Há uma década, a Minor Hotels escolheu Portugal como porta de entrada na Europa, e agora renova esse compromisso com dois novos hotéis de luxo — um Anantara de cinco estrelas e outro de quatro — a instalar nas regiões norte e centro do país. A expansão, prevista para os próximos dois anos, combina construção nova com reabilitação de edifícios existentes, e revela como um grupo com presença em 63 países continua a ver Portugal não como um mercado periférico, mas como um espaço de oportunidade genuína.
Minor Hotels prepara lançamento de dois novos hotéis de luxo em Portugal
Portugal nunca foi um problema, foi uma oportunidade
Porque é que a Minor Hotels escolhe este momento para anunciar dois hotéis novos em Portugal?
O grupo está em Portugal desde 2016 e já tem 17 unidades. Isto não é uma entrada precipitada — é uma consolidação. Quando veem oportunidades de terrenos ou edifícios para remodelar, avançam.
Mas há muita concorrência hoteleira em Portugal. O que torna isto diferente?
A Minor opera em 63 países. Eles não vêm Portugal como um mercado saturado, vêm como um mercado onde ainda há espaço para luxo bem feito. A Anantara tem 60 propriedades globalmente — não é uma marca pequena.
A executiva disse que Portugal "nunca foi um problema". Isso soa a resposta diplomática.
Talvez. Mas quando uma empresa internacional diz que um país é uma oportunidade e não um obstáculo, está a dizer que consegue navegar a burocracia, que os parceiros locais funcionam, que há retorno. Se não fosse assim, não voltavam.
Porque é que um hotel em Vilamoura deixou de ser Anantara?
Passou para o Accor em 2025. Às vezes os contratos de gestão terminam ou as prioridades mudam. O que importa é que a Minor está a trazer uma nova propriedade Anantara — significa que a marca continua a fazer sentido para eles em Portugal.
E as branded residences? Isso é o futuro?
Provavelmente. É um modelo que funciona noutros mercados — combina receita hoteleira com propriedade residencial. Em Portugal, dependerá de haver investidores interessados e localizações certas. Não é imediato, mas está no radar.
Dois anos para abrir. Isso é rápido ou lento?
Para hotéis de luxo com remodelação envolvida, é realista. Não é construção do zero, o que acelera. Mas também não é precipitado — dá tempo para fazer bem.
El Pulso
- A Minor Hotels prepara o regresso da marca Anantara a Portugal — desta vez sob gestão direta — depois de a unidade de Vilamoura ter passado para o grupo Accor em abril de 2025.
- Os dois novos projetos serão anunciados ainda em 2026, mas a identidade de uma das marcas permanece por revelar, alimentando a expectativa no setor hoteleiro português.
- A aposta no norte e no centro do país sinaliza uma diversificação deliberada para além do Algarve, região que historicamente concentra o turismo de luxo em Portugal.
- Apesar de desafios como a burocracia e o caos no aeroporto de Lisboa, a vice-presidente do grupo foi direta: 'Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade.'
- O conceito de branded residences — propriedades residenciais sob marca hoteleira — está na mesa para Portugal, dependendo das oportunidades de investimento que surjam.
Há uma década, a Minor Hotels escolheu Portugal como porta de entrada na Europa, e agora renova esse compromisso com dois novos hotéis de luxo — um Anantara de cinco estrelas e outro de quatro — a instalar nas regiões norte e centro do país. A expansão, prevista para os próximos dois anos, combina construção nova com reabilitação de edifícios existentes, e revela como um grupo com presença em 63 países continua a ver Portugal não como um mercado periférico, mas como um espaço de oportunidade genuína.
A Minor Hotels, grupo que trouxe a Tivoli para Portugal em 2016, está a preparar dois novos hotéis de luxo no país. Um deles será operado sob a bandeira Anantara — a marca premium do grupo —, enquanto o segundo ainda não teve a sua identidade revelada. Ambos os projetos serão anunciados ainda este ano, com uma unidade a localizar-se no norte e outra no centro do país, e deverão estar operacionais dentro de dois anos.
A confirmação foi dada por Andrea Granja, responsável de comunicação do Tivoli Hotels & Resorts, durante um encontro com jornalistas em Lisboa. Natasha Rhymes, vice-presidente de relações públicas do grupo, acrescentou que os projetos combinam construção nova e remodelação de edifícios existentes — uma abordagem que reflete tanto as oportunidades como os constrangimentos do mercado português.
