Juarez Aparecido Pontes Fernandes, o rosto e a voz que o Brasil associou às câmeras digitais Tekpix nos anos 2000, foi encontrado morto em sua residência na sexta-feira, 9 de outubro, aos 56 anos. Sua trajetória — do telemarketing às telas de milhões de lares brasileiros — encerrou-se em silêncio, após meses de afastamento profissional, uma denúncia pública de assédio sexual e o peso da depressão. O bordão 'Vamos falar de coisa boa?' sobrevive em memes e na memória coletiva, mas agora carrega também a sombra de uma queda humana que a fama não conseguiu amparar.
Morre Juarez da Tekpix, garoto-propaganda que marcou época na TV brasileira
Vamos falar de coisa boa? — o bordão que o Brasil não esqueceu
Então Juarez da Tekpix era realmente uma figura importante na publicidade brasileira? Ou é mais uma daquelas coisas que a gente lembra porque virou meme?
Era ambos. Nos anos 2000, ele estava na televisão de verdade, em comerciais que ocupavam espaços pagos na programação. Não era um viral — era publicidade tradicional. Mas sim, depois que desapareceu, a internet o redescobriu e transformou em meme.
Mas a gente sabe pouco sobre como ele vivia nesse meio tempo. Entre o fim dos comerciais e fevereiro de 2025, o que ele fazia? Onde trabalhava? A reportagem não diz.
E o afastamento da RedeTV! em fevereiro de 2025 — isso foi uma denúncia confirmada ou ainda está em investigação?
A reportagem diz que houve uma denúncia de assédio sexual envolvendo uma funcionária de uma lanchonete da emissora. Foi divulgado pela imprensa na época.
Mas não temos detalhes sobre o resultado da investigação, se houve processo, se foi comprovado. Sabemos que ele foi afastado, e que depois disso enfrentava depressão. Mas as circunstâncias exatas não estão claras.
A depressão que ele enfrentava — como a gente sabe disso? Ele procurou ajuda?
Segundo fontes próximas ao caso, ele enfrentava depressão desde o afastamento. Mas a reportagem não detalha se ele estava em tratamento, se havia sinais de alerta, nada disso.
Exatamente. Temos uma atribuição vaga a "fontes próximas ao caso" e uma conclusão sobre depressão, mas nenhuma informação sobre como isso foi diagnosticado ou tratado. É um vazio importante.
The Pulse
- Juarez da Tekpix, ícone da publicidade televisiva brasileira dos anos 2000, foi encontrado morto em casa na sexta-feira — uma notícia que pegou o país de surpresa.
- Afastado da RedeTV! em fevereiro de 2025 após denúncia de assédio sexual, ele vivia meses de isolamento e enfrentava depressão desde então.
- O contraste é brutal: o homem que vendia entusiasmo e conexão ao consumidor passou seus últimos meses longe das câmeras, carregando uma acusação pública.
- Seu bordão e seus comerciais continuam circulando em redes sociais como memes, mas a morte recontextualiza esse legado com uma melancolia inesperada.
- A trajetória de Juarez levanta questões sobre o que acontece com figuras públicas quando a visibilidade desaparece e o escândalo ocupa seu lugar.
Juarez Aparecido Pontes Fernandes, o rosto e a voz que o Brasil associou às câmeras digitais Tekpix nos anos 2000, foi encontrado morto em sua residência na sexta-feira, 9 de outubro, aos 56 anos. Sua trajetória — do telemarketing às telas de milhões de lares brasileiros — encerrou-se em silêncio, após meses de afastamento profissional, uma denúncia pública de assédio sexual e o peso da depressão. O bordão 'Vamos falar de coisa boa?' sobrevive em memes e na memória coletiva, mas agora carrega também a sombra de uma queda humana que a fama não conseguiu amparar.
Juarez Aparecido Pontes Fernandes tinha 56 anos quando foi encontrado morto em sua casa, na sexta-feira, 9 de outubro. Para o Brasil, ele era Juarez da Tekpix — aquela voz acelerada, aquele entusiasmo de quem parecia estar revelando um segredo urgente a cada espectador.
