Num domingo de manhã em São Luís, a ponte Marcelino Machado, erguida há mais de seis décadas para uma época em que os caminhões pesavam bem menos, foi derrubada por explosivos no Estreito dos Mosquitos, na BR-135. Sua queda marca o fim de uma estrutura que já não suportava o peso do presente, e expõe a distância entre o que se construiu no passado e as exigências de hoje. A ponte remanescente, que segue de pé a poucos metros, mantém sozinha a ligação do Maranhão com sua capital, e a promessa de uma nova travessia, prevista para 2027, aponta para a reconstrução que o cotidiano exige.
Dnit implode ponte Marcelino Machado em São Luís após vistorias apontarem riscos estruturais
A apenas 16 metros, a única ligação rodoviária com a capital seguia de pé
Por que derrubar a ponte em vez de simplesmente mantê-la fechada, como estava desde abril?
As vistorias apontaram deslocamento de blocos, fissuras profundas, corrosão e perda de rigidez. Além disso, ela foi projetada para 24 toneladas, e a exigência hoje é de 45.
Vale separar: o diagnóstico vem das vistorias do próprio Dnit, e a afirmação de que ela chegou ao fim da vida útil é do Governo do Maranhão. O texto não detalha laudos nem datas das vistorias.
E por que a implosão exigiu tanto cuidado?
Havia outra ponte a apenas 16 metros, a única ligação rodoviária com a capital. Foram usados 20 sismógrafos, um colchão de solo que baixou a queda de 13 para cerca de 7 metros e a maré alta para reduzir o impacto.
Essas são as medidas descritas pelo Dnit. O resultado das inspeções na ponte remanescente foi comparado com as medições anteriores, mas o texto não informa o que elas mostraram.
Como as pessoas que moram por perto foram afetadas?
Foram orientadas a deixar as casas durante a implosão, com carros de som e agentes visitando as residências. A BR-135 ficou interditada das 10h às 16h.
Não sabemos quantas famílias saíram nem onde ficaram. O texto não diz.
O que vem agora?
Uma nova ponte de R$ 176,7 milhões, contratada com o Consórcio Ponte Estreito Maranhão, com previsão para 2027.
Previsão é só isso: uma expectativa. Até lá, tudo depende de uma única ponte em operação.
Il Polso
- A ponte estava interditada desde abril, e vistorias apontaram blocos deslocados, corrosão e armaduras tomadas pela oxidação.
- Projetada para 24 toneladas, a estrutura ficou aquém dos 45 toneladas exigidos pela legislação atual, tornando a demolição inevitável.
- A apenas 16 metros, a ponte vizinha é a única ligação rodoviária com a capital, e precisou ser protegida por sismógrafos, colchão de solo e detonações em sequência.
- Famílias vizinhas deixaram suas casas, a BR-135 foi fechada entre 10h e 16h, e a ponte remanescente segue sob monitoramento enquanto a nova obra, de R$ 176,7 milhões, avança para 2027.
Num domingo de manhã em São Luís, a ponte Marcelino Machado, erguida há mais de seis décadas para uma época em que os caminhões pesavam bem menos, foi derrubada por explosivos no Estreito dos Mosquitos, na BR-135. Sua queda marca o fim de uma estrutura que já não suportava o peso do presente, e expõe a distância entre o que se construiu no passado e as exigências de hoje. A ponte remanescente, que segue de pé a poucos metros, mantém sozinha a ligação do Maranhão com sua capital, e a promessa de uma nova travessia, prevista para 2027, aponta para a reconstrução que o cotidiano exige.
Na manhã deste domingo (1º), o Dnit derrubou, por meio de implosão controlada, a ponte Marcelino Machado, na saída de São Luís, no Maranhão. A estrutura, no trecho conhecido como Estreito dos Mosquitos, na BR-135, estava interditada desde abril.
As vistorias encontraram problemas sérios: blocos de concreto deslocados, metais corroídos, fissuras profundas e armaduras muito oxidadas. Projetada há mais de seis décadas para 24 toneladas, a ponte já não acompanhava a exigência atual de 45 toneladas. A demolição foi a saída possível.
O cuidado foi redobrado porque, a apenas 16 metros, fica a outra ponte, que continua em uso e é a única ligação rodoviária com a capital. Foram instalados 20 sismógrafos, um colchão de solo amorteceu a queda e a ação ocorreu na maré alta, com detonações em sequência para evitar a concentração de energia. Bombeiros cuidaram das duas margens, com viaturas, equipes de resgate e ambulância.