A Anantara conta com 60 propriedades em 24 países. Em Portugal, a marca esteve anteriormente em Vilamoura, mas essa unidade transitou para o grupo Accor em abril de 2025. O novo projeto representa, por isso, um regresso sob gestão direta da Minor.
O grupo opera 640 hotéis em 63 países e escolheu Portugal como o seu primeiro mercado europeu. Desde 2016, a presença cresceu para 17 propriedades, cobrindo segmentos que vão do luxo a marcas mais acessíveis. Questionada sobre obstáculos como a burocracia ou o aeroporto de Lisboa, Rhymes foi clara: 'Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade.'
O grupo não descarta ainda a introdução do conceito de branded residences em Portugal — propriedades residenciais operadas sob marca hoteleira —, embora a sua chegada dependa das necessidades do mercado. Com estes dois novos projetos, a Minor reafirma uma aposta coordenada na diversificação geográfica dentro do país, apostando em regiões para além do tradicional eixo do Algarve.
A Minor Hotels, o grupo que trouxe a marca Tivoli para Portugal há uma década, está a preparar dois novos hotéis de luxo no país. Um deles será operado sob a bandeira Anantara, a marca premium do grupo, enquanto o segundo ainda não teve a sua identidade revelada. Os dois projetos serão anunciados ainda este ano, com um a localizar-se na região norte e outro no centro do país.
A confirmação veio de Andrea Granja, responsável de relações públicas e comunicações do Tivoli Hotels & Resorts, durante um encontro com jornalistas realizado em Lisboa. As duas unidades terão classificações diferentes — uma com cinco estrelas e outra com quatro — e deverão estar operacionais dentro de dois anos. Segundo Natasha Rhymes, vice-presidente de relações públicas do departamento de hotéis de luxo do grupo, os projetos combinam tanto construção nova como a remodelação de edifícios existentes, uma abordagem que reflete tanto a oportunidade como os constrangimentos do mercado português.
A Anantara é uma marca consolidada no portfólio da Minor Hotels, com 60 propriedades espalhadas por 24 países. Em Portugal, a marca teve presença anterior em Vilamoura, no Algarve, mas essa unidade passou para a gestão do grupo Accor em abril de 2025 e é agora conhecida como Victoria Golf Resort & Spa. O novo projeto Anantara será, portanto, um regresso da marca ao mercado português sob gestão direta do grupo Minor.
A decisão de expandir em Portugal reflete a confiança estratégica que a Minor Hotels deposita no país. O grupo, que opera 640 hotéis com mais de 90 mil quartos distribuídos por 63 países, escolheu Portugal como seu primeiro mercado europeu quando adquiriu as unidades Tivoli em 2016. Desde então, a presença cresceu para 17 propriedades, cobrindo segmentos que vão desde o luxo até marcas mais acessíveis, incluindo Tivoli, NH Collection, Avani e Anantara.
Rhymes sublinhou que Portugal permanece uma prioridade de investimento apesar dos desafios conhecidos. Quando questionada sobre obstáculos como a burocracia ou o caos operacional do aeroporto de Lisboa, a executiva foi clara: "Há diferentes maneiras de trabalhar em diferentes partes do mundo. Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade." Esta perspetiva sugere que o grupo vê o mercado português não como um desafio a contornar, mas como um espaço com potencial genuíno.
O grupo também não descarta a possibilidade de introduzir em Portugal o conceito de branded residences — propriedades residenciais operadas sob a marca do hotel. Embora este modelo ainda não esteja presente nas unidades portuguesas da Minor, Rhymes indicou que a empresa está a desenvolvê-lo noutros mercados e que a sua chegada a Portugal dependerá das necessidades do mercado e das oportunidades de investimento que surjam.
Com estes dois novos projetos, a Minor Hotels reafirma o seu compromisso com Portugal como mercado estratégico. Os lançamentos, ainda que separados geograficamente — norte e centro — representam uma aposta coordenada na diversificação geográfica dentro do país, sugerindo que o grupo vê potencial em regiões para além do tradicional eixo do Algarve.
Citas Notables
Um será na região norte e outro no centro— Andrea Granja, director de relações públicas do Tivoli Hotels & Resorts
Portugal nunca foi um problema para a Minor, foi uma oportunidade— Natasha Rhymes, vice-presidente de relações públicas do departamento de luxury hotels