Ele começou em vendas por telefone. Seu talento em conectar com o consumidor chamou a atenção da Tecnomania, que o colocou diante das câmeras. Ali nasceu um ícone da publicidade dos anos 2000: comerciais de câmeras digitais com demonstrações rápidas, condições de pagamento e o bordão 'Vamos falar de coisa boa?', que ficou gravado na memória coletiva muito além do tempo de exibição dos anúncios.
O mercado mudou, as câmeras compactas sumiram das prateleiras, mas Juarez permaneceu na cultura — seus comerciais viraram memes, referências, fragmentos de uma época que a publicidade brasileira não esqueceu.
Em fevereiro de 2025, porém, seu nome voltou aos noticiários de forma muito diferente. Ele foi afastado da RedeTV! após uma denúncia de assédio sexual envolvendo uma funcionária da emissora. Desde então, segundo fontes próximas, vivia em isolamento e enfrentava depressão — meses fora do trabalho, carregando o peso de uma acusação pública.
Sua morte encerra uma trajetória que foi do telemarketing às telas de milhões de brasileiros. O bordão ainda circula, ainda arranca sorrisos. Mas deixa também a lembrança de um homem que, depois de brilhar, enfrentou o silêncio e não encontrou saída.
Juarez Aparecido Pontes Fernandes foi encontrado morto em sua casa na sexta-feira, 9 de outubro. O homem que o Brasil conheceu como Juarez da Tekpix tinha 56 anos e deixa para trás uma marca indelével na publicidade televisiva dos anos 2000 — aquela voz acelerada, aquele jeito de vender câmeras digitais como se estivesse contando um segredo urgente para cada espectador.
Ele começou longe das câmeras, trabalhando em vendas por telefone. Seu desempenho chamou a atenção dos responsáveis pela Tecnomania, que viram nele algo que funcionava: uma capacidade de conectar com o consumidor, de tornar o produto irrecusável através da pura energia da comunicação. Colocaram-no diante das câmeras de televisão, e ali nasceu um ícone. Nos comerciais que ocupavam espaços regulares na programação, Juarez apresentava as ofertas com frases rápidas, demonstrações das funções, condições de pagamento — tudo com uma urgência que parecia genuína. Seu bordão, "Vamos falar de coisa boa?", tornou-se inseparável de sua imagem. Repetido nos anúncios, fixado na memória coletiva, o bordão permaneceu associado a ele mesmo depois que os comerciais deixaram de ir ao ar.
O mercado mudou. Os celulares começaram a carregar câmeras cada vez melhores, e as câmeras compactas da Tekpix desapareceram das prateleiras. Mas Juarez não desapareceu da cultura. Vídeos antigos circularam na internet, seus comerciais viraram memes, referências, fragmentos de uma época que a publicidade brasileira não esqueceu. Ele permanecia reconhecido, ainda que distante das telas.
Em fevereiro de 2025, seu nome voltou aos noticiários sob circunstâncias muito diferentes. Juarez foi afastado da RedeTV!, onde trabalhava, após uma denúncia de assédio sexual envolvendo uma funcionária de uma lanchonete da emissora. O episódio marcou uma ruptura. Segundo fontes próximas ao caso, ele enfrentava depressão desde esse afastamento — meses de isolamento, de estar fora do trabalho, de carregar o peso de uma acusação pública.
Agora, com sua morte encontrada em casa nesta sexta-feira, encerra-se uma trajetória que começou em telemarketing e alcançou a tela de milhões de brasileiros. Deixa para trás um bordão que ainda circula em redes sociais, ainda faz pessoas sorrirem ao se lembrar daquele garoto-propaganda que vendia câmeras digitais como se estivesse oferecendo a melhor coisa do mundo. Mas também deixa a lembrança de um homem que, depois de brilhar, enfrentou o isolamento e a depressão nos últimos meses de sua vida.
Notable Quotes
Vamos falar de coisa boa?— Juarez da Tekpix, bordão dos comerciais de câmeras digitais