Em abril de 1984, mais de três mil abelhas subiram a bordo do Challenger e passaram quase sete dias em órbita, carregando consigo uma das perguntas mais antigas da biologia: o que resta do instinto quando o mundo perde o chão? O que os cientistas encontraram ao final da missão não foi colapso, mas adaptação — favos hexagonais construídos no vácuo gravitacional, rotinas de colmeia retomadas no espaço, e uma rainha que continuou a pôr ovos mesmo sem a Terra sob suas patas. O experimento, nascido da curiosidade de um estudante, tornou-se uma janela para compreender até onde vai a resiliência dos