Apple atinge US$ 3 trilhões em valor de mercado e faz história

Dezesseis meses para passar de dois trilhões para três
A velocidade do crescimento da Apple acelerou dramaticamente nos últimos anos, especialmente durante a pandemia.
Mark

Como uma empresa consegue crescer tão rápido em valor de mercado enquanto enfrenta problemas reais de produção?

Mimi

A Apple tem uma vantagem que poucas empresas têm: uma base de clientes extremamente leal e um produto — o iPhone — que as pessoas querem independentemente das dificuldades. A pandemia aumentou a demanda por tecnologia, e a Apple estava posicionada perfeitamente para capturar isso.

Luke

Mas precisamos ser claros: esse valor de mercado é baseado em expectativas futuras, não em caixa real. A empresa perdeu seis bilhões em vendas por causa dos problemas de silício. Isso é real. O valor de três trilhões é uma avaliação do que o mercado acha que a Apple vai valer.

Mark

Então o fato de terem atingido três trilhões significa que as coisas vão melhorar?

Mimi

Não necessariamente. Significa que os investidores acreditam que a Apple conseguirá navegar por esses desafios e continuar crescendo. A empresa projeta um faturamento recorde no próximo trimestre, mas isso ainda é uma projeção.

Luke

Exatamente. E vale notar que esse marco foi alcançado por apenas alguns segundos. Não é como se a empresa tivesse se mantido nesse nível. É um pico, um momento.

Mark

Qual é a importância real disso, então? É apenas um número simbólico?

Mimi

É simbólico, sim, mas também reflete algo real: a Apple se tornou a empresa mais valiosa da história americana. Isso afeta como os investidores pensam sobre a empresa, como ela consegue financiamento, como seus executivos são percebidos.

Luke

E também é importante notar que a Microsoft é a única outra empresa perto desse nível. Isso mostra como a tecnologia se concentrou em poucas empresas muito grandes.

  • A Apple cruzou os três trilhões de dólares em valor de mercado na segunda-feira à noite, tornando-se a primeira empresa americana a atingir esse patamar histórico.
  • O marco durou apenas segundos antes de o preço da ação recuar, mas o registro ficou — e com ele, a distância crescente em relação à rival Microsoft, ainda acima de dois trilhões.
  • A escassez global de silício e as restrições de Covid-19 nas fábricas asiáticas custaram à empresa cerca de seis bilhões de dólares em vendas perdidas no último trimestre fiscal.
  • Mesmo diante desses obstáculos, a Apple projeta um faturamento recorde para o trimestre outubro-dezembro, sustentada pela demanda explosiva por dispositivos eletrônicos durante a pandemia.
  • A velocidade da ascensão — de dois para três trilhões em apenas dezesseis meses — transforma a Apple em um caso singular de crescimento acelerado no mundo corporativo.

Na segunda-feira, por um breve instante, a Apple inscreveu seu nome em um lugar onde nenhuma empresa americana havia estado: o patamar de três trilhões de dólares em valor de mercado. O que começou em uma garagem há quarenta e cinco anos tornou-se, em dezesseis meses, o dobro do que já havia sido considerado impensável. Em meio a pandemias, escassez de componentes e fábricas pressionadas, a trajetória da empresa revelou algo sobre a natureza do momentum — e sobre como certas forças, uma vez em movimento, parecem resistir até mesmo ao peso do mundo real.

Na segunda-feira, por alguns segundos, a Apple tocou um número inédito: três trilhões de dólares em valor de mercado. O preço da ação recuou logo em seguida, mas o marco estava registrado. A empresa que nasceu em uma garagem há cerca de quarenta e cinco anos havia se tornado a primeira americana a chegar ali.

A velocidade desse crescimento impressiona. Em 2018, a Apple ultrapassou um trilhão de dólares, trinta e oito anos após sua abertura de capital. Dois anos depois, chegou aos dois trilhões. Do segundo para o terceiro trilhão, foram apenas dezesseis meses — um ritmo que nenhuma outra empresa no mundo havia alcançado. A Microsoft, segunda colocada, permanecia acima de dois trilhões, mas ainda distante desse novo patamar.

