Morre aos 90 anos Dalmo de Abreu Dallari, professor emérito da USP

Falecimento de figura histórica que dedicou sua vida à defesa dos direitos humanos durante período de repressão política.
Voz lúcida que dedicou seis décadas à defesa dos direitos
Como reconheceu o Instituto dos Advogados de São Paulo ao comentar a morte do jurista.
Mark

Quem era Dalmo Dallari para que sua morte gerasse essa repercussão entre ex-presidentes e ministros do STF?

Mimi

Era um jurista que passou mais de 60 anos ensinando direito na USP e, mais importante, que se posicionou contra a ditadura militar quando isso era arriscado. Ele formou gerações de advogados e juízes que depois ocupariam posições importantes no país.

Luke

Mas a reportagem não detalha exatamente o que ele fez durante a ditadura. Diz que "se posicionou contra a repressão", mas não explica como, em que contexto, quais foram as consequências para ele.

Mimi

É verdade. A nota da família menciona "promoção dos direitos humanos" durante aquele período, e sabemos que Alexandre de Moraes foi seu orientando, mas os detalhes específicos de sua atuação não estão aqui.

Mark

E quanto ao velório? A reportagem diz que seria na Faculdade de Direito, mas não dá horário nem data.

Mimi

Exato. A reportagem foi publicada no dia da morte, e a família ainda não havia divulgado esses detalhes. É uma limitação do timing da notícia.

Luke

Então temos confirmado: 90 anos, insuficiência respiratória, professor emérito da USP desde 1963, mais de 60 anos de magistério, família numerosa. O resto é mais atribuição e reconhecimento póstumo do que fato concreto.

Mark

Mas o reconhecimento póstumo também é parte da história, não é? Mostra como ele era visto.

Mimi

Sim. A nota do Instituto dos Advogados de São Paulo o chama de "defensor da democracia" e "voz lúcida". Lula e Dilma lamentaram. Isso diz algo sobre o tipo de figura que ele era na memória coletiva.

  • Dallari morreu de insuficiência respiratória aos 90 anos, encerrando uma das trajetórias mais longas e coerentes da história jurídica brasileira.
  • Durante a ditadura militar (1964–1985), quando o silêncio era a escolha mais segura, ele se posicionou publicamente contra a repressão, assumindo riscos reais em nome do direito.
  • Sua influência atravessou gerações: entre seus orientandos está Alexandre de Moraes, atual ministro do STF, que reconheceu publicamente a herança intelectual do professor.
  • Ex-presidentes, institutos jurídicos e figuras públicas reagiram com pesar imediato, revelando o peso simbólico de sua ausência para a democracia brasileira.
  • Com sua partida, abre-se um vazio difícil de preencher: o de uma autoridade moral construída não por cargo, mas por décadas de coerência entre pensamento e ação.

Aos 90 anos, Dalmo de Abreu Dallari partiu em São Paulo deixando para trás mais de seis décadas de magistério e resistência jurídica. Professor emérito da Faculdade de Direito da USP, ele escolheu, quando a ditadura militar silenciava vozes, falar com clareza sobre liberdade e dignidade humana — e essa escolha moldou gerações inteiras de juristas brasileiros. Sua morte, em 8 de abril de 2022, não encerra apenas uma biografia, mas um modo de habitar o direito como instrumento de justiça e não de poder.

Dalmo de Abreu Dallari morreu na sexta-feira, 8 de abril de 2022, aos 90 anos, em São Paulo, vítima de insuficiência respiratória. A família anunciou o velório na Faculdade de Direito da USP, no Largo de São Francisco — o mesmo lugar onde ele havia se formado em 1957 e onde, seis anos depois, venceu concurso para lecionar.

Por mais de seis décadas, Dallari dedicou-se ao magistério e à defesa dos direitos humanos. Quando o golpe militar de 1964 instalou a repressão no país, ele escolheu a resistência: tornou-se uma voz jurídica rara num tempo em que questionar o regime era arriscado. Seu trabalho não ficou restrito à academia — influenciou diretamente a formação de juristas que depois ocupariam posições centrais na vida pública brasileira. Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, foi seu orientando na pós-graduação e reconheceu publicamente essa herança ao lamentar sua morte.

Dallari deixa esposa, sete filhos, treze netos e dois bisnetos. Mas o legado que construiu vai além dos laços familiares: a nota divulgada pela família fala em "várias gerações de alunos e seguidores", uma influência que moldou não apenas indivíduos, mas a maneira como gerações de juristas brasileiros pensariam sobre democracia e direitos fundamentais.

A repercussão foi imediata. Os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff lamentaram o falecimento. O Instituto dos Advogados de São Paulo o chamou de "defensor da democracia" e "voz presente do bom direito". Com sua partida, encerra-se um capítulo da história jurídica brasileira — o de uma geração que enfrentou a ditadura com argumentos, com a convicção de que a lei deveria servir à liberdade, e não à opressão.

Dalmo de Abreu Dallari morreu na sexta-feira, 8 de abril de 2022, aos 90 anos, em São Paulo. A causa foi insuficiência respiratória. A notícia chegou através de comunicado da família, que anunciou também o velório na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo de São Francisco.

Dallari havia se formado em direito pela USP em 1957 e, sete anos depois, em 1963, venceu concurso para lecionar na mesma instituição onde estudou. Durante mais de seis décadas dedicou-se ao magistério e à promoção dos direitos humanos, formando gerações de juristas que carregariam adiante seus ensinamentos. Quando a ditadura militar tomou o país em 1964, Dallari posicionou-se claramente contra a repressão, tornando-se uma voz importante de resistência jurídica num período em que poucos se arriscavam a questionar o regime.

Seu trabalho na defesa dos direitos humanos durante aqueles anos de autoritarismo não foi apenas acadêmico. Dallari influenciou diretamente a formação de juristas que depois ocupariam posições de destaque no país. Alexandre de Moraes, atualmente ministro do Supremo Tribunal Federal, foi seu orientando na pós-graduação e reconheceu publicamente essa herança intelectual ao se manifestar sobre sua morte.

A família que deixa é numerosa: uma esposa, sete filhos, treze netos e dois bisnetos. Mas o legado que Dallari construiu vai muito além dos laços familiares. A nota divulgada pela família menciona "várias gerações de alunos e seguidores" aos quais se dedicou ao longo de sua carreira, sugerindo uma influência que atravessou décadas e moldou não apenas indivíduos, mas a própria forma como gerações de juristas brasileiros pensariam sobre direito, democracia e direitos fundamentais.

Sua morte gerou repercussão imediata entre figuras públicas. Os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, ambos do PT, lamentaram o falecimento. O Instituto dos Advogados de São Paulo divulgou nota reconhecendo Dallari como "defensor da democracia" e "voz presente do bom direito", afirmando que "o Brasil e a comunidade jurídica sempre será grata pelos seus ensinamentos e pela sua voz lúcida".

Com sua morte, encerra-se um capítulo importante da história jurídica brasileira. Dallari representava uma geração de intelectuais que enfrentou a ditadura não com armas, mas com argumentos, com conhecimento do direito, com a convicção de que a lei deveria estar a serviço da liberdade e não da opressão. Seu desaparecimento deixa vago um espaço que poucos estão preparados para ocupar: o de uma voz que falava com autoridade moral conquistada através de décadas de coerência entre pensamento e ação.

Defensor da democracia e voz presente do bom direito. O Brasil e a comunidade jurídica sempre será grata pelos seus ensinamentos e pela sua voz lúcida
— Instituto dos Advogados de São Paulo
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