As famílias próximas foram orientadas a deixar suas casas, avisadas por carros de som e agentes que foram até as residências. Como disse o tenente-coronel Marcos Bittencourt, seguir as recomendações foi essencial para a segurança da população. A BR-135 ficou interditada entre 10h e 16h.
O próximo passo é a nova ponte, orçada em R$ 176,7 milhões, sob responsabilidade do Consórcio Ponte Estreito Maranhão, com conclusão prevista para 2027. Até lá, a ponte remanescente segue sendo a única ligação com a capital.
Na manhã deste domingo (1º), o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) derrubou, por meio de uma implosão controlada, a ponte Marcelino Machado, na saída de São Luís, no Maranhão. A estrutura ficava no trecho conhecido como Estreito dos Mosquitos, na BR-135, e estava interditada desde abril deste ano.
A demolição foi autorizada depois de vistorias do órgão encontrarem problemas estruturais sérios: deslocamento de blocos de concreto, corrosão de metais, fissuras profundas, forte oxidação das armaduras e perda de rigidez. A ponte havia sido projetada há mais de seis décadas para suportar cargas de até 24 toneladas. Segundo o Governo do Maranhão, ela chegou ao fim da vida útil diante da legislação atual, que exige suporte de até 45 toneladas.
O cuidado da operação tinha uma razão concreta. A apenas 16 metros da Marcelino Machado fica outra ponte, no sentido oeste, que continua em funcionamento e é a única ligação rodoviária com a capital. Por isso, a intervenção mobilizou várias frentes de trabalho. Antes das detonações, foram instalados 20 sismógrafos para medir as vibrações na estrutura e no entorno. Para amortecer o choque, o Dnit usou um colchão de solo que reduziu a altura de queda de 13 metros para cerca de 7 metros. A ação também foi feita na maré alta, o que diminuiu a energia do impacto na água. Em nota, o órgão explicou que os disparos ocorreram em sequência, com pequenos intervalos entre as detonações, para evitar a concentração de energia.
Houve ainda um esquema de segurança nas duas margens. Do lado de São Luís, o Corpo de Bombeiros deixou de prontidão uma viatura de combate a incêndios, além de profissionais de busca e salvamento, resgate aquático e monitoramento. Do lado de Bacabeira, os bombeiros mantiveram uma ambulância, equipes de atendimento médico de urgência e de controle de eventuais focos de incêndio florestal.
As famílias que moram nas proximidades foram orientadas, já na fase de planejamento, a deixar suas casas durante a implosão. O aviso foi reforçado antes do início, com carros de som e com agentes de segurança pública que foram até as residências. "Seguir as recomendações das autoridades foi essencial para a segurança da população", declarou o tenente-coronel Marcos Bittencourt, chefe da 5ª Seção do Corpo de Bombeiros. Por causa do uso de explosivos, a BR-135 ficou totalmente interditada entre as 10h e as 16h, e o tráfego na ponte remanescente foi liberado em seguida.
Depois da demolição, equipes inspecionaram a ponte que continua em uso, comparando os resultados com as medições feitas antes da operação. O governador Carlos Brandão (PSD) comemorou o resultado nas redes sociais: "Parabenizo todos os envolvidos nesta ação, que marca mais uma etapa importante para garantir uma travessia mais segura e melhorar a mobilidade no acesso à Grande Ilha".
Participaram da operação, além do Dnit e dos bombeiros, a Defesa Civil estadual e municipal, a Polícia Militar, a Guarda Municipal, a Polícia Rodoviária Federal, a Secretaria de Estado de Saúde, secretarias municipais de Saúde, o Exército Brasileiro e a Capitania dos Portos.
O próximo passo é a nova ponte, orçada em R$ 176,7 milhões. O Dnit já contratou o serviço, a cargo do Consórcio Ponte Estreito Maranhão, com conclusão prevista para 2027. Até lá, a ponte remanescente segue como única ligação rodoviária com a capital.
Citazioni salienti
Seguir as recomendações das autoridades foi essencial para a segurança da população.— Tenente-coronel Marcos Bittencourt, Corpo de Bombeiros
A ação marca mais uma etapa importante para garantir uma travessia mais segura e melhorar a mobilidade no acesso à Grande Ilha.— Carlos Brandão (PSD), governador do Maranhão