Em meados de julho de 2026, o goleiro Matheus Cunha cruzou o caminho entre Belo Horizonte e Porto Alegre carregando o peso de uma temporada inconclusa e a esperança de um recomeço. Após perder espaço no Cruzeiro para Otávio e não convencer com suas atuações, ele assinou por uma temporada com o Internacional — clube que, antes de encontrá-lo, havia batido em outra porta, fechada pelo preço elevado de um goleiro equatoriano. É a história recorrente do futebol: um atleta que precisa de um novo ambiente para reencontrar a si mesmo.
Matheus Cunha chega a Porto Alegre para assinar com o Inter
Perdeu espaço sem cometer falhas graves, apenas sem transmitir segurança
Por que o Inter desistiu de Contreras tão rapidamente? Parecia ser a primeira escolha.
A pedida dos equatorianos foi muito alta. O Barcelona de Guayaquil não quis negociar em termos que o Inter considerasse viáveis, então o clube precisou mudar de estratégia rápido.
Mas a gente não sabe exatamente qual era esse valor, certo? É só o que o Inter alegou internamente.
E Cunha estava realmente sem espaço no Cruzeiro, ou foi uma decisão técnica clara?
Ele perdeu a vaga para Otávio durante a temporada. Começou como titular quando Cássio se lesionou, mas suas apresentações não foram convincentes o suficiente para manter a posição.
Os números dele não são catastróficos — 57% de bolas defendidas, 71% de acerto no passe. Ele não foi um desastre, só não transmitiu segurança. Isso é subjetivo.
Então o Inter está apostando que ele melhora em um novo contexto?
Parece ser isso. Um goleiro que não funcionou em um lugar às vezes encontra seu ritmo em outro. O Inter viu uma oportunidade de trazer alguém com experiência por um custo menor.
Mas a gente não sabe se o Inter fez uma análise profunda de por que ele não funcionou ou se apenas viu um goleiro disponível e barato.
The Pulse
- Matheus Cunha desembarcou em Porto Alegre na quarta-feira para realizar exames médicos e assinar contrato de uma temporada com o Internacional, encerrando semanas de negociação.
- O Inter havia tentado contratar Contreras, do Barcelona de Guayaquil, mas a pedida elevada dos equatorianos inviabilizou o negócio e redirecionou o clube para Cunha.
- No Cruzeiro, Cunha disputou doze partidas em 2026, sofreu treze gols e, apesar de não cometer falhas grosseiras, transmitiu insegurança que custou sua titularidade para Otávio.
- A derrota por 2 a 1 para a Universidad Católica no Mineirão ficou como símbolo de uma passagem que não correspondeu às expectativas.
- O Internacional aposta que uma mudança de ambiente pode despertar no goleiro a segurança que ele não conseguiu demonstrar na capital mineira.
Em meados de julho de 2026, o goleiro Matheus Cunha cruzou o caminho entre Belo Horizonte e Porto Alegre carregando o peso de uma temporada inconclusa e a esperança de um recomeço. Após perder espaço no Cruzeiro para Otávio e não convencer com suas atuações, ele assinou por uma temporada com o Internacional — clube que, antes de encontrá-lo, havia batido em outra porta, fechada pelo preço elevado de um goleiro equatoriano. É a história recorrente do futebol: um atleta que precisa de um novo ambiente para reencontrar a si mesmo.
Matheus Cunha chegou a Porto Alegre na quarta-feira, 15 de julho, para submeter-se aos exames médicos e formalizar seu vínculo de uma temporada com o Internacional. A negociação levou cerca de um mês para se concretizar — e não foi o primeiro nome na lista do clube gaúcho.
O Inter havia mirado inicialmente em Contreras, goleiro do Barcelona de Guayaquil, mas o valor pedido pelos equatorianos se mostrou proibitivo. Com aquela porta fechada, a atenção se voltou para Cunha, que vivia um momento de indefinição no Cruzeiro após perder a titularidade para Otávio.
A passagem de Cunha pela Toca da Raposa II começou com promessa: ele chegou como reserva de Cássio e assumiu a titularidade quando o veterano se lesionou. Em doze partidas em 2026, sofreu treze gols e manteve o gol inviolado em cinco ocasiões. Os números, porém, não traduzem completamente o problema — era a sensação de insegurança que ele transmitia em campo, exemplificada pela derrota de 2 a 1 para a Universidad Católica no Mineirão.
Agora, com a chegada ao Colorado, Cunha busca o recomeço que o futebol, de tempos em tempos, oferece a quem ainda tem algo a provar.
Matheus Cunha desembarcou em Porto Alegre na quarta-feira, 15 de julho, para dar prosseguimento a um acordo que levou semanas para se concretizar. O goleiro, que deixa o Cruzeiro, estava na capital gaúcha para submeter-se aos exames médicos de rotina e assinar seu contrato com o Internacional — um vínculo de uma temporada com o clube colorado.
Os primeiros contatos entre as partes ocorreram há aproximadamente um mês, segundo apuração da reportagem. O Inter havia direcionado seus esforços inicialmente para Contreras, goleiro do Barcelona de Guayaquil, mas o valor pedido pelos equatorianos se mostrou proibitivo, levando o clube gaúcho a abandonar aquela negociação. Com a porta fechada naquela direção, a atenção se voltou para Cunha, que estava sem perspectivas na Toca da Raposa II.
A trajetória de Cunha no Cruzeiro começou promissora. Após encerrar seu vínculo com o Flamengo, ele chegou a Belo Horizonte para ser o segundo goleiro de Cássio, usando a camisa 31. Quando o titular sofreu uma lesão multiligamentar no joelho durante o confronto contra o Rubro-Negro, Cunha ganhou sua oportunidade. Mas o que se seguiu foi uma sequência de apresentações que não convenceram.
Em 2026, Cunha disputou doze partidas pelo Cruzeiro, sendo dez como titular. Nesse período, sofreu treze gols — uma média de 1,1 por jogo — e realizou 1,4 defesas por partida. Seus números defensivos em chutes na área ficaram em 0,8 por jogo, com 57% de bolas defendidas. Ele manteve o gol inviolado em cinco ocasiões, o que representa 42% de seus jogos. Seu passe foi preciso em 71% das tentativas, embora o acerto em passes longos tenha ficado em apenas 35%.
O que os números não capturam completamente é a sensação de insegurança que Cunha transmitiu em campo. Embora não tenha cometido falhas graves e óbvias, sua presença não inspirava confiança. A derrota por 2 a 1 para a Universidad Católica no Mineirão exemplificou essa fragilidade. Com o tempo, ele perdeu sua posição para Otávio, sinalizando que o Cruzeiro havia decidido seguir outro caminho.
Agora, com a chegada a Porto Alegre e a iminente assinatura do contrato, Cunha terá uma nova chance de se reafirmar. O Internacional aposta que um ambiente diferente e uma oportunidade de recomeço possam trazer de volta a segurança que o goleiro não conseguiu demonstrar na capital mineira.
Notable Quotes
Matheus Cunha não aproveitou as oportunidades que teve no Cruzeiro e perdeu sua vaga para Otávio— Análise da temporada do goleiro no clube mineiro