Morre Benito Di Paula, cantor e compositor da MPB aos 84 anos

Falecimento de Benito Di Paula aos 84 anos após luta contra câncer.
Sou Flamengo, mas o Bangu é o time do meu coração
Benito Di Paula revelava em suas redes sociais a paixão pelos times cariocas que marcava sua vida e sua obra.
Mark

Por que a morte de Benito Di Paula importa agora, em 2026? Ele tinha 84 anos, estava doente há um tempo.

Mimi

Porque ele foi um dos grandes nomes da MPB. Não é só sobre idade ou doença — é sobre uma voz que marcou gerações saindo do mundo.

Luke

Mas o texto não diz muito sobre sua influência real. Quais foram seus maiores sucessos? Quantos discos vendeu? Quantas vezes suas músicas foram regravadas?

Mimi

Justo. O que temos é que ele lançou o primeiro álbum em 1971 e se tornou um dos grandes nomes da década de 1970. As canções que aparecem no texto mostram um artista sofisticado, que misturava referências eruditas com cultura popular.

Mark

E a conexão com o futebol — isso era central na vida dele ou era só um hobby?

Mimi

Parecia ser central. Ele mesmo disse que o Bangu era o time do seu coração, e isso aparecia nas suas composições. Não era separado da música — era parte dela.

Luke

Mas não sabemos se essas canções sobre futebol foram as mais tocadas, as mais conhecidas. "Charlie Brown" de 1974 — foi um sucesso? Ficou famosa? O texto não diz.

Mimi

Verdade. O que sabemos é que existem, que foram gravadas, que ele as compôs. O legado está aí, mas o texto não mede o impacto delas.

Mark

E a doença? Um ano de câncer — isso é longo ou curto?

Luke

Depende do tipo, do estágio. O texto não especifica nada disso. Só diz que ele lutava contra um câncer há cerca de um ano. Poderia ter sido diagnosticado meses antes.

Mimi

O que importa é que ele estava internado, estava lutando, e perdeu. Aos 84 anos, depois de uma vida inteira fazendo música.

  • A MPB perde uma voz insubstituível: Benito Di Paula morreu no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, encerrando uma luta silenciosa de quase um ano contra o câncer.
  • Seu desaparecimento abre um vazio na memória musical brasileira, pois poucos compositores souberam fundir cultura popular, futebol e reflexão poética com tanta naturalidade.
  • Fãs e músicos reagem à notícia lembrando canções como 'Charlie Brown', em que o Flamengo e Vinícius de Moraes dividiam o mesmo verso sem qualquer estranheza.
  • O legado permanece vivo em gravações que atravessaram décadas, mas a ausência do homem que as criou — torcedor, pianista e cronista da alma brasileira — já se faz sentir.

No domingo, 18 de outubro, São Paulo despediu-se de Benito Di Paula, pianista e compositor que, desde os anos 1970, teceu na música popular brasileira uma tapeçaria onde conviviam a sofisticação harmônica, a língua portuguesa em sua melhor forma e a paixão visceral pelo futebol. Nascido Uday Vellozo em Nova Friburgo, em 1941, ele partiu aos 84 anos após enfrentar um câncer por cerca de um ano, deixando uma obra que não distinguia o homem do artista — porque, para ele, nunca houve essa fronteira.

Benito Di Paula morreu no domingo, 18 de outubro, aos 84 anos, internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Havia cerca de um ano que o compositor enfrentava um câncer, e com sua partida a música popular brasileira perde um de seus nomes mais singulares.

Nascido em Nova Friburgo em 28 de novembro de 1941 com o nome Uday Vellozo, ele lançou seu primeiro álbum em 1971 e passou toda a década seguinte consolidando um repertório que misturava sofisticação pianística com referências profundas à cultura do país. Não era apenas um músico de ofício — era um homem que via na canção o lugar natural para tudo aquilo que o movia.

Entre essas paixões, o futebol ocupava um espaço especial. Em 'Charlie Brown', gravada em 1974, homenageou o Flamengo com versos que citavam Vinícius de Moraes e Jorge Ben, celebrando a torcida rubro-negra como 'coisa igual não tem'. Em 'Assobiar e Chupar Cana', evocou a Copa de 1958 e um desejo quase melancólico de simplicidade — alguém numa praça, assoviando, enquanto o mundo festejava. Apesar da declarada fidelidade ao Flamengo, Di Paula deixou registrado que o Bangu era 'o time do coração'.

Essa integração entre o torcedor e o compositor nunca pareceu forçada porque, de fato, nunca foi. Era a mesma pessoa. Até o fechamento desta edição, não havia informações sobre o velório. O que resta são as canções — e a marca de um artista que entendeu a música como espelho fiel da vida brasileira.

Benito Di Paula morreu no domingo, 18 de outubro, aos 84 anos. Estava internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo, onde enfrentava um câncer que o acompanhava há cerca de um ano. Com sua morte, a música popular brasileira perde um de seus nomes mais significativos — um compositor e pianista cuja obra atravessou décadas e marcou gerações de ouvintes.

Nascido em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro, em 28 de novembro de 1941, Uday Vellozo — nome de batismo de Benito Di Paula — lançou seu primeiro álbum em 1971. A partir daquele momento, durante toda a década de 1970, consolidou-se como um dos grandes artistas da MPB, construindo um repertório que misturava sofisticação musical com referências profundas à cultura brasileira.

Mas Benito Di Paula era mais do que um músico. Ele era também um homem apaixonado por futebol, particularmente pelos times cariocas. Em uma postagem no Instagram no início de 2023, escreveu com clareza: "Sou Flamengo, mas o Bangu é o time do meu coração". Essa paixão não ficou confinada aos estádios — ela transbordou para suas composições, tornando-se parte de seu legado artístico.

Em "Charlie Brown", gravada em 1974, Benito homenageou o Flamengo de forma poética, entrelaçando referências a Vinícius de Moraes e Jorge Ben com a torcida rubro-negra. Os versos celebravam a singularidade daquela paixão: "Torcida do Flamengo, coisa igual não tem". Em outra canção, "Assobiar e Chupar Cana", o compositor refletiu sobre as limitações da vida e as possibilidades da arte, fazendo alusão à música que marcou a conquista brasileira na Copa do Mundo de 1958. Nela, expressava um desejo quase melancólico: que alguém pudesse simplesmente sentar numa praça, assobiar e chupar cana, enquanto o mundo celebrava a taça.

Essas composições revelam um artista que entendia a música como um espaço onde a cultura popular, o futebol, a história do Brasil e a reflexão pessoal podiam conviver naturalmente. Não havia separação entre o homem que torcia e o compositor que criava — eram a mesma pessoa, e essa integração dava autenticidade ao seu trabalho.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o velório. O que fica é a obra: canções que continuarão sendo ouvidas, que continuarão carregando consigo a marca de um homem que viu na música uma forma de expressar tudo aquilo que o movia — a beleza da língua portuguesa, a força da cultura brasileira, e sim, também a paixão pelos times do coração.

Sou Flamengo, mas o Bangu é o time do meu coração
— Benito Di Paula, em postagem no Instagram em 2023
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