No silêncio do Bezerrão, o Minas Brasília encerrou sua primeira fase com uma derrota que pouco importava em termos de permanência, mas muito revelou sobre o peso da descontração quando a missão já parece cumprida. Diante do Internacional, a equipe brasiliense pagou o preço da displicência com um placar de 4 a 1, lembrando que no esporte, como na vida, a atenção raramente pode ser suspensa sem consequências. A elite está garantida, mas as quartas de final exigirão um espírito diferente.
Minas Brasília encerra fase com derrota; Inter avança em terceiro
Jheniffer aproveitou bobeira da defesa e abriu o placar aos seis minutos
Por que o Minas Brasília entrou tão desatento em campo se já tinha garantido a permanência?
Quando você já sabe que vai ficar, é difícil manter a intensidade. O time estava pensando nas quartas, não naquele jogo específico.
Mas a gente não sabe se foi desatenção ou falta de motivação. O texto diz que entraram displicentes, mas não há declaração de técnico ou jogadora explicando por quê.
E quanto ao desempenho do Internacional? Parece que aproveitou bem os erros.
Jheniffer foi decisiva. Marcou duas vezes, uma em cima de erro da defesa, outra em uma interceptação. O time colorado jogou com velocidade e objetividade.
Verdade, mas o Minas Brasília também criou chances. Acertou a trave duas vezes, teve um pênalti defendido. Não foi uma atuação tão fraca assim.
Então o placar não reflete bem o jogo?
Não completamente. O Minas Brasília teve momentos bons, mas o Internacional foi mais eficiente nas finalizações.
E há um detalhe: o estádio vazio por causa da covid. Não sabemos como teria sido com público, se teria mudado algo.
Qual é a próxima etapa agora?
As quartas de final. O Internacional enfrenta o Kindermann, que é o sexto colocado.
E o Corinthians segue como favorito geral, já que venceu o Santos e pode enfrentá-lo novamente na final.
Il Polso
- O Minas Brasília entrou em campo já classificado e o corpo traiu a mente: aos seis minutos, um erro defensivo elementar abriu caminho para o primeiro gol do Internacional.
- Jheniffer foi o símbolo da noite colorada, marcando duas vezes e construindo jogadas decisivas enquanto a defesa brasiliense oscilava entre reação e desatenção.
- Byanca Brasil desperdiçou um pênalti no segundo tempo, mas compensou com um gol em contra-ataque, consolidando a goleada e a terceira colocação do Internacional.
- Robinha marcou o gol de honra nos acréscimos, um gesto simbólico de dignidade em uma noite que o Minas Brasília preferiria esquecer.
- Com a rodada encerrada, o cenário das quartas de final se desenhou: Corinthians lidera com folga, e os confrontos prometem duelos de alto nível entre os oito classificados.
No silêncio do Bezerrão, o Minas Brasília encerrou sua primeira fase com uma derrota que pouco importava em termos de permanência, mas muito revelou sobre o peso da descontração quando a missão já parece cumprida. Diante do Internacional, a equipe brasiliense pagou o preço da displicência com um placar de 4 a 1, lembrando que no esporte, como na vida, a atenção raramente pode ser suspensa sem consequências. A elite está garantida, mas as quartas de final exigirão um espírito diferente.
O Minas Brasília fechou a primeira fase do Brasileiro Feminino A1 de 2020 com uma derrota por 4 a 1 diante do Internacional, no Estádio Bezerrão, no Gama. A permanência na elite já estava garantida com uma rodada de antecedência, e essa segurança pareceu pesar sobre a postura da equipe brasiliense desde o apito inicial.
O Internacional aproveitou a desconcentração adversária logo aos seis minutos, quando um erro da zagueira Jéssica dentro da área permitiu que Jheniffer recebesse o rebote e batesse cruzado, surpreendendo a goleira Thalya. O Minas Brasília reagiu com mais posse de bola e a peruana Steff chegou a acertar a trave aos 15 minutos, mas o primeiro tempo terminou ainda pior: Jheniffer interceptou uma saída de bola errada e encobriu Thalya com um chute de longe, ampliando para 2 a 0.
