoal que cultivou com líderes norte-americanos ao longo dos anos. Essas conexões, argumentou, o ajudaram a moldar a opinião pública americana sobre a questão.
O resultado dessa influência diplomática se materializou em 28 de fevereiro, quando Israel e os Estados Unidos lançaram ataques coordenados contra o Irã. Os ataques mataram o líder supremo iraniano e abriram uma nova fase do conflito. A resposta veio em forma de semanas de ataques com mísseis iranianos contra Israel — uma escalada que deixou civis mortos, casas destruídas, infraestrutura estratégica danificada e forçou milhões de pessoas a procurar abrigo em locais seguros.
O ciclo de retaliações pareceu encontrar um ponto de pausa em 8 de abril, quando um cessar-fogo foi anunciado. Desde então, o acordo tem sido amplamente respeitado entre as duas partes, apesar de uma breve troca de tiros em junho que testou sua solidez. Ainda assim, a região não encontrou paz completa — confrontos continuam ocorrendo no Golfo, mantendo a tensão viva mesmo com a pausa nos ataques diretos entre Israel e Irã.
Citações Notáveis
Levou muito tempo para fazer os Estados Unidos caírem em si em relação ao Irã— Benjamin Netanyahu, em entrevista ao Canal 14