Grande parte dessa ascensão ocorreu durante a pandemia, período que coincidiu com uma demanda explosiva por eletrônicos. O iPhone, lançado em 2007, gerou quase 192 bilhões de dólares no ano fiscal 2020-21, sustentando toda a operação. O legado de Steve Jobs, morto em 2011, parecia se multiplicar sob a liderança que veio depois.

Os obstáculos existiam. A escassez global de silício e as restrições nas fábricas do Sudeste Asiático criaram gargalos reais, resultando em cerca de seis bilhões de dólares em vendas perdidas. Ainda assim, a Apple não recuava em suas projeções: para o trimestre outubro-dezembro, a empresa esperava um faturamento recorde. A trajetória havia se tornado uma história de momentum quase imparável — um exemplo de como certas empresas não apenas sobrevivem a crises globais, mas prosperam nelas.

Na segunda-feira, pouco antes das sete da noite, horário de Greenwich, a Apple tocou um número que nenhuma empresa americana havia alcançado antes: três trilhões de dólares em valor de mercado. O feito durou apenas alguns segundos — o preço da ação recuou logo depois — mas o marco ficou registrado. A empresa, que começou como um projeto em uma garagem há cerca de quarenta e cinco anos, havia se tornado a primeira do país a chegar ali.

O caminho até esse ponto foi acelerado, especialmente nos últimos anos. Em agosto de 2018, a Apple ultrapassou um trilhão de dólares, trinta e oito anos após sua abertura de capital. Depois disso, o ritmo mudou. Levou apenas dois anos para dobrar esse valor e chegar aos dois trilhões. Do segundo para o terceiro trilhão, foram apenas dezesseis meses. Nenhuma outra empresa no mundo havia alcançado três trilhões — a Microsoft, a segunda colocada, permanecia acima de dois trilhões, mas ainda distante desse novo patamar.

Muito dessa ascensão ocorreu durante a pandemia de Covid-19, um período que poderia ter prejudicado qualquer negócio, mas que, para a Apple, coincidiu com uma demanda explosiva por dispositivos eletrônicos. O legado de Steve Jobs, o fundador que morreu em 2011, parecia estar se multiplicando sob a liderança que veio depois. A empresa havia se tornado praticamente sinônimo de um único produto: o iPhone. Lançado em 2007, o telefone gerou receitas de quase 192 bilhões de dólares apenas no ano fiscal 2020-21, estabelecendo um recorde que sustentava toda a operação.

Mas o crescimento não era sem obstáculos. No final de outubro, quando a empresa divulgou seus resultados do quarto trimestre do ano fiscal anterior, os analistas saíram decepcionados. A escassez global de silício — o material essencial para fabricar os microchips que alimentam todos os produtos da empresa — havia criado um gargalo real. Ao mesmo tempo, as restrições relacionadas à pandemia nas fábricas do Sudeste Asiático, onde a Apple fabrica a maior parte de seus produtos, também pressionavam a produção. O impacto financeiro foi mensurável: cerca de seis bilhões de dólares em vendas perdidas por causa desses problemas.

Apesar disso, a empresa não recuava em suas projeções. Para o trimestre que ia de outubro a dezembro — o primeiro do novo ano fiscal — a Apple esperava alcançar um faturamento recorde. Nada parecia estar impedindo a progressão do preço de suas ações, nem mesmo as dificuldades reais na cadeia de suprimentos que afetavam toda a indústria de tecnologia. A trajetória da Apple havia se tornado uma história de momentum quase imparável, um exemplo de como uma empresa poderia não apenas sobreviver a crises globais, mas prosperar nelas.

A empresa espera conseguir um faturamento recorde no trimestre outubro-dezembro, o primeiro do ano fiscal 2021-22
— Projeção da Apple divulgada em outubro
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