No segundo tempo, Byanca Brasil marcou duas vezes para o Internacional — a primeira aos nove minutos, a segunda em um contra-ataque nos acréscimos, após desperdiçar um pênalti defendido por Thalya. Pelo lado brasiliense, Hulk substituiu Steff e chegou a ficar cara a cara com a goleira, mas acertou a trave. Nos últimos minutos, Robinha converteu uma penalidade sofrida por Hulk e marcou o gol de honra, fechando o placar em 4 a 1.
A vitória garantiu ao Internacional a terceira colocação e o confronto com o Kindermann nas quartas de final. Na mesma rodada, o Corinthians manteve a liderança ao vencer o Santos por 1 a 0, enquanto Flamengo, Grêmio, Ferroviária e Palmeiras também avançaram. Na parte de baixo da tabela, Iranduba, Audax, Vitória e Ponte Preta já tinham o rebaixamento confirmado para a Série A2.
O Minas Brasília encerrou sua participação na primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino A1 de 2020 com uma derrota por 4 a 1 para o Internacional, na noite de quarta-feira, 14 de outubro, no Estádio Bezerrão, no Gama. A equipe do Distrito Federal já havia garantido sua permanência na elite com uma rodada de antecedência, o que pode ter influenciado a postura desatenta com que entrou em campo. O time colorado aproveitou essa desconcentração e abriu o placar aos seis minutos, quando a zagueira Jéssica cometeu um erro na tentativa de afastar a bola dentro da área. Jheniffer, bem posicionada, recebeu o rebote e bateu cruzado, surpreendendo a goleira Thalya.
Apesar do revés inicial, o Minas Brasília reagiu e buscou o equilíbrio. A equipe brasiliense passou a ter mais posse de bola, com as principais ações ofensivas saindo dos pés da peruana Steff. Aos 15 minutos, após uma sequência rápida de passes próximo à área, Steff acertou a trave. O Internacional, porém, respondeu com perigo através de jogadas construídas com velocidade. No último lance do primeiro tempo, uma saída de bola errada do Minas Brasília permitiu que Jheniffer interceptasse o passe e batesse de longe, encobrindo Thalya, que estava adiantada. O estádio, vazio por causa dos protocolos de prevenção à covid-19, tinha seu silêncio quebrado apenas pelas vozes das jogadoras e orientações do banco de reservas.
O segundo tempo seguiu o mesmo padrão. Aos nove minutos, Byanca Brasil ampliou a vantagem do Internacional, com participação de Jheniffer na jogada. O Minas Brasília continuou buscando reduzir a desvantagem. Hulk, que havia entrado no lugar de Steff no intervalo, ficou sozinha de frente para a goleira Yasmim e acertou a trave. A sequência de finalizações coloradas prosseguiu, com a defesa brasiliense conseguindo tirar uma delas em cima da linha.
Aos 23 minutos, Byanca Brasil teve a oportunidade de ampliar ainda mais quando recebeu uma penalidade máxima, mas Thalya fez uma defesa importante no lado esquerdo do gol. Aos 46 minutos, a atacante colorada compensou ao marcar em um contra-ataque com um chute cruzado sem chances para a goleira. No lance seguinte, Hulk sofreu um pênalti após driblar uma defensora. Aos 48 minutos, Robinha marcou o gol de honra do Minas Brasília, fechando o placar em 4 a 1.
A vitória consolidou a classificação do Internacional na terceira colocação para as quartas de final, onde enfrentará o Kindermann. Na mesma rodada, o Corinthians manteve sua soberania ao vencer o Santos por 1 a 0 em um clássico que tem grandes chances de se repetir na decisão do torneio. O Flamengo venceu o Kindermann por 2 a 1, mas o resultado não foi suficiente para ultrapassar o Grêmio, que empatou sem gols com o São Paulo. Ferroviária e Palmeiras também avançaram para a próxima fase. Na parte debaixo da tabela, os clubes rebaixados para a Série A2 já estavam definidos: Iranduba, Audax, Vitória e Ponte Preta. Os confrontos das quartas de final foram definidos com os seguintes emparelhamentos: Corinthians contra Grêmio, Santos contra São Paulo, Internacional contra Kindermann, e Ferroviária contra Palmeiras.
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O Minas Brasília entrou em campo displicente e sofreu gol logo no começo do jogo— Descrição da partida