Em um momento em que a velocidade se tornou moeda de troca no comércio digital, o Mercado Livre anuncia a expansão de sua frota robótica para 125 unidades capazes de processar 105 mil itens por dia — reduzindo em um quarto o tempo de pedidos com múltiplos produtos. A iniciativa, apresentada em São Paulo durante o Mercado Livre Experience, revela uma empresa que aposta na automação não como substituta do trabalho humano, mas como reorganizadora dele, prometendo entre 12 e 13 mil novas contratações. No horizonte sul do país, um novo centro de distribuição em Araucária, no Paraná, sinaliza que a
Mercado Livre expande operação com 125 robôs para acelerar separação de pedidos
Pedidos entregues no mesmo dia até o horário mais tardio
Por que o Mercado Livre está investindo em robôs agora, especificamente para pedidos com múltiplos itens?
Porque esses pedidos são mais complexos de processar. Um robô consegue separar itens muito mais rápido do que um operador humano movimentando-se pela área. Reduzir 25% do tempo de ciclo significa que mais pedidos saem no mesmo dia.
Mas quanto custou esse investimento em 125 robôs? A reportagem não menciona o valor.
E quanto aos trabalhadores? A automação não deveria reduzir empregos?
A empresa diz que não. Eles planejam contratar 12 a 13 mil pessoas no próximo ano e migrar funções para atividades com maior valor agregado. Basicamente, os robôs fazem o trabalho repetitivo, e os humanos fazem o que exige julgamento.
Isso é o que a empresa diz. Mas a reportagem não traz dados sobre quantos operadores estavam fazendo essa separação antes, ou se haverá realmente recolocação para todos.
Então essa tecnologia é nova para o Mercado Livre?
Não completamente. Os robôs já estavam em operação durante 2025, mas essa é uma expansão significativa. Eles estão dobrando a aposta.
A reportagem não deixa claro se havia robôs em outras operações antes disso, ou se essa é a primeira vez que usam essa tecnologia em larga escala.
E o novo centro no Paraná, como se encaixa nisso?
É parte da mesma estratégia de expansão. Mais centros de distribuição, mais robôs processando pedidos, mais capacidade de entregar rápido em mais lugares.
Mas os dois centros em Sapucaia do Sul também vão receber robôs? A reportagem não diz. Parece que o anúncio é só sobre São Paulo.
O Pulso
- A corrida pela entrega no mesmo dia pressiona o Mercado Livre a processar pedidos cada vez mais complexos em janelas de tempo cada vez menores.
- 125 robôs de separação operam em apenas 670 m² distribuídos em dois andares, cortando em até 25% o ciclo de pedidos com mais de um item.
- A automação levanta a questão inevitável: o que acontece com os trabalhadores — e a empresa responde com a promessa de migrar funções, não eliminar postos.
- A previsão de contratar entre 12 e 13 mil funcionários no próximo ano tenta equilibrar a narrativa entre inovação tecnológica e responsabilidade social.
- No Paraná, a inauguração iminente de um centro de distribuição em Araucária amplia a malha logística da empresa na região Sul, onde já opera desde 2023.
Em um momento em que a velocidade se tornou moeda de troca no comércio digital, o Mercado Livre anuncia a expansão de sua frota robótica para 125 unidades capazes de processar 105 mil itens por dia — reduzindo em um quarto o tempo de pedidos com múltiplos produtos. A iniciativa, apresentada em São Paulo durante o Mercado Livre Experience, revela uma empresa que aposta na automação não como substituta do trabalho humano, mas como reorganizadora dele, prometendo entre 12 e 13 mil novas contratações. No horizonte sul do país, um novo centro de distribuição em Araucária, no Paraná, sinaliza que a expansão é tanto tecnológica quanto territorial.
