Em uma tarde de sexta-feira em Brasília, Michelle Bolsonaro saiu de uma reunião de três horas com lideranças do PL sem pronunciar a palavra que todos esperavam. A questão de sua candidatura ao Senado — carregada de expectativas políticas e condicionada à aprovação do marido — foi adiada para a convenção do partido no domingo, revelando uma figura pública cujo destino eleitoral ainda orbita em torno de outro. No intervalo entre o silêncio e o anúncio, o que se vê é a tensão antiga entre dever pessoal e ambição coletiva.