No cruzamento improvável entre a fisiologia de serpentes e a crise global de obesidade, cientistas identificaram uma molécula — a pTOS — que aumenta mil vezes no sangue de pítons após uma refeição e parece dizer ao cérebro que o corpo está saciado. Produzida por bactérias intestinais a partir de aminoácidos comuns, ela ativa neurônios ligados à saciedade tanto em répteis quanto em roedores, e já foi detectada no sangue humano. A descoberta, publicada na Nature Metabolism, não oferece um remédio imediato, mas abre uma janela rara: a de que criaturas com metabolismos radicalmente distintos do no