Durante o Mercado Livre Experience em São Paulo, a empresa revelou a expansão de sua operação robótica: 125 robôs de separação distribuídos em dois andares, dentro de uma área de 670 metros quadrados, com capacidade de processar até 105 mil itens por dia. A redução de até 25% no tempo de processamento de pedidos com múltiplos produtos tem um efeito prático imediato — entregas que antes perdiam a janela do mesmo dia agora chegam ao consumidor antes do anoitecer.
Luiz Vergueiro, diretor sênior de Logística, explicou que os robôs diminuem o deslocamento dos operadores humanos dentro dos centros, tornando o processo mais ágil e preciso. Fernando Yunes, vice-presidente sênior da operação brasileira, foi direto ao enfrentar a questão mais sensível: a automação não virá acompanhada de demissões. A empresa planeja contratar entre 12 e 13 mil funcionários no próximo ano, com foco em logística, realocando trabalhadores para atividades de maior valor agregado.
A aposta na velocidade de entrega como diferencial competitivo se estende além da tecnologia. No Sul do país, o Mercado Livre está prestes a inaugurar um novo centro de distribuição em Araucária, no Paraná — estado onde já opera dois centros em Sapucaia do Sul, o primeiro aberto em 2023 e duplicado em 2024. A combinação de automação crescente e infraestrutura física em expansão desenha uma rede logística que a empresa aposta ser decisiva num mercado onde o consumidor já não aceita esperar.
O Mercado Livre está acelerando o processamento de pedidos com múltiplos itens através de uma expansão significativa de sua operação robótica. A empresa anunciou, durante o Mercado Livre Experience em São Paulo, a implementação de 125 robôs de separação que funcionam em dois andares, ocupando uma área otimizada de 670 metros quadrados. Esses equipamentos têm capacidade de processar até 105 mil itens diários, reduzindo em até 25% o tempo necessário para completar pedidos que contêm mais de um produto.
Fernando Yunes, vice-presidente sênior e líder da operação brasileira, e Luiz Vergueiro, diretor sênior de Logística, apresentaram a iniciativa durante a convenção que reúne vendedores, executivos e especialistas do setor. Vergueiro explicou que os robôs de separação diminuem significativamente o deslocamento dos operadores humanos, permitindo que pedidos multi-itens sejam processados com maior rapidez e precisão. O ganho prático é direto: pedidos podem ser entregues no mesmo dia, mesmo quando solicitados em horários mais tardios.
A expansão tecnológica não significa redução de postos de trabalho. Quando questionado sobre como a empresa manteria suas contratações enquanto amplia a automação, Yunes reafirmou o compromisso com a logística como um dos principais focos de recrutamento. A previsão é contratar entre 12 e 13 mil novos funcionários no próximo ano. A estratégia da empresa é migrar funções para atividades que agregam maior valor, em vez de simplesmente eliminar posições.
A operação com robôs já estava presente no Mercado Livre durante 2025, mas essa ampliação representa um salto significativo em escala e capacidade. O investimento reflete a aposta da empresa em manter a velocidade de entrega como diferencial competitivo em um mercado de e-commerce cada vez mais exigente, onde a promessa de entrega no mesmo dia se tornou um fator decisivo para o consumidor.
No Sul do país, o Mercado Livre segue expandindo sua infraestrutura física. A empresa está prestes a inaugurar um novo centro de distribuição em Araucária, no Paraná, nas próximas semanas. O estado já conta com dois centros localizados em Sapucaia do Sul, sendo que o primeiro começou a operar em 2023 e foi duplicado em 2024. Vergueiro destacou a importância estratégica do Paraná para as operações da empresa. Essa expansão no Sul complementa a estratégia de automação no processamento, criando uma rede de distribuição mais densa e eficiente para atender a região.
Citações Notáveis
O objetivo deles é trazer uma velocidade de processamento desses pedidos, que são de vários itens, de uma maneira mais rápida e mais curta, possibilitando fazer pedidos que sejam entregues no mesmo dia até o horário mais tardio.— Luiz Vergueiro, diretor sênior de Logística do Mercado Livre