Microsoft atinge US$ 2 trilhões de valor de mercado e se junta à Apple

Apenas três empresas no mundo alcançaram dois trilhões
Microsoft se junta a Apple e Saudi Aramco em um clube econômico extremamente exclusivo.
Mark

Por que esse número específico — dois trilhões — importa tanto? É apenas um marco psicológico?

Mimi

É mais do que psicologia. Dois trilhões de dólares representa um poder econômico extraordinário. Significa que a Microsoft vale mais do que a maioria dos países do mundo. É um indicador de como a tecnologia se tornou central na economia global.

Luke

Mas precisamos ser claros: esse valor flutuou. A Microsoft tocou dois trilhões na terça-feira, mas caiu abaixo disso no fechamento. Então tecnicamente ela atingiu, mas não manteve a marca naquele dia.

Mimi

Verdade. Mas o ponto é que chegou lá. Isso mostra a solidez do negócio e a confiança dos investidores.

Mark

E como a pandemia ajudou a Microsoft a chegar aqui?

Mimi

A pandemia forçou uma migração em massa para trabalho remoto e serviços em nuvem. A Microsoft estava bem posicionada com seu pacote de software e Azure. Enquanto outras empresas sofriam, ela lucrou.

Luke

Embora seja justo notar que a pandemia ajudou muitas empresas de tecnologia. A Apple também se beneficiou. Não é exclusivo da Microsoft.

Mark

E quanto aos concorrentes? Quando a Amazon e o Google podem chegar lá?

Mimi

Amazon está em US$ 1,8 trilhão e Alphabet em US$ 1,6 trilhão. Se continuarem crescendo no ritmo atual, podem chegar em questão de meses.

Luke

Mas "ritmo atual" é a questão. Crescimento não é linear. Regulação, concorrência e mudanças de mercado podem desacelerar essas empresas. Nada é garantido.

  • As ações da Microsoft subiram 1,2% durante o pregão em Nova York, empurrando a empresa para um território habitado por apenas outras duas companhias no planeta.
  • A pandemia, que paralisou economias inteiras, funcionou paradoxalmente como combustível para a Microsoft, acelerando a adoção de seus serviços em nuvem e ferramentas de trabalho remoto.
  • O conselho de administração respondeu ao momento promovendo Satya Nadella à presidência do conselho por unanimidade, reconhecendo a liderança que guiou a empresa a esse patamar histórico.
  • Amazon e Alphabet, avaliadas em US$ 1,8 e US$ 1,6 trilhão respectivamente, observam de perto — e o clube trilionário pode deixar de ser tão exclusivo em breve.

Na terça-feira, 22 de junho de 2021, a Microsoft cruzou um limiar que apenas outras duas organizações no mundo haviam alcançado: uma capitalização de mercado de US$ 2 trilhões. O feito é fruto de anos de reinvenção silenciosa — da nuvem à inteligência artificial — conduzida por uma empresa que soube transformar uma crise global em oportunidade de crescimento. No grande arco da história econômica, esse momento revela como o valor humano migrou do aço e do petróleo para o código e a conectividade.

Na terça-feira, 22 de junho, a Microsoft tornou-se a segunda empresa americana a atingir uma capitalização de mercado de US$ 2 trilhões, juntando-se à Apple neste seleto grupo global que inclui também a Saudi Aramco — a única outra companhia a ter alcançado essa marca, em dezembro de 2019. O feito ocorreu durante o pregão em Nova York, quando as ações subiram 1,2%, embora o preço tenha recuado levemente no fechamento do dia.

O crescimento não foi obra do acaso. Durante a pandemia de Covid-19, a Microsoft aprofundou seu domínio em computação em nuvem e software, modernizando aplicativos e oferecendo maior flexibilidade para o trabalho remoto — uma aposta que se revelou altamente lucrativa. A diversidade do portfólio da empresa, que abrange jogos, automação, análise de dados e inteligência artificial, foi destacada pela analista Hilary Frisch, da Clearbridge Investments, como um dos pilares de seu valor atraente dentro do setor de tecnologia.

Em reconhecimento a essa trajetória, o conselho elegeu por unanimidade o CEO Satya Nadella também para a presidência do conselho, consolidando sua posição como arquiteto da renovação da empresa. No horizonte, Amazon e Alphabet — avaliadas em US$ 1,8 e US$ 1,6 trilhão, respectivamente — se aproximam da marca, sinalizando que o clube dos dois trilhões pode em breve ganhar novos membros.

Na terça-feira, 22 de junho, a Microsoft cruzou um limiar que apenas duas outras empresas no mundo haviam alcançado antes: uma capitalização de mercado de US$ 2 trilhões. O feito aconteceu quando as ações da companhia subiram 1,2% durante o pregão em Nova York, elevando seu valor a esse patamar histórico — embora, no fechamento do dia, o preço tenha recuado alguns centavos abaixo da marca.

Com isso, a Microsoft se junta à Apple como as únicas duas empresas americanas a atingir essa avaliação. Globalmente, apenas uma terceira companhia alcançou esse valor: a Saudi Aramco, a maior organização de petróleo do mundo, que chegou aos US$ 2 trilhões em dezembro de 2019. A Apple havia atingido o marco em 2020.

O sucesso da Microsoft não é acidental. Nos últimos meses, a empresa reafirmou seu domínio em dois setores cruciais: computação em nuvem e software. Enquanto a pandemia de Covid-19 forçou muitas corporações a fechar escritórios e reduzir operações, a Microsoft aproveitou o momento para aprimorar sua linha de softwares e serviços. A companhia modernizou seus aplicativos em nuvem e ofereceu aos funcionários maior flexibilidade para trabalhar remotamente — uma estratégia que se mostrou lucrativa.

Essa trajetória ascendente levou o conselho da empresa a tomar uma decisão simbólica na semana anterior ao marco trilionário. Satya Nadella, CEO da Microsoft, foi escolhido por unanimidade para assumir também a presidência do conselho. A promoção reconhecia sua liderança em levar a companhia a patamares surpreendentes apesar dos desafios impostos pela crise sanitária.

Hilary Frisch, analista sênior de pesquisa da Clearbridge Investments, ofereceu uma perspectiva sobre por que o sucesso financeiro da Microsoft faz sentido neste momento. Segundo ela, a empresa possui um portfólio diversificado e bem-executado: jogos, nuvem, automação, análise de dados e inteligência artificial. Frisch descreveu a Microsoft como um nome com valor atraente dentro do setor de tecnologia, posicionada para se beneficiar tanto da reabertura gradual da economia quanto de uma migração mais acelerada para serviços em nuvem.

O clube trilionário pode não permanecer tão exclusivo por muito tempo. A Amazon e a Alphabet Inc., dona do Google, estão próximas de ingressar nele. A Amazon possui uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 1,8 trilhão, enquanto a Alphabet está avaliada em cerca de US$ 1,6 trilhão. Se ambas continuarem sua trajetória de crescimento, poderão em breve se juntar a Microsoft, Apple e Saudi Aramco neste seleto grupo de empresas que ultrapassaram a marca dos dois trilhões de dólares.

A empresa tem muitas mãos e está fazendo tudo bem: jogos, nuvem, automação, análise, inteligência artificial
— Hilary Frisch, analista sênior da Clearbridge Investments
Contact Us FAQ