Em abril de 2022, a NASA abriu duas janelas distintas para o cosmos: uma voltada ao Sol, onde o Solar Dynamics Observatory flagrou erupções de plasma e radiação magnética; outra voltada a Marte, onde o rover Perseverance registrou o eclipse mais nítido já filmado no planeta vermelho. Separados por milhões de quilômetros, esses dois eventos lembram que o universo está em constante movimento — e que observá-lo com atenção é também aprender sobre nossa própria fragilidade e lugar no espaço.
NASA divulga imagens de erupções solares e eclipse em Marte capturado pelo Perseverance
Uma sombra delicada sobre o planeta vermelho
Por que a NASA liberou essas duas imagens ao mesmo tempo? Parece uma coincidência.
Não é coincidência. A agência publica descobertas conforme elas chegam, mas há um ritmo natural — quando há múltiplas histórias boas na mesma semana, elas ganham mais visibilidade juntas.
A erupção solar parecia perigosa. Por que não causou problemas na Terra?
A Terra tem sorte com a geometria. Essa erupção em particular foi potente, mas não estava apontada diretamente para nós. É como um canhão que dispara — importa muito para onde ele está virado.
E Fobos puxando Marte — isso significa que a lua está se afastando?
Exatamente. Fobos está em uma órbita decadente. Eventualmente colidirá com Marte ou se desintegrará. Essas observações ajudam a prever quando isso acontecerá.
Quanto tempo temos?
Dezenas de milhões de anos. Não é uma ameaça imediata, mas para entender Marte — sua história, sua estrutura — você precisa entender Fobos agora.
O vídeo do eclipse é realmente o melhor já feito?
Até aquele momento, sim. A Mastcam-Z tem uma resolução e uma velocidade de captura que nenhum instrumento anterior em Marte tinha. É a diferença entre ver algo acontecer e realmente vê-lo.
O Pulso
- O Sol entrou em erupção com força suficiente para ameaçar comunicações, redes elétricas e sistemas de navegação na Terra — embora desta vez o impacto tenha sido contido.
- A 300 milhões de quilômetros de distância, a pequena lua marciana Fobos cruzou na frente do Sol por apenas 40 segundos, projetando uma sombra delicada sobre Marte.
- A câmera Mastcam-Z do Perseverance capturou o eclipse com clareza e fluidez inéditas, superando todos os registros anteriores do mesmo fenômeno.
- Cientistas agora usam essas imagens para mapear a órbita de Fobos e entender como sua gravidade deforma a crosta e o manto de Marte ao longo do tempo.
- Os dados coletados tornam-se peças essenciais para o planejamento de futuras missões humanas e robóticas ao planeta vermelho.
Em abril de 2022, a NASA abriu duas janelas distintas para o cosmos: uma voltada ao Sol, onde o Solar Dynamics Observatory flagrou erupções de plasma e radiação magnética; outra voltada a Marte, onde o rover Perseverance registrou o eclipse mais nítido já filmado no planeta vermelho. Separados por milhões de quilômetros, esses dois eventos lembram que o universo está em constante movimento — e que observá-lo com atenção é também aprender sobre nossa própria fragilidade e lugar no espaço.
Em uma semana movimentada de abril de 2022, a NASA divulgou dois conjuntos de imagens que, juntos, ofereceram uma perspectiva rara sobre o sistema solar. Na quarta-feira, dia 20, o Solar Dynamics Observatory registrou erupções solares de grande intensidade — explosões que lançam plasma e radiação magnética no espaço e têm potencial para desestabilizar comunicações de rádio, redes elétricas e sistemas de navegação na Terra. Desta vez, porém, o evento não causou perturbações significativas ao planeta.
Poucos dias depois, veio a segunda revelação: um vídeo capturado pelo rover Perseverance mostrando um eclipse solar em Marte. No dia 2 de abril, a lua marciana Fobos passou entre o Sol e a superfície do planeta, bloqueando a luz por pouco mais de 40 segundos. A câmera Mastcam-Z registrou o momento com uma nitidez e uma taxa de quadros superiores a qualquer imagem anterior do mesmo fenômeno. O resultado é ao mesmo tempo delicado e impressionante — afinal, Fobos é cerca de 157 vezes menor que a Lua terrestre, então em vez de escurecer o céu, projeta apenas uma sombra suave sobre o solo marciano.
Além do espetáculo visual, as observações carregam peso científico. A gravidade de Fobos exerce uma força contínua sobre Marte, deformando lentamente sua crosta e seu manto. Compreender essa dinâmica orbital ajuda os cientistas a reconstruir a história geológica do planeta e a preparar o terreno — literalmente — para as missões humanas e robóticas que ainda estão por vir.
A NASA teve uma semana produtiva em abril de 2022, liberando duas séries de imagens que ofereciam janelas distintas para fenômenos cósmicos — um capturado aqui perto, outro a milhões de quilômetros de distância. Na quarta-feira, dia 20, a sonda Solar Dynamics Observatory registrou o que a agência descreve como poderosas explosões de energia: erupções solares que lançam plasma e radiação magnética diretamente no espaço. Nas imagens, é possível ver a coroa solar — aquela região mais externa e brilhante do astro — em plena atividade, expelindo material em todas as direções. Embora essas tempestades solares tenham potencial para interromper comunicações de rádio, danificar redes de energia elétrica, desativar sistemas de navegação e representar riscos reais para naves e astronautas em órbita, essa erupção em particular não causou perturbações graves na Terra.
Mas havia mais. Poucos dias depois, a NASA compartilhou um vídeo capturado pelo rover Perseverance em Marte — um eclipse solar visto do planeta vermelho. O fenômeno ocorreu em 2 de abril, quando a lua marciana Fobos passou entre o Sol e a superfície do planeta, bloqueando a luz por pouco mais de 40 segundos. A câmera Mastcam-Z do rover capturou o evento com uma clareza e uma taxa de quadros que superavam qualquer registro anterior do mesmo fenômeno. O que torna a imagem particularmente notável é a escala: Fobos é aproximadamente 157 vezes menor que a Lua terrestre, então em vez de um eclipse total que escurece o céu, o satélite marciano projeta apenas uma sombra delicada sobre o planeta.
Essas observações têm implicações científicas além do espetáculo visual. A gravidade de Fobos exerce uma força contínua sobre Marte, literalmente puxando e deformando a crosta e o manto do planeta. Compreender melhor a órbita de Fobos e como ela interage com o corpo celeste que orbita ajuda os cientistas a reconstruir a história geológica de Marte e a prever como o sistema evoluirá no futuro. Para futuras missões humanas e robóticas ao planeta vermelho, essas informações sobre a dinâmica orbital e a estrutura interna marciana tornam-se dados essenciais.
Citações Notáveis
Poderosas explosões de energia, capazes de afetar as comunicações de rádio, redes de energia elétrica, sinais de navegação e representar riscos para naves espaciais e astronautas— NASA, descrevendo